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quarta-feira, 28 de julho de 2010

Todo mundo quer ir pro céu, mas ninguém quer morrer

O grande dilema de alguns é a morte. Acredito que a maioria dos cristãos tem medo de morrer e muitos não estão preparados pra isso, mesmo assim, querem ir pro céu.

Cristãos falam do céu, da vida eterna, do paraíso, da ressurreição... mas qualquer budista está mais preparado para a morte do que a maioria de nós. Qualquer indiano está mais preparado para morrer, qualquer muçulmano está mais preparado para morte do que a maioria dos cristãos.

A maioria de nós não aceita a morte, não quer morrer. Parece que o grande sonho da maioria dos cristãos é ser "arrebatado" só pra não experimentar a morte, ou quem sabe para ter uma entrada VIP no céu, mas o grande dilema é:

Todo mundo quer ir pro céu, mas ninguém quer morrer.

Quando nós estamos muito ligados a este mundo, as coisas e pessoas daqui, realmente não queremos partir. Mas pode ser também porque falta fé para acreditar que depois da morte existe o paraíso com Cristo, ou quem sabe exista uma réstia de dúvida se realmente é para o paraíso que iremos. O fato é que não existe na terra um povo com mais medo da morte do que os cristãos.

Se vc perguntar para um muçulmano se ele está disposto morrer pelas coisas que ele acredita a resposta é um sonoro e firme SIM. Se esta mesma pergunta fosse feita a vc e a mim, e soubessemos que seríamos cobrados pela nossa resposta, o que iríamos responder?

"Porque para mim o viver é Cristo, e o morrer é ganho."
Felipenses 1:21

Pense nisso!

O semeador saiu a semear

Sempre gostei de parábolas, que são as narrações alegóricas que Jesus usava muito, porém o ensino por parábolas não foi invenção de Jesus. Era uma das formas didáticas da época e ele soube aproveitar os costumes para que suas lições fossem melhor entendidas.

A parábola do semeador mostra 4 situações.

"O semeador saiu a semear". Mateus 13:3. - Quando o agricultor colocava as sementes em uma peneira e as jogava por sobre o ombro par trás. Assim se semeavam grandes campos. Não havia covas individuais. Por isso:

1) Algumas caíram ao lado da estrada, porque o vento as teria levado para fora da área a ser cultivada. Foi pisada e comida por pássaros. ESTAVA FORA DO LOCAL DE DEUS.

2) Outro grupo de sementes caiu sobre local onde havia pouca terra e pouca umidade. Quis germinar, mas logo depois acabou morrendo porque a terra não era profunda, quando veio o sol a queimou e secou, PORQUE NÃO TINHA RAÍZ.

3) A terceira coleção de sementes foi abafada pelos espinhos e morreu. SUFOCADA PELOS ESPINHOS.

4) Finalmente um grupo caiu em terra fértil e produziu muito. A mil frutos por semente. DEU BOA COLHEITA.


SOMOS SEMENTES ? - Somos a semente que foi comida por pássaros? Ou a semente que não prosperou na sua germinação? Ou a semente que foi sufocagada pelos espinhos? Ou somos a semente fértil que está produzindo e dando boa colheita?

SOMOS SOLO ? - Podemos também ser os solos. O solo a beira do caminho nas margens da vontade de Deus? Ou as pedras onde não germinam nada, sem terra e sem umidade? Ou quem sabe o local de espinhos, que sufocam os outros com nossas regras? Ou quem sabe somos o solo fértil, a "boa terra"?

Que Deus faça brotar em nós o real conhecimento de quem verdadeiramente somos.

Texto: Buscai o Reino

Você vive querendo se defender?

Nascemos com o desejo de nos defender de tudo. E caso insista em defender a si mesmo, Deus permitirá que você o faça. Porém, se você entregar sua defesa a Deus, então Ele o defenderá. Ele disse a Moisés certa vez: “Serei inimigo dos teus inimigos e adversário dos teus adversários.” - Êxodo 23:22

Quando você pensar em se defender, não faça isso, não precisa lutar. O Senhor é quem luta por você. Ele será o inimigo dos seus inimigos e adversário de seus adversários, e você nunca mais precisará defender a si mesmo.

Porque nos defendemos? Tentamos defender nossa reputação. Sua reputação é o que os outros pensam que você. Caráter é o que você realmente é, portanto devemos nos preocupar mais como nosso caráter do que com nossa reputação.

Se deixarmos isso pra Deus, voltar completamente ao Senhor, ele o defenderá completamente e providenciará para que ninguém lhe cause dano. “Toda arma forjada contra ti não prosperará”, diz o Senhor, “toda língua que ousar contra ti em juízo, tu a condenarás.” - Isaías 54:17

Henry Suso foi um grande crente em dias passados. Um dia, ele estava buscando o que alguns crentes têm-me dito que também estão buscando: conhecer melhor a Deus. Vamos colocar isso nestes termos: você está procurando ter um despertamento no íntimo de seu espírito que o leve para as coisas profundas de Deus. Quando Henry Suso estava buscando a Deus, pessoas começaram a contar histórias más sobre ele, e isso o entristeceu tanto que ele chorou muito e sentiu grande mágoa no coração.

Então, um dia, ele estava olhando pela janela e viu um cão brincando no terraço. O animal tinha um trapo que jogava por cima de si, e tornava a alcançá-lo apanhando-o com os dentes, e corria e jogava, e corria e jogava muitas vezes. Então Deus disse a Henry Suso:

“Este trapo é sua reputação, e estou deixando que os cães do pecado rasguem sua reputação em pedaços e a lancem por terra para seu próprio bem. Um dia desses, as coisas mudarão”.

E as coisas mudaram. Não demorou muito tempo até que os indivíduos que estavam atacando a reputação de Suso ficassem confundidos, e ele foi elevado a um lugar que o transformou numa autoridade em seus dias e numa grande bênção até hoje para aqueles que cantam seus hinos e lêem suas obras.

Preocupe-se com seu caráter, deixe o resto para Deus cuidar.

Abraço a todos

EM CRISTO, que leva sobre si todas as nossas imperfeições.

Buscai o Reino

terça-feira, 27 de julho de 2010

Pastores que oprimem

jornalista Marília Camargo César
Autora do livro Feridos em nome de Deus, a jornalista Marília Camargo César falou sobre as dimensões que o abuso espiritual pode ter na vida de fiéis submetidos a lideranças eclesiásticas autoritárias. “Mas é possível identificar o problema e lidar com suas consequências”, diz, nesta entrevista a CRISTIANISMO HOJE:

CRISTIANISMO HOJE – A senhora diz que a motivação para escrever o livro foi um caso de abuso espiritual que presenciou. Fale sobre essa experiência.

MARÍLIA CAMARGO CÉSAR – Não fui, particularmente, machucada por pastores, porque não andava rotineiramente muito próxima deles, embora convivêssemos bem. Mas testemunhei, na vida de amigos próximos, o estrago que o convívio com nossas antigas lideranças produziu. Muitas histórias de abuso começaram a aparecer depois que um dos pastores de nossa antiga comunidade afastou-se por motivo de saúde. Pessoas que caminhavam bem perto daquele líder começaram a contar histórias tenebrosas de abuso de poder, manipulação psicológica e tirania explícita. As vítimas de abuso eram pessoas adultas e com uma boa formação socioeconômica, por isso eu não conseguia entender como haviam se deixado manipular daquele jeito, só tendo coragem de denunciar o que havia depois que ele se afastou.


Qual foi o caso mais grave de abuso que a senhora conheceu enquanto escrevia o livro?

Foi o caso de uma jovem que sofria de uma doença degenerativa rara – miastenia gravis – e que foi simplesmente massacrada por sua congregação porque não alcançou plenamente a cura. Além desse problema, ela foi levada a crer, pelo pastor, que deveria orar e investir num relacionamento afetivo com um rapaz da igreja, situação que acabou lhe causando enorme constrangimento quando ele apareceu na igreja com uma nova namorada. De certa forma, foi bom para ela, porque o embaraço serviu-lhe para mostrar o nível de adoecimento daquela comunidade, o nível de fundamentalismo que praticavam, e isso acabou por abrir os seus olhos. Ela saiu da igreja e, até onde eu sei, não fez parte de nenhuma outra congregação desde então.


Em sua opinião, quais são os principais tipos de abuso espiritual e suas características?

O livro fala de abuso de poder, de abuso financeiro, mas mostra as nuances do abuso que julgo mais sutil e difícil de identificar, mas bastante devastador da mesma forma, que é o abuso de ordem psicológica ou emocional. O líder impõe sua visão de mundo sobre a ovelha, e esta a aceita como uma ordem divina que precisa ser obedecida, sob pena de punição. O pastor diz, por exemplo, que o discípulo deve casar-se com determinada pessoa, porque teve uma “visão” de que esta era a vontade de Deus para a sua vida. Não importa que não haja, a princípio, nada em comum que possa unir aquele casal. E o fiel obedece. O pastor fala para uma mulher que apanha sistematicamente de seu marido que ela deve fidelidade a ele, porque isso é bíblico. Ou então fala para uma pessoa com uma doença grave que ela ainda não foi curada porque está fraquejando na fé. Todos esses são exemplos reais de pessoas que só se recuperaram emocionalmente após muitas horas de psicoterapia. E, claro, após deixarem essas igrejas.


E por que as pessoas deixam a situação chegar a tal ponto?

Depois de escrever o livro, compreendi que, quando acreditamos estar sofrendo alguma coisa por amor a Deus, aguentamos as piores humilhações. Aquelas pessoas acreditavam, sinceramente, que estavam sendo disciplinados por profetas do Senhor para o seu próprio bem e crescimento espiritual, quando na verdade estavam sendo é espezinhados emocionalmente.


Como os abusos podem ser evitados?

Maturidade espiritual não é alguma coisa trivial, que se alcance da noite para o dia. É preciso uma longa caminhada, tolerância e paciência; o fiel precisa estar bem acompanhado – e aí se incluem lideranças maduras, com uma boa formação, saudáveis física, psicológica e teologicamente, que possam ensinar um cristianismo autêntico, vivo e não-fundamentalista. É preciso também cercar-se de amigos verdadeiros, que nos apoiem e não fiquem nos julgando quando falamos aquilo que estamos sentindo, por mais horrível que isso possa ser.

Fonte: Revista Cristianismo Hoje

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Características de uma Igreja Orgânica

Embora não seja fácil descrever com exatidão o que seja uma igreja orgânica para alguém que não seja membro de uma, existem certas características que as distinguem:

A forma da igreja

A forma de uma igreja orgânica expressa a própria vida da igreja — tal como a forma do corpo humano expressa a vida do homem. As igrejas orgânicas não surgem a partir de estatutos, cargos e/ou de clérigos. Surgem de relacionamentos entre pessoas que amam a Jesus Cristo.

O clero

Não há clero nem ministro profissional nas igrejas orgânicas. Elas não reconhecem uma classe separada de clérigos para energizar os “leigos”. Nenhum cristão é leigo. Cristo energiza a todos e cada um energiza o outro.

A participação dos membros nas reuniões da igreja

As igrejas orgânicas permitem e encorajam todos os cristãos a funcionarem ativamente nas reuniões da igreja. Não apenas os “ministros” atuam privilegiadamente nos cultos. Todos os membros são sacerdotes ativos.

A idéia e visão de igreja

As pessoas nas igrejas orgânicas não associam “igreja” a um edifício-templo. Elas não vão à igreja – elas, juntas, são a igreja. Isto não é apenas uma teologia. Os membros experimentam isto de fato.

Os locais de reuniões

As reuniões ocorrem principalmente nos lares dos seus membros. Porém, onde estiverem dois ou três em nome de Jesus, ali é um local de reunião da igreja. Há também reuniões maiores com várias igrejas orgânicas juntas em outros locais maiores (sítios, auditórios etc.).

O que une a igreja

Os membros estão unidos unicamente em função de Cristo nas igrejas orgânicas. Não em função de um conjunto de tradições ou doutrinas.

O que sustenta a igreja

As igrejas orgânicas são sustentadas por relacionamentos construídos em Jesus Cristo. Não dependem de um prédio. Não há salário de clérigos. Os recursos financeiros são gastos com os pobres (principalmente os “entre vocês”) e na obra missionária.

O crescimento

Uma igreja orgânica cresce naturalmente por atrair pessoas. Não faz campanhas evangelísticas, embora seus membros evangelizem individualmente ou em pequenos grupos de dois ou três. Quando o número de pessoas se torna grande demais para caber num lar, elas simplesmente se dividem em duas. Esse tipo de crescimento é o mesmo observado em organismos vivos — suas células se multiplicam.

O foco principal

O foco de uma igreja orgânica está em possuir Jesus Cristo corporativamente, em uma comunidade face a face. Tudo mais surge a partir disto. Não está preocupada com a frequencia aos cultos, ou com os prédios da igreja, nem com orçamentos (elas não possuem os dois últimos).

O calendário anual

As igrejas orgânicas passam naturalmente pelas estações do ano. Não estão ligadas a calendários rituais.

Os dons espirituais

Nas igrejas orgânicas, os dons não são vistos como ofícios, mas sim como funções. Eles emergem naturalmente e organicamente, com o tempo. Eles crescem “do solo”, e as pessoas que recebem os dons de Deus não são intituladas, nem recebem mandatos.

O relacionamento entre os membros

Em uma igreja orgânica existe uma comunidade fortemente unida. Os membros são como uma família uns para os outros. Eles vivem uma vida compartilhada em Cristo. Eles se conhecem profundamente, compartilham refeições e não se veem apenas nos cultos da igreja.

A liderança

A liderança surge a partir do corpo. Plantadores de igreja equipam os santos no início da igreja, e presbíteros (quando surgem) supervisionam a igreja juntos.

A tomada de decisões

As decisões são tomadas por todos, em consenso. Não somente pelos ordenados ou por um conselho de ministros.

Os pastores

Pode existir mais de um pastor em cada igreja. Os pastores, nas igrejas orgânicas, são aqueles membros que possuem dons de pastoreio e cuidam do rebanho. Não são ordenados, mas reconhecidos pelo seu amor, integridade, sabedoria e conhecimento bíblico.

Fonte: Igreja Orgânica.

Igreja nos lares: uma tendência crescente nos EUA

Depois de muitos anos operando fora do radar, a Igreja nos lares começa a chamar a atenção da Igreja institucional e da mídia secular. Somente nesta semana que passou, o jornal USA Today, a CBS, o Denver Post e a Yahoo! News publicaram reportagens a respeito da Igreja nos lares nos EUA. Abaixo, o resumo de uma delas:

De acordo com os analistas, a Igreja nas casas é parte de uma mudança fundamental na maneira como os cristãos vêem a Igreja nos EUA. Esqueça os sermões, os edifícios grandes e caros, as multidões de desconhecidos – dizem eles. A Igreja nas casas é fundamentada em relacionamentos construídos em grupos pequenos.

“Penso que parte do atrativo para algumas pessoas é que o movimento da Igreja nas casas é fruto de um desejo de retornar à uma expressão mais simples de Igreja” – disse Ed Stetzer, professor de seminário bíblico e presidente do Instituto de Pesquisas LifeWay, afiliado à Igreja Batista do Sul. Para muitos, “a Igreja se tornou um tipo de negócio e eles só estão interessados em viver aquilo que a Bíblia descreve.”

Ao invés de um edifício, muitos cristãos americanos agora se congregam em igrejas nas casas. Ao contrário dos templos, onde os congregantes participam de cultos programados e escutam sermões, as igrejas nas casas consistem de grupos de doze a quinze pessoas que compartilham o que está acontecendo em suas vidas, sempre buscando direção nas Escrituras.

A Igreja nas casas é mais comum em países onde o Cristianismo não é a religião predominante. Mas os organizadores afirmam que este tipo de igreja está começando a se tornar popular nos EUA.

Os participantes dizem que a Igreja nas casas é uma espécie de retorno à Igreja Primitiva, sem clero, onde se espera que todos contribuam ensinando, cantando e orando.

Ed Stetzer diz que a Igreja nas casas não oferece tudo o que uma Igreja tradicional pode oferecer. “Eles não têm grupos de jovens, ministérios de mulheres ou de homens”, aponta. Entretanto, complementa dizendo que “eles estão em comunhão uns com os outros, e isso é o que define a Igreja como um todo.”

“A maioria dos cristãos concorda que não importa se uma Igreja se reune em uma catedral ou em uma cafeteria; o que importa [... ] é que funcione como uma Igreja bíblica e viva os valores que devem estar presentes em cada Igreja. Acho que esse é o fator é que está atraindo as pessoas [à Igreja nos lares]” – conclui Stetzer.

O Instituto Barna, uma empresa especializada em pesquisas na área de religião, estima que entre seis e doze milhões de cristãos congreguem em igrejas nas casas nos EUA.

Reportagem completa: USA Today. Tradução: Paoevinho.org

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