Páginas

sábado, 25 de dezembro de 2010

SEM TODAS AS RESPOSTAS

Francis Schaeffer escreveu que “devemos falar quando a Bíblia fala e calar quando a Bíblia cala”. Há mistérios que a Bíblia não explica. Há tensões que não conseguimos resolver, como, por exemplo, a tensão entre a predestinação e a responsabilidade humana. Ou uma explicação decente sobre o problema do sofrimento.

Com o passar do tempo tenho tido cada vez menos paciência com especulações teológicas. Creio que há certos aspectos da fé que simplesmente não tem resposta. Deus nos deixa no silêncio. Isso não significa que não existam respostas inteligentes e coerentes. Apenas que “por hora” (e esta “hora” durar ainda milhares ou milhões de anos) Deus decidiu nos deixar sem elas.

Isso é libertador porque não preciso encontrar explicação para todas as dúvidas, dilemas, “contradições”, tensões, etc, que existem na Bíblia. Posso refletir e buscar explicações mas não tenho necessariamente que encontrá-las. Isso não abala minha fé em Deus, nem minha confiança na Palavra de Deus.

O reconhecimento de nossa incapacidade de explicar tudo nos torna mais humildes, mais parecidos com a criança que Jesus elogiou:

Naquele momento os discípulos chegaram a Jesus e perguntaram: "Quem é o maior no Reino dos céus?" Chamando uma criança, colocou-a no meio deles, e disse: "Eu lhes asseguro que, a não ser que vocês se convertam e se tornem como crianças, jamais entrarão no Reino dos céus. Portanto, quem se faz humilde como esta criança, este é o maior no Reino dos céus (Mateus 18:1-4)

Pense nisso...

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

O Gato no Buraco dos Ratos



"Mas eu lhes digo que, no dia do juízo, os homens haverão de dar conta de toda palavra inútil que tiverem falado" (Mateus 12:36)


“A terra treme sob os pés de Jesus Cristo. O gato foi colocado no buraco dos ratos” 
(Paul Claudel)

A principal arte do império greco-romano era a oratória. Os habitantes do império adoravam um bom orador. Quanto mais eloqüente, mais admirado e, muitas vezes, rico. É o que leio no excelente livro de Ben Witherington, “Conflict & Community in Corinth”.

Não é novidade que a linguagem pode ser uma grande fonte de manipulação. Os sofistas ficaram famosos por enganar por meio da linguagem. Sofista é aquele que, por meio da eloqüência e persuasão, ilude seus ouvintes, fazendo com que uma mentira, ou meia-verdade, pareça verdadeiro.

Fico impressionado como o sofismar permanece firme e forte nos nossos dias por meio de blogs, tweets, pregações etc. Conheço gente que escreve poeticamente sobre “o Reino de Deus” e outros termos teológicos que impressionam, mas que não paga suas dívidas. Conheço um crente que inventou um personagem virtual de sucesso, uma espécie de pregador-escritor super "descolado", admirado por leitores distantes que mal fazem ideia que tal “pessoa” de fato não existe. São sofistas virtuais.

Cada vez mais me convenço de que entre a realidade e a aparência existe um grande abismo. Cada vez confio menos no que alguém aparenta ser. Fico mais desconfiado se o indivíduo for eloqüente, carismático, impressionante.

No dia do juízo aqueles que mal sabem se expressar mas que vivem com integridade prevalecerão sobre essa torrente de sofistas que habitam nosso mundo evangélico. Finalmente virá a hora da verdade. Anseio pelo dia em que o gato será colocado no buraco dos ratos.



Olavo Ribeiro

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Há vagas para apologistas



Foram abertas novas vagas para a função de apologista na Igreja brasileira. É desejável conhecimento bíblico mínimo, uma vez que a causa será combater aqueles que nunca leram a Bíblia uma só vez. Aprecia-se conhecimento teológico básico, pelos mesmos motivos.

Parece piada, mas a situação é tal. Cada vez menos a Igreja “evangélica” conhece o evangelho, e como diz o adágio, “em terra de cego, quem tem olho é rei”.

Uma pesquisa recente realizada pela Sociedade Bíblica Ibero-americana no Brasil revelou que 50,68% dos pastores brasileiros nunca leram a Bíblia. Pergunto: o que estão ensinando, então? Respondo: – Nada, quando não o pior: ensinos antibíblicos e, portanto, anticristãos.

Ouvi, pessoalmente, um pastor esbravejando no púlpito que naquela noite ele “ensinaria o segredo para retirar os tesouros do céu para desfrutarmos aqui na terra”. Erro crasso, uma vez que Jesus ensinou exatamente o oposto: “Não acumulem para vocês tesouros na terra, onde a traça e a ferrugem destroem, e onde os ladrões arrombam e furtam. Mas acumulem para vocês tesouros nos céus, onde a traça e a ferrugem não destroem, e onde os ladrões não arrombam nem furtam” (Mt 6.19,20).

Outro pastor disse para a igreja que “naquele ano [2009] eles escreveriam Atos 29”, dando a entender que a Igreja faria evangelismo e missões. Em seguida disse para os irmãos abrirem suas Bíblias em Atos 29. Prontamente os membros e alguns pastores no púlpito puseram-se a procurar tal capítulo. O pastor perguntou: “Quem encontrou Atos 29 diga ‘Glória a Deus’”. O coro se fez ouvir. Achando estranho, ele insistiu: “Quem encontrou Atos 29 levante a mão”. Até alguns pastores levantaram suas mãos.

Na floresta amazônica, ao contrário do original bíblico em Gênesis 12, “deus [com “d” minúsculo mesmo] levantou um patriarca”. Cansado de ser simplesmente progenitor de apóstolos, o aero-profeta autodenominou-se patriarca, em pé de igualdade a Abraão. Será preciso atualizar a canção infantil que diz “Pai Abraão, tem muitos filhos, muitos filhos ele tem...” para “Pai Abraão, tem concorrente, um concorrente ele tem...”.

Aqui em São Paulo, o “pastor zero-cal” cobra R$ 160,00 a inscrição para ordenação ao ministério, mais a taxa de R$ 255 para a credencial (R$ 415,00). Só para a sede foram ordenados mais de 1500 obreiros (faturamento de mais de R$ 622.500,00). Quem ganha salário mínimo não pode mais servir ao Senhor como obreiro. E mais: agora, pastor presidente de campo que não inscrever sua esposa para a arrecadação – digo ordenação – ao pastorado, perde o campo. Não adianta ter 50 anos de bons serviços ao Reino: se a esposa negar-se a consagração, está tudo acabado – e por “justa” causa.

Socorro, alguém defenda a doutrina e o bom senso na instituição, já que a defesa da Igreja é atribuição de Jesus.


 Neoprotestante

domingo, 12 de dezembro de 2010

Não coloque Deus à prova

Jesus disse: "Não ponha à prova o Senhor teu Deus" - Lucas 4:12

Você já colocou Deus à prova? Lucas diz: “O diabo o levou a Jerusalém, colocou-o na parte mais alta do templo e lhe disse: Se você é o Filho de Deus, jogue-se daqui. Pois está escrito: 'Deus dará ordens a seus anjos para lhe guardarem; com as mãos eles os segurarão, para que você não tropece em alguma pedra'. Jesus disse: Não ponha à prova o Senhor teu Deus”.

Jesus foi tentado a colocar as promessas de Deus à prova. Afinal, o próprio diabo usou umas das promessas de Deus do Salmos 91:11 e 12: "Ele dará ordens aos seus anjos a seu respeito, para te proteger", e "Em suas mãos eles te levarão, para que você não tropeces em alguma pedra".

Acredito que uma das maneiras de colocar Deus à prova é através da oração. Jesus disse, em Mateus 21:22 "Tudo o que pedirdes na oração com fé, você receberá". Muitas vezes pedimos algo em oração, e quando não recebemos a resposta que queríamos, ficamos decepcionados com Deus, criamos uma certa expectativa quanto a resposta que esperamos. Deus responde nossas orações, mas às vezes não obtemos a resposta exatamente como nós queremos. Não devemos usar as promessas de Deus “contra” ele e a nosso favor. Estas promessas servem para que a nossa fé esteja plenamente na confiança que Deus fará o melhor para nós. Precisamos acreditar que ele tem o melhor, e que muitas vezes, esse melhor não é a nossa vontade, mas a vontade de dele para nós.

Jesus disse: Não ponha à prova o Senhor teu Deus.

ORAÇÃO
 Meu Deus, perdoe-me por colocá-lo à prova com minhas dúvidas. Me ajuda para que a minha fé em ti seja o suficiente. Em nome de Jesus, me ensina a crer. Amém.

Buscai o Reino

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

NOSSAS FRAQUEZAS, A BASE DE NOSSAS FORÇAS.

O apóstolo Paulo em uma de suas epístolas, escreveu: "Porque, quando estou fraco, então estou forte".

E, o escritor aos Hebreus, referindo-se aos heróis da fé, deixou muito claro que todos eles, "da fraqueza tiraram forças".

UMA ANÁLISE MUITO IMPORTANTE

Agora, você que lê estas linhas e que, talvez precise de um incentivo para a tomada de uma decisão muito importante; ou que se julga pequeno demais para assumir uma responsabilidade que julga demasiado grande, pare e pense:

Procure se lembrar de todas as vitórias que você teve na vida. Seja sincero e veja se, quase que a totalidade desses êxitos não provieram de aparentes fracassos!

Quando você pensou que tudo estava perdido e você ia sucumbir; então, tal como um Sansão com os cabelos novamente crescidos, ou tal como um Davizinho diante de um Golias, você deu a volta por cima e venceu!

E não será diferente daqui em diante. Prosseguir rumo à vitória exige fé; e possuir fé é também uma pré-condição para correr riscos.

Soren Kierkegaard, filósofo cristão dinamarquês, deixou-nos, como legado, esta importante lição: "O homem que se arrisca, perde o passo por um pouco; o homem que não se arrisca, perde a vida".

Olhemos para os nossos "fracassos" que viraram vitórias, no passado. E confiemos que, embora nos sintamos fracos, Deus nos dará forças para sermos vitoriosos, no futuro!

Ousemos, pela fé!

"Apagaram a força do fogo, escaparam do fio da espada, da fraqueza tiraram forças, na batalha se esforçaram, puseram em fuga os exércitos dos estranhos" (Heb. 11.34).

sábado, 4 de dezembro de 2010

A necessidade da apologética

No livro da autora Nancy Pearcey, intitulado “Verdade Absoluta”, trás um relato de um jovem chamado Denzel. Rapidamente é mostrada a vida sofrida do rapaz, que passou por várias dificuldades até se entregar ao evangelho. Mas havia algumas respostas sobre Deus que ele ainda não tinha encontrado, mesmo depois de fazer perguntas teológicas para os líderes da igreja. Essa procura se agravou quando ele percebeu que, em seu trabalho, havia vários muçulmanos e também Testemunhas de Jeová que falavam sobre suas crenças. "Todos no trabalho defendiam suas crenças espirituais, exceto os cristãos. Eles eram os únicos que pareciam não ter respostas." (PEARCEY, 2006, p. 188) Denzel percebeu que, na sociedade de hoje, é preciso ser um cristão apologista e que saiba defender sua fé.

Mas, ao contrário de Denzel, existem cristãos que não percebem a importância da apologética, afirmando que não há necessidade de tal atividade ou que Deus é suficientemente capaz para se defender. Muitos se contentam com apenas o leite espiritual, sem dar mérito a alimentos mais sólidos. Ficam apenas no que é preciso para se salvar. Por que algumas pessoas têm esse tipo de mentalidade? Qual a razão para que muitos cristãos não deem valor para a defesa de sua fé?

Grandes homens no passado, enfáticos em defenderem suas posições doutrinárias, construíram a igreja que é hoje e as doutrinas nas quais os cristãos Reformados acreditam. Esses homens foram questionados e responderam às heresias levantadas. Hoje, com a abrangência do relativismo, o crescimento do ateísmo e várias outras seitas “se revelando” ao homem, cobram do cristão respostas sérias e coerentes.

Paulo Romão 

terça-feira, 30 de novembro de 2010

NUNCA ESQUEÇA!!!!

"Felizes são vocês quando os insultam, perseguem e dizem todo tipo de calúnia contra vocês por serem meus seguidores. Fiquem alegres e felizes, pois uma grande recompensa está guardada no céu para vocês. Porque foi assim mesmo que perseguiram os profetas que viveram antes de vocês."

(Mateus. 5:11-12)

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Onde nasce o Reino de Deus?

Jesus, foi abordado pelos fariseus, com uma pergunta direta, incisiva e sem rodeios: Quando e onde o Reino de Deus se manifestaria?.

Da mesma maneira, sem evasões, o Senhor lhes contesta enfaticamente: O Reino de Deus, não se manifesta com visível aparência, nem dirão ei-lo aqui, ou ei-lo ali; porque o Reino se manifesta dentro de cada um de vós. Lc 17:20.21

A indagação feita pelos judeus, era fruto da expectativa acalentada durante séculos. Pois, criam piamente que o Reino de Deus seria físico, político e militar, e culminaria na sincronicidade do aparecimento do próprio Messias. O qual, reinaria com toda glória e poder, libertando a Israel do seu subjulgo milenar.

No entanto, o Messias se manifesta na pele de um carpinteiro, oriundo de uma cidade sem importância, amigo de pecadores e sem ter um lugar para reclinar a cabeça. Diante desse quadro histórico messiânico, os Judeus o rejeitaram, pois fugia totalmente ao “esteriótipo imaginário” do povo, sem possuir as características e qualificações para ser o “ungido de Deus” tão aguardado.

Cristo, durante seu ministério terreno, explícita claramente que seu Reino não é físico, político e tampouco militar, mas estritamente espiritual. Afirmando que, o Reino trazido por ele, não se manifestaria com visível aparência,ou seja, com foguetórios, holofotes e estardalhaços, mas na intangibilidade das mãos, na subjetividade da alma e nas profundas do ser.

Cujo, nascedouro se dá..

No coração alcançado pela graça soberana de Deus, trazendo à tona a nova criatura, segundo a consciência do Evangelho; tornando-nos habitantes de um Reino Espiritual, que não nasce aqui, ali ou acolá, mas dentro do peito de cada um de nós. Aleluia!

Enquanto, "a pedra de esquina era rejeitada pelos edificadores", aqueles que a receberam, deu-lhes o poder de serem feitos “filhos de Deus”. De maneira que, somos membros da realeza divina, herdeiros e co-herdeiros com o Senhor, mediante a reconciliação proporcionada na cruz.

Em Cristo


Carlos Herrera

domingo, 21 de novembro de 2010

Gratidão Pelo Nosso Trabalho



Frequentemente alguns se referem ao trabalho como “mal necessário”, mas na verdade, ele é tudo menos isso. Considere alguns dos aspectos positivos do trabalho:

• É meio para expressão e uso de nossas habilidades, perícia e talentos.
• Ajuda a dar significado e propósito à nossa vida.
• Oferece oportunidades para perseguirmos nossas paixões–interesses e causas que nos levam a antecipar o início de um novo dia com entusiasmo.
• Proporciona-nos possibilidade de servir a outras pessoas de diversas maneiras.
• Capacita-nos a realizar parte do nosso chamado como membros da criação de Deus.

Lemos na Bíblia que Deus deu à raça humana uma missão:“Deus os abençoou e lhes disse:Sejam férteis e multipliquem-se! Encham e subjuguem a terra! Dominem sobre os peixes do mar, sobre as aves do céu e sobre todos os animais que se movem pela terra” (Gênesis 1.28). Teólogos chamam isso de “mandamento cultural”, em que Deus atribuiu a administração da Terra aos seres humanos.

Quando muitos ainda vacilam sob os efeitos da economia global, sem trabalho ou tendo necessidade de aceitar postos aquém de sua capacitação, ser grato pelo trabalho pode representar um desafio. A maioria de nós, porém, está empregada e tem muitos motivos para sentir-se grato e expressar sua gratidão.


Trabalho oferece meio de prover nossas necessidades. Não há como negar que é através do trabalho que obtemos recursos para adquirir alimentos, roupas, abrigo e outras necessidades. Trabalho também proporciona senso de dignidade e realização. “O apetite do trabalhador o obriga a trabalhar;a sua fome o impulsiona” (Provérbios16.26).

Trabalho pode ser fonte de prazer. Alguém disse: "Se você gosta do que faz, jamais terá que 'trabalhar' um dia sequer de sua vida". Se você tem um trabalho que corresponde aos seus interesses e habilidades é um privilegiado. “Por isso conclui que não há nada melhor para o homem do que desfrutar do seu trabalho, porque esta é a sua recompensa” (Eclesiastes 3.22).

Trabalho é oportunidade de servir a Deus. Nossos talentos e habilidades, embora tenhamos que gastar anos para refiná-los, são um presente de Deus. "Tudo o que fizerem, seja em palavra ou em ação, façam-no em nome do Senhor Jesus, dando por meio d’Ele graças a Deus Pai... Tudo o que fizerem, façam de todo o coração, como para o Senhor e não para os homens” (Colossenses 3.17,23).

Pense nisso!!

sábado, 20 de novembro de 2010

Envelhecendo em um minuto Eclesiastes 12:1

Excelente propaganda originalmente criada para uma empresa de telefonia chamada Trygdeetatens, com texto em hungaro, serve para nos alertar sobre o tempo que voa e a gente nem percebe! Dublagem feita por Flavio Siqueira que eu adaptei para o texto bíblico de Eclesiastes 12:1...Reflitam!!!





Blog do Jabes Mateus

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

HÁ QUANTOS ANDAMOS PRECISANDO DE DEUS??!!

Misericórdia, e paz, e amor vos sejam multiplicados, aos que amam a Cristo em verdade.

Têm-nos ensinado as Sagradas Escrituras que, quando aceitamos ao Filho de Deus, o Cordeiro que tira o pecado do mundo, como nosso Senhor e Salvador, passamos a ter uma vida nas providências e dependência exclusiva em Deus, não podemos de forma alguma firmar em nossa capacidade, conhecimento ou qualquer outra atitude que for, e por assim dizer, afirma-se na epístola de Tiago:

Ouçam agora, vocês que dizem: “Hoje ou amanhã iremos para esta ou aquela cidade, passaremos um ano ali, faremos negócios e ganharemos dinheiro”.
Vocês nem sabem o que lhes acontecerá amanhã! Que é a sua vida? Vocês são como a neblina que aparece por um pouco de tempo e depois se dissipa.
Ao invés disso, deveriam dizer: “Se o Senhor quiser, viveremos e faremos isto ou aquilo”.
Tiago 4:13 a 15

E neste sentido, muitos têm adentrado as “entidades religiosas com nome de igreja” (as denominações ou igrejas evangélicas) e se permitido na busca incessante de prosperidade material ou solução de problemas desta vida, por que assim são ensinados... pois que, não esperam pelas providências de Deus, mas, insinuam e presumem em barganhar por vontade própria seus anseios e necessidades pela amabilidade aos bens materiais e as coisas que perecem!!

E contra o ensino da busca por bênçãos ou por ser abençoados simplesmente pelo fato de se entregar qualquer dinheiro (em forma de dízimo ou oferta ou seja lá o nome que se dá) em uma “entidades religiosas com nome de igreja” (as denominações ou igrejas evangélicas), assim disse Jesus:

“Não andeis, pois, inquietos, dizendo: Que comeremos, ou que beberemos, ou com que nos vestiremos?
(Porque todas estas coisas os gentios procuram). De certo vosso Pai celestial bem sabe que necessitais de todas estas coisas;
Mas, buscai primeiro o reino de Deus, e a Sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas.
Não vos inquieteis, pois, pelo dia amanhã, porque o dia de amanhã cuidará de si mesmo. Basta a cada dia o seu mal.” Mateus 6


Por Cristo. Em Cristo. Para Cristo. Nos interesses de Sua Igreja.


Fraternalmente,


irmão James

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

A insanidade fruto do tempo de colheita!

Quer pensar um pouco?


Acreditamos que facilmente somos enganados em tempo de dificuldades e desespero. Mas eu quero refletir com você que muitas vezes somos enganados em tempo de abundância, em tempo de colheita.

Quando estamos em meio a abundância de uma colheita podemos ser levados a relaxar diante da alegria e satisfação de estar sendo suprido pelo o que se está colhendo.

Baixamos a guarda para festejar e desfrutar da tão esperada colheita. Mas ai vem à pergunta: se eu paro hoje pra desfrutar da colheita do que eu plantei ontem, quando cessar esta colheita, viverei de que se deixei de plantar?

É importante considerar que mesmo em tempo de colheita é preciso continuar plantando.

A famosa história bíblica conta que um insano resolveu gastar todas as suas forças construindo um grande galpão para guardar sua grande colheita e viver o resto de sua vida somente desfrutando dela. É considerado insano porque pensa momentaneamente e não de forma eterna.

Devemos e podemos comemorar festejar e desfrutar da colheita, mas sem esquecer que ela é limitada e condicionada ao plantio, passa e se faz necessário que tenhamos continuado a plantar para que possamos seguir colhendo.

Certifique-se que o que você vive hoje não é apenas a colheita de um plantio antigo e cuide para não ser surpreendido por um tempo de seca por falta de plantio constante

ESCRAVO DA RELIGIOSIDADE

A roupa que Deus não me pediu para vestir


Quando conheci a Jesus era tudo tão simples!Perdão, entrega, fé, graça...questões simples e deliciosas de se viver. Cresci!Amadureci em tantas coisas. Descobri sentidos mais profundos pra verdades que conhecia.


Sem perceber, comecei a tentar recortar todas as verdades que eram maiores que a minha compreensão na tentativa de entendê-las. Esta era a desculpa, na verdade estava tentando manter o controle intelectual das verdades que estavam me apresentando.


Comecei a viver uma vida COM CRISTO! Este foi o meu grande erro, pensando estar absolutamente correto. Na minha vida COM CRISTO eu entendia tudo como parceria. Buscava praticar suas verdades com minhas próprias forças. Alguém me magoava, eu sabia que a Bíblia mandava perdoar...eu perdoava.Alguém me tratava mal, eu logo tentava compreender. Por ai vai...


Descobri:

Religiosos levam uma vida COM CRISTO!

Discípulos levam uma vida EM CRISTO!


Qual a diferença? A vida EM CRISTO não é uma parceria, é entender que tudo que Ele pede de mim é impossível. Não sou capaz de vivê-las por minhas próprias forças. Preciso estar n´Ele. Ele morreu a minha morte para que eu viva a sua vida! Quantas lágrimas de raiva eu derramei por não conseguir cumprir os seus doces pedidos, tudo porque eu os via como dura lei! Sabe o que Ele fazia e ainda faz?


Com tolerância e amor Ele está sempre à espera que eu me renda e viva uma vida de liberdade.Hoje, quero vencer meu medo e deixar Ele me guiar por pastos verdejantes. Sempre soube que Ele é puro amor, graça, paciência...mas em momentos da minha vida, pareceu e algumas vezes ainda parece que Ele é autoritário, punidor e vingativo.


Perdão porque a minha religiosidade é como um ato de difamação da sua pessoa.


Visto-me com roupas impróprias pra me achegar diante de você, quando você me fez sem roupa alguma. Mas tenho tentado me despir diante d´Ele. Corrigir minha visão de quem Ele realmente é.


Perdão! Vesti a roupa errada e quase não te reconheci Senhor!


Só um minuto que já vou tira-las.


Cristiano Caracek, um discípulo tentando tirar a roupa que vestiu sem que seu Pai pedisse.

domingo, 14 de novembro de 2010

Minoria Diferente

"E a vida eterna é esta: que Te conheçam a Ti, o único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem enviaste." (João 17:3)

É fácil ser honesto no mundo programado para a desonestidade? É fácil manter-se puro, num mundo poluído pela imoralidade e arrasado por filosofias existencialistas, que pregam e ensinam que tudo o que conta na vida é o “aqui e agora”?

A revista Vogue aumentou consideravelmente o número de seus leitores depois de uma grande campanha publicitária que declara: “Vogue é lida pela esmagadora minoria”.
A mensagem transmitia a ideia de que o importante não era o número de leitores, mas a qualidades destes.

Ser minoria não é problema se a minoria se tornar esmagadora.

O que Jesus estava querendo dizer em Sua oração intercessória, é justamente que Seu povo sempre seria a minoria, mas devia ser uma minoria esmagadora, capaz de revolucionar o mundo, uma minoria que não fosse contaminada, mas que “contaminasse”, que não fosse influenciada, mas que influenciasse.

Repetidas vezes Ele afirmou essa mensagem ao usar as figuras do sal, que sendo a minoria em meio aos elementos que formam uma comida, é capaz de mudar completamente o sabor dela.

Outra vez usou a figura da luz, que sendo apenas um raio insignificante, pode romper o poder das trevas que reinam num quarto escuro.

Pense nisso!

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

A ESPIRITUALIDADE DO DESCANSO

Durante muitos anos eu julguei que esse mandamento de Jesus era para os outros, não para mim. Então pus-me a trabalhar na intenção de “remir o tempo, pois os dias são maus”.

O que somente a experiência revela é o seguinte:

1. Jesus viveu apenas 3 anos de intenso ministério e ainda assim julgou que era preciso parar e se separar do bulício da vida e das necessidades humanas a fim de repousar, de comer em paz e de renovar as forças do ser.

2. Sendo Ele quem era, ainda assim, não brincou com a encarnação. Trata-se de Deus respeitando os limites da condição humana.

3. Desse modo fica-se sabendo que nem Deus em Cristo prescindiu da necessidade do repouso. E as implicações disso são óbvias e simples: mesmo a mais genuína e legitima espiritualidade não pode prescindir dos limites do corpo e da alma. Portanto, qualquer projeto de espiritualidade que pretenda existir acima da condição humana está fadado ao fracasso e à doença!

No arroubo da juventude, estimulado pela energia missionária de potro, corri como quem tinha que salvar o mundo inteiro, e cansei...

As conseqüências são inevitáveis:

1. O coração perde o ardor não por falta de amor, mas por absoluta necessidade de energia.

2. Vivendo extenuado, tudo se torna pesado. E nada é mais stressante que o ministério, se vivido com paixão, calor e intensidade.

3. A alma cansada pede férias. E, muitas vezes, pede férias até mesmo do ministério. O que vem na seqüência é que já não se sabe mais se se está cansado pelo cansaço ou se se está cansado do ministério.

4. O próximo passo é que toda a pilantragem que nos circunda vai fazendo o coração cansado achar que está perdendo tempo, malhando em ferro frio, e, então, surge o marasmo, a descrença e a tristeza.

5. Cansaço deprime, esgota e des-romancia a alma. Então, vem a falência dos ideais e inicia-se o processo de trabalhar mecanicamente.

6. O fim disso é imprevisível. Uns adoecem psicologicamente. Outros anestesiam-se a fim de continuar “empurrando com a barriga”. E outros ainda, caem no caminho da auto-indulgencia, pois, se tudo é tão ruim, por quê não dá a si mesmo um pouco de auto-compensação?
(...)

Caio

sábado, 6 de novembro de 2010

EVIDÊNCIAS DE VÍCIO MENTAL

Uma das marcas de saúde mental de uma pessoa é a sua capacidade de variedade de temas, interesses, assuntos e uma abertura total para tudo que seja humano e vida. Portanto, a maior marca de saúde mental é a alegria de ser, amar, conhecer, e participar da vida, fazendo isso com amor e bom senso; e sem medo da dor, especialmente da dor do amor.

Uma pessoa fixada num tema só, por mais que chame aquilo de “meu amor e minha paixão” ou, em certos casos, de “minha vocação”, ou de “minha obrigação”, se, todavia, se fixa naquilo como coisa única, e por tal fixação torna-se juiz de quem não tem o mesmo interesse ou não o tem na mesma intensidade ou, ainda, que manifeste outros interesses e prioridades, demonstra, por tal atitude de juízo fundado em sua própria fixação, que se fez vítima de um vício mental dos mais perigosos e também, por certo, dos mais capazes de reduzir a mente e a existência de uma pessoa a uma espécie de tara temático-existencial.

Quando uma pessoa se fixa num único tema na vida —seja pela via de um trauma, seja pela força de desejos reprimidos e transformados em “causa de vida”—, por tal fixação, evidencia o fato de que sua mente está viciada.

A questão é que vícios mentais não são apenas coisas que permanecem na psique da pessoa. De fato, quando não se trata de um problema congênito ou hereditário na área mental, em geral o que acontece é que quando a alma se entrega um certo modo de sentir — seja em brigas domésticas, seja uma relação viciada na tragédia e no desamor, seja um poderoso condicionamento de natureza sexual, seja a fuga de intimidade, seja o ódio, seja a amargura, etc —, o que acontece é que a presença contínua desse “sentir”, demanda do cérebro certas liberações químicas que façam “compensação” frente ao stress ou frente à hiperexcitação ou às oscilações ou a qualquer coisa que caracterize um modo de sentir intenso. E tais “descargas” químicas de compensação acabam por se tornarem programas cerebrais que passam a operar por conta própria; e, agora, invertendo a ordem, ou seja: já não necessariamente sendo a psique exigindo participação do cérebro, mas o contrário: o cérebro, agindo de modo condicionado, descarrega o que antes era um “socorro” para uma situação vivida como experiência emocional, a qual, agora, passa a ser demandada pelo cérebro, o qual exige aquele comportamento compatível com a liberação química em curso.

Vícios mentais, portanto, são como uma cobra que se alimenta do próprio rabo!

O problema é: onde está a mente sadia?

Para mim Jesus é o exemplo da mente mais sadia possível, e, portanto, aberta a tudo e todos; exatamente como Deus, que manifesta Seus interesses e variedades temáticas na multiformidade da criação.

Jesus mostra interesse pela variedade da vida assim como Seu Pai foi variado e extravagante em tudo o que criou. Sim, porque até as maiores sutilezas da criação estão carregadas de extravagância divina.

Jesus foi um carpinteiro por profissão, e nunca chegou a ficar nem de longe velho, tendo morrido jovem. Entretanto, já menino, no templo, chocava os mestres com suas questões e interesses acerca de coisas elevadas, porém, no lugar certo e com as pessoas certas. Nunca estudou, mas lia. Nunca plantou, mas observava o trabalho do agricultor. Nunca escreveu, mas sabia qual era a presunção de um copista do sagrado. Nunca namorou, mas sabia como ser carinhoso com as mulheres. Nunca teve ovelhas, mas sabia, pela observação, como um verdadeiro pastor se portava. Nunca foi casado, mas sabia como uma dona de casa ficava feliz quando achava algo precioso que se havia perdido. Nunca foi pai, nunca foi pródigo, nunca foi um irmão ciumento, mas sabia como todos os três personagens se sentiam em cada situação. Nunca foi desonesto, mas sabia como um administrador infiel se sentia quando apanhado em flagrante. E, assim, Ele demonstra também como um pai de família deve se comportar se um ladrão se aproximar. Sabe que a pobreza é crônica na terra; conhece o modo como os políticos dominam sobre os povos; sabe o que sente uma mulher dando à luz um filho. E não evita a emoção do choro, da dor, da tristeza, da alegria, do suor de sangue, do vinho melhor, do medo da cruz, e da oração para ter força para não morrer fora dela; e vive cada coisa, cada dia, não se deixando escravizar por nenhum tipo de aflição ou preocupação.

Sim, Jesus tinha a mente mais despreocupada do mundo, ao mesmo tempo em que era a mais responsável da Terra.

Sobretudo, além de ser pela variedade de Seus interesses, indo de crianças a velhinhas, vê-se Sua saúde mental na Sua total vitória sobre a ansiedade. Ele faz gestão leve até da hora da morte. “Não é a hora”, diz Ele. Até o dia em que Ele diz: “Chegou a Hora”. E Sua despedida de Seus amigos e discípulos não poderia ter sido mais própria, mais grave e, ao mesmo tempo, mais esperançosa; mais verdadeira e também protetora das limitações de percepção deles.

Assim, aprendendo com Jesus, busque interessar sua mente por tudo, sempre apenas retendo o que é bom. E se você perceber que se irrita com qualquer coisa que não seja o seu “tema”, preste atenção, pois já é forte sinal de que a sua mente e cérebro estão viciados ou se viciando. E isso não é brincadeira. É pior do que qualquer outro vício.

Pense nisso!



Caio

sábado, 30 de outubro de 2010

As Patologias Crônicas Das Igrejas Institucionalizadas

As Igrejas Pentecostais

Nesta parte da série de estudos sobre As Patologias Crônicas Das Igrejas Institucionalizadas, enfocaremos o que impede as igrejas carismáticas, “avivadas” ou pentecostais, de experimentarem o Cristianismo original, de acordo com a vida da igreja que encontramos no Novo Testamento.

É preciso dizer inicialmente que não faço nenhuma objeção a um mover genuíno do Espírito Santo na igreja em nossos dias. Entretanto, sou da opinião que as igrejas pentecostais colocaram a carroça na frente dos bois. Eles procuram obter o poder do Espírito Santo antes de passarem pela experiência de morte na cruz.

Nas Escrituras, a cruz precede o Pentecostes. O Espírito Santo somente encontra seu lugar de habitação numa vida crucificada.

Começar pelo Espírito ao invés de pela cruz é perigoso para a vida espiritual. Primeiramente porque pode guiar a pessoa a uma busca por poder sem caráter; por experiência mística sem semelhança de Cristo; por excitação da alma sem discernimento espiritual. E os demônios atuam quando não há discernimento.

Muitas pessoas, em sua necessidade de serem tocadas por Deus, se tornam consumidores de todo vento de doutrina ou experiência que sopre sobre a igreja de Cristo (Ef. 4.14). Como conseqüência, muitas pessoas desenvolveram uma dependência doentia de fenômenos e experiências “sobrenaturais”. Esta dependência é semelhante a um vício, e obscurece o papel das Escrituras Sagradas na vida de um crente. Além disso, gera uma insegurança espiritual patológica.

Não digo que o movimento pentecostal seja sem valor para o corpo de Cristo. O pentecostalismo despertou na igreja contemporânea uma genuína fome pelo mover de Deus. Contribuiu para desenvolver uma teologia carismática onde os dons espirituais continuam sendo distribuídos aos membros da igreja. E nos presenteou com vários e belos cânticos de adoração.

Sua falha básica consiste em super-enfatizar a experiência sobrenatural. Em sua tendência de colocar os dons espirituais no trono, ao invés de Cristo – aquele que distribui os dons. E no seu zelo excessivo pelo sistema clerical. Francamente, o pastor de uma igreja pentecostal é o rei. E os membros dessas igrejas possuem pouca liberdade para funcionarem durante um culto.

O “guruismo cristão” também é endêmico nas igrejas pentecostais. “Profetas” poderosos e “apóstolos” são numerosos no movimento. Eles são reverenciados como ícones espirituais, quase possuindo fã-clubes.

Muitos pentecostais têm abraçado com devoção certos fenômenos que possuem pouca ou nenhuma base bíblica. Ao mesmo tempo, eles têm dado de ombros à experiência de vida em uma igreja tipicamente bíblica.

Paradoxalmente, a experiência que muitos pentecostais procuram só pode ser encontrada em uma igreja neotestamentária, orgânica. Quando as pessoas experimentam a autêntica vida no Corpo de Cristo, elas ficam curadas para sempre de seu vício por experiências místicas e de sua síndrome do avivamento. Elas descobrem vitalidade e estabilidade dentro de uma igreja local cativada e apaixonada por Cristo. Aqueles que têm sede de Deus irão encontrá-lo na ekklesia, pois ela é a sua paixão.

Infelizmente, a vida natural da igreja não flui em uma igreja pentecostal institucionalizada. A única esperança para elas é desplugar o clericarismo e conectar-se às Escrituras e às fontes da água da vida.


Igreja Orgânica

terça-feira, 26 de outubro de 2010

A VERDADE DOS PREGADORES

O pregador, enquanto mediador da mensagem divina, ocupa lugar fundamental na pregação. Ele é reconhecido pelos ouvintes como o “canal da Palavra de Deus”, aquele que entrega o “recado de Deus” para os fiéis. A ideologia do “Ungido de Deus” camufla o sujeito histórico, suas visões de mundo, seus preconceitos e seus interesses nem sempre divinos, desvinculando-o da mensagem pregada.

Os próprios pregadores se compreendem como mediadores especiais e legítimos da mais pura e verdadeira palavra de Deus. Jerry Stanley Key, famoso pastor batista e professor de homilética diz pretensiosamente: “A nós, filhos de Deus, cabe o glorioso privilégio de sermos porta-vozes da palavra que dá vida”.

Entre os católicos também não é diferente, Leonardo Boff denunciou em Igreja Carisma e Poder que a autoridade religiosa se considera como a principal, se não a exclusiva, portadora da revelação de Deus ao mundo, com a missão de proclamá-la, explaná-la, mantê-la sempre intacta e pura e defendê-la. Guardadas as diferenças entre os cristianismos protestante e católico, não vemos motivos para não associar esta postura das autoridades católicas às praticadas pelos líderes das tradições protestantes, como deixa ver a declaração do pastor Stanley Key.

Parece que o princípio do sacerdócio universal de todos os crentes, pressuposto basilar da reforma, segundo o qual todos os crentes estão capacitados para, auxiliados pelo Espírito Santo, lerem e interpretarem a Bíblia, anda bastante desbotado nas igrejas protestantes, que preferem revigorar discursos e atitudes sacerdotais.

Boff observa habilmente que “esta compreensão da revelação divina como comunicação de verdade carrega consigo imediatamente uma conseqüência grave para o problema dos direitos humanos: a intolerância e o dogmatismo. Quem é portador da verdade absoluta [...] não pode tolerar outra verdade”. Aqueles que pretendem possuir a verdade redundam em intransigência e absolutismo.

As intolerâncias em geral e, em particular a intolerância religiosa, já se exasperaram suficientemente para percebermos que não podemos mais ambicionar a propagação de uma verdade única.

Enquanto o pregador continuar falando de um lugar praticamente inalcançável aos crentes, como se ele se transformasse em um ser semi-divino quando sobe ao púlpito, não será possível o desenvolvimento de cristãos autônomos, capazes de dialogar criticamente com o sermão exposto.

As asneiras políticas que protestantes e católicos têm difundido através das redes sociais na internet mostraram, mais uma vez, a alienação religiosa e o espírito de rebanho que submete a grande massa de evangélicos do Brasil.



Teologia do Cotidiano

domingo, 24 de outubro de 2010

Por que sou um sonhador?

Porque a alternativa é aceitar a realidade tal como é, sem qualquer esperança de mudança. Prefiro ser um sonhador a ser um cínico, que se entrega cegamente ao fatalismo.

Sonhadores são cúmplices de Deus na realização de Sua obra restauradora. Sonhadores são seres subversivos, que não se ajustam aos padrões vigentes. São rebeldes com causa! São seres pertencentes a outro mundo... um mundo ainda a ser criado.

São seres de outro tempo. Vieram do futuro pra nos avisar que tudo pode ser diferente.

É verdade que os sonhadores são ingênuos. Mas é essa ingenuidade infantil que subverte a ordem. É das crianças o Reino dos céus!

Sonhos são a matéria prima de que é feito o futuro. Deixar de sonhar é suicidar-se, é morrer estando vivo, é desistir de viver.

E quando os velhos sonham, os jovens têm visões. Adultos sonhadores produzem jovens visionários.

Prefiro o legado dos sonhadores à herança dos perversos.

Quanto ao passado, sou seu aluno, não seu refém.

Sou um sonhador, e nada mais. Mas estando em Cristo, sei que sou capaz.


Hermes Fernandes

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

REFLEXÃO

Poucos têm a consciência do verdadeiro evangelho. Do sentido do mesmo. O motivo do mesmo.
Mas a tristeza é que vários irmãos piedosos estão debaixo de carrascos pseudo-pregadores e estes irmãos por não conhecerem a palavra e serem massa de manobra acabam não vivendo a liberdade em Cristo.

E aí proponho outra reflexão: Nem todos são pensadores. Nem todos entendem. Nem todos são "líderes" e estes manobram pessoas.

Focamos apenas nos que ensinam errado.
Mas esquecemos das pessoas que estão sendo ensinadas (mea-culpa).
Estes últimos estão amarrados sem perceberem achando que são livres.

E no fundo o ser humano sempre se dividiu em duas espécies que se fundem ao mesmo tempo:

1. Necessidade de ídolos, mesmo que mudos. Quiçá os que falam e escrevem bem!
2. Necessidade de glória, reconhecimento: Orgulho, vaidade.

E aí o ser humano adora a si mesmo, pois, seu bem-estar é mais importante do que o outro.

E o amar ao próximo como a ti mesmo?
Bem, virou uma utopia intima não anunciada, lógico.

Pense nisso!

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

O Coelho e o Elefante (1 minuto)


Banda gospel formada por PMs do Bope se prepara para lançar o primeiro CD

RIO - Conhecido por ser a tropa de elite e não entrar em confronto para perder, o Batalhão de Operações Especiais (Bope) tem seu lado B. Um grupo de policiais evangélicos do mais temido setor da polícia criou a Tropa de Louvor, banda gospel com 14 integrantes, conforme mostra reportagem de Waleska Borges, publicada na edição desta terça-feira do GLOBO. Também conhecido como Caveiras de Cristo, o grupo se prepara para lançar o seu primeiro CD no dia 18, às 19h, no teatro do Sesi em Jacarepaguá. Com músicos de diferentes denominações religiosas, a banda bancou o CD, que custou cerca de R$ 20 mil.

Assista a uma das apresentações do grupo

Banda Tropa de Louvor, se apresenta na Igreja Transformando Vidas, em Higienópolis. Foto: Mônica Imbuzeiro - O GloboUm dos integrantes, o baterista e sargento do Bope Luiz André Monteiro, de 39 anos, conta que tudo começou em 2008, quando um grupo de militares fundou, na sede do batalhão, na Favela Tavares Bastos, no Catete, a Congregação Evangélica do Bope.
Um ano depois, foi criada a Tropa de Louvor. Para formar a banda - que se apresenta de camisa preta, com a inscrição "Se queres a paz, prepara-te para a guerra" -, policiais do Bope convidaram amigos civis da segurança privada. Atualmente, metade do grupo é de PMs e a outra é de civis.
Outras informações podem ser obtidas no site www.tropadelouvor.com.

Globo/Notícias Cristãs

terça-feira, 19 de outubro de 2010

A Importância do Modelo Neotestamentário

Quando Paulo foi confrontado com os que tentavam apartar-se do modelo que ele tinha dado às igrejas, respondeu com inusitada severidade, dizendo:

"Talvez saiu de vocês a palavra de Deus, ou apenas a vocês chegou? Se alguém crê ser profeta, ou espiritual, deve reconheçer que aquilo que vos escrevo são mandamentos do Senhor. Mas se alguém discordar, deixemos ele em sua ignorância." (1 Coríntios 14:36-38)

Nos faria bem recordar que a verdade divina se entende tanto pelo preceito como pelo exemplo.

A verdade espiritual se ensina por meio de proposições éticas, bem como mediante palpáveis demonstrações de sua execução.

Este é o caso em toda a Bíblia, desde as histórias do Antigo Testamento, passando pelos relatos evangélicos até as idas e vindas dos apóstolos no Novo Testamento. Portanto, desestimar os princípios e exemplos orgânicos da Bíblia é trair as doutrinas da Bíblia, e conseqüentemente, perder a realidade espiritual que é inseparável das mesmas.

Surpreendentemente, mesmo que uma igreja troque o modelo neotestamentário por sua própria forma construída por ela mesma, até certo ponto, a bênção de Deus ainda pode permanecer sobre ela. Isto fez com que não poucos cristãos chegassem à conclusão de que os modelos apostólicos não são importantes. Mas não devemos nos enganar crendo que a bênção de Deus está desvinculada de sua aprovação . Por exemplo, a história de Israel contém a sóbria lição de como Deus ainda pode abençoar a um povo que substituiu o propósito divino pelos seus próprios.

Ao longo das jornadas de Israel no deserto, Deus supriu todas suas necessidades em forma sobrenatural, apesar do fato de que Ele estava continuamente enojado com eles, por causa de suas constantes murmurações. O mesmo ocorreu quando os filhos de Israel clamaram por um rei em sua rebelião contra a vontade divina, o Senhor condescendeu a seu desejo carnal (1 Samuel 8:1 e ss.). Apesar disso, Ele seguiu abençoando-os. Não obstante, trágicas conseqüências seguiram a sua limitada obediência (1 Samuel 8:11-18). Israel perdeu sua liberdade sob muitos monarcas maus, e a nação inteira sofreu uma série de juízos divinos devido à apostasía nos montes.

Há um triste paralelo entre a condição de Israel e a de grande parte do povo de Deus hoje, que optou por um sistema religioso atado à terra e manejado por homens.


Frank Viola

sábado, 16 de outubro de 2010

Estupradores da fé

Todos os dias observo comentários e observações medíocres de gente parasita e covarde que usa a religião, em especial a “evangélica” para justificar os erros e encontrar sentido para uma vida sem propósito. Entre estes há muitos que não conheço pessoalmente, mas também conheço a muitos, e o que me surpreende é a similaridade das mesmas ladainhas cansativas e repetitivas.

Gente que se deleita na construção de um sistema religioso falido, trocando sempre as peças humanas de reposição, criando novos líderes a molde de uma matriz corrupta, com intuito de sustentar o “maravilhoso mundo de Bob” no qual estão inseridos.

Estes que se negam a viver a realidade da vida sonegando suas agruras, encontram na igreja uma forma de não trabalhar, estudar e assumir responsabilidades. São covardes, Puxa-sacos, indicados ao ministério por pais, avós ou padrinhos da “fé”. Venderam sua alma em troca do poder ilusório, prostituíram a sua Inocência de criança, obtiveram prazer no abuso, e outros que em certo momento foram estuprados, hoje a molde de seus mentores são os estupradores.

Criam sistemas de regras, que se tais buscarem um sentido real poderá entender que a maior convicção que alcançaram, é que o que fazem simplesmente, é explicado pelo fato de que o fazem por fazer, em suma: eles mesmos não tem sentido em suas ações, são apenas movidos por uma necessidade de manter controle do sistema, amortecendo a consciência e fundamentalizando a bíblia, usando-se de versículos bíblicos fora de contexto.

Todas estas ações são premeditadas por mentes maquiavélicas e doentes dos estupradores da fé, condicionando os novos adeptos sobrecarregados de culpa com uma radicalidade extrema, comparada a usada por adestradores de cães, com isso tirando dos mesmos os resquícios de humanidade. Aproveitando-se da culpa sentida por estes miseráveis, seus adestradores criam um sistema de regra e redenção, onde a redenção esta sujeita a regra.

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Cochichando...

Você já ouviu a voz de Deus? Talvez você responda sim, ou não...
Você já ouviu Deus cochichar em seu ouvido? Talvez você pense: “Claro que sim” ou “Isso é loucura, Deus não cochicha com ninguém”.
Existem momentos em que é muito difícil ouvir a voz de Deus, seja ela forte ou apenas um sussurro... Mas ele sempre está lá, mesmo que em silêncio, nos assistindo em nossa dor...

Estar em depressão é de repente se descobrir sozinho num mundo cheio de pessoas. É se sentir desamparado, mesmo que hajam muitas pessoas cuidando de você. É descobrir que você não quer mais estar em lugares em que normalmente você estaria. Tudo fica estranho ao seu redor. As pessoas se tornam estranhas para você...
O seu trabalho diário se torna oneroso e difícil... mesmo que você esteja acostumado a fazê-lo diariamente por anos a fio. Seu corpo parece que já não atende mais os comandos de seu cérebro, até porque seu cérebro parece tão cansado que passa a ser comandado por seu corpo.

O desejo de deitar e dormir por horas (ou quem sabe dias) acompanha você o tempo todo, e isso na melhor das hipóteses... Porque na pior delas o desejo é outro, mais sombrio... É o desejo de não mais viver. A diferença entre as duas opções é muito pouca (aos olhos humanos) porque dormir é não viver sobriamente o momento.
O choro vem nos momentos mais inesperados e pelos motivos menos condizentes. Na verdade não é preciso se ter um motivo para chorar, porque a própria vida se tornou um fardo doloroso...
Este é um dos “Vales da Sombra da Morte”...
Nestes momentos, a ajuda de um médico e de um psicoterapeuta são importantes, mas acredito que não substituam a ajuda de Deus.

Penso em Elias (I Reis 19), indo para o Monte Horebe (ou Sinai se preferir), o monte de Deus, fugindo mais uma vez de Jezabel, cansado, exausto, ferido pelo longo tempo passado em esconderijos. Ele se deita ao pé de uma árvore, pede para si a morte e dorme o sono depressivo dos mortais.
É acordado por um anjo, que lhe dá alimento e torna a dormir aquele sono depressivo. Novamente o anjo o acorda e lhe oferece uma nova refeição. Aquela refeição foi suficiente para que Elias andasse quarenta dias e quarenta noites, mas não foi o bastante para lhe tirar do “Vale das sombras” que o acompanhava.
No monte, Elias entra em uma caverna para passar a noite, onde o Senhor vai ao seu encontro.

No encontro com Deus, este lhe pergunta: “O que você faz aqui, Elias?”
Elias responde num lamento, como se não tivesse ouvido a pergunta: “Senhor, queimaram os teus altares, mataram os teus profetas e só eu fiquei vivo e querem tirar minha vida”.
Então Deus diz a Elias: “Saia da caverna e fique diante de mim, no monte”.
Elias então viu um vento forte que quebrou as rochas e rachou os morros, viu um terremoto, e viu um fogo, mas Deus não estava em nenhuma dessas manifestações poderosas.
Elias cobriu o rosto ao ouvir um sussurro suave, e colocou-se na entrada da caverna onde Deus novamente lhe pergunta: “O que você está fazendo aqui, Elias?”
Elias dá a mesma resposta, como se quisesse mostrar a Deus , o CONHECEDOR DE TODAS AS COISAS, a dor daquele momento e dizer: “Estou sozinho, Senhor”.
E o Senhor, QUE CURA TODAS AS FERIDAS, responde: “Você não está sozinho. Existem 7000 como você, que ainda me buscam”.

Reconheço que no Vale das Sombras é difícil chegar à presença de Deus, mesmo que a gente saiba que ele está ali, ao nosso lado ou mesmo que estamos em seus braços, e não percebemos.
Reconheço que no Vale das Sombras precisamos de “anjos” que nos alimentem com aquela comida que vai nos fortalecer para “chegarmos” ou “enxergarmos” a presença de Deus.
Reconheço que no Vale das Sombras o Senhor pode não se manifestar de uma maneira “poderosamente visível”, mas talvez em apenas num “cochichar” aos ouvidos.
Nesse “cochicho” baixinho Deus mostra que além de mim ou de você, leitor, existem tantos outros que podem estar feridos pelo caminho, mas que ele está cuidando com o mesmo carinho com que cuida mim e de você.

É esse “cochicho” carinhoso e poderoso que faz toda a diferença.

“Ele cura os que têm o coração partido e trata dos seus ferimentos”. Salmos 147:3 (NTLH)


Senhor, vem cochichar comigo...


Adelaide

terça-feira, 12 de outubro de 2010

A Profecia de Billy Graham

As seguintes palavras foram ditas nos anos de 1958 e 1965 por um dos maiores evangelistas que o mundo conheceu: Billy Graham. Sem dúvida foram palavras proféticas lançadas há cinco décadas atrás para a atual geração:

Multidões de cristãos estão chegando ao ponto de rejeitar a instituição que nós chamamos de Igreja. Eles estão começando a aderir formas mais simples de adoração. Estão famintos por uma experiencia pessoal e marcante com Jesus Cristo. Eles anseiam por uma fé que arda em seus corações. A menos que a Igreja recupere rapidamente a autoridade de sua mensagem bíblica, pode ser que testemunhemos um espetáculo em que milhões de cristãos deixarão a Igreja institucional em busca de alimento espiritual.1

Penso que uma das primeiras coisas que eu faria seria selecionar um pequeno grupo de oito, dez ou doze homens ao meu redor que estivessem dispostos a se reunir algumas horas por semana e pagar o preço. Isso lhes custaria algo em termos de tempo e esforços. Em alguns anos, eu compartilharia com eles tudo aquilo que tenho. Assim, eu formaria de entre os leigos doze ministros que, por sua vez, selecionariam mais oito, dez ou doze homens e os treinariam.

Conheço uma ou duas congregações que estão fazendo isso e estão revolucionando a Igreja. Penso que Cristo nos deu o padrão. Ele gastou a maior parte de seu tempo com estes homens. Ele não gastou a maior parte de seu tempo com as multidões. Na verdade, entre as multidões os resultados não foram muitos. Ao que me parece, os maiores resultados surgiram de sua ministração pessoal e do tempo que ele gastou com os doze.2

Via: Reimagining Church. Tradução: Pão & Vinho.

Penso que não há entre nós algum homem que tenha conhecido mais multidões do que Billy Graham. Para alguém que pisou em mais nações do que o próprio Cristo encarnado e encheu mais estádios do que qualquer apóstolo ou profeta bíblico, sua conclusão a respeito das multidões é simplesmente fascinante.

Voltemos à intimidade do Cenáculo!

Ecclesia semper reformanda est!

Notas

[1] World Aflame, pp. 79-80.
[2] “Billy Graham Speaks: The Evangelical World Prospect,” Christianity Today, vol.3, no.1, p.5, Oct.13, 1958.

domingo, 10 de outubro de 2010

Sem Barganhas com Deus

Uma leitura sobre a graça e a liberdade

"(...) a Graça [de Deus] pode ser objeto da idiota presunção humana de interpretá-la como licença para a prática da libertinagem. Libertinagem é a banalização da liberdade, fazendo-a tornar-se escravidão à necessidade e ao desejo, mas sob o escudo da pseudojustificação, que, nesse caso, justifica apenas o pecado, mas não liberta o pecador!" (p. 129)

Liberdade é a capacitação na Graça e na Verdade de poder escolher-se-deixar-levar pelo Espírito, que realiza o Bem de Deus no ser humano, conduzindo-o no Caminho Estreito que acontece, em fé, entre a Lei e a Libertinagem, na vereda do amor. (p. 16)

Do livro: Sem Barganhas com Deus

sábado, 9 de outubro de 2010

Mente que nem sente!

Assim como a Verdade é o Filho de Deus, a Mentira é a filha do Diabo (Jo.8:44), e como tal, é a cara do pai.
É mais fácil conviver com pessoas que tenham qualquer outra deficiência de caráter do que conviver com o mentiroso. Ninguém é mais perigoso que ele. E o pior que aos poucos ele vai se aprimorando na arte de mentir, até tornar-se num mentiroso compulsivo e contumaz, capaz de enganar a si mesmo e a todos ao seu redor.
Quando exposto à luz, fica logo nervoso, perde a linha, porque não suporta a verdade. Quer tirá-lo da linha, chame-o de mentiroso. Está mais preocupado com a sua imagem, a fim de manter a credibilidade e continuar enganando.
Nem todos os mentirosos mentem descaradamente. Alguns são mais sofisticados, e preferem usar meias-verdades, ou dissimulações. Sempre que usam tais artifícios, é para salvaguardar sua imagem ou levar alguma vantagem.

Todo mentiroso tem seus cúmplices. E o que ele não percebe é que eles são os primeiros a questionarem sua integridade quando suas mentiras lhes atingirem de alguma maneira. Por exemplo: o pai que mente a idade do filho para pagar meia-entrada no cinema. O dia que resolver menti para o filho, este será o primeiro a contestá-lo. Se sua esposa lhe ajuda a mentir, ela será a primeira não acreditar em você.
Mas há os que mentem juntos até a morte. Vivem um casamento de mentira, um ministério de mentirinha, um embuste. O livro de Atos dos Apóstolos nos revela a história de um casal de mentirosos, Ananias e Safira. Um dava cobertura ao outro. Infelizmente, não se arrependeram de seu engodo e acabaram fulminados.
A vida do mentiroso não é fácil, pois cada mentira equivale a um remendo numa roupa velha. Quando o rasgo é exposto, tem que fazer um remendo maior para cobrir o anterior. E assim, ele vai vivendo, de mentira em mentira, até o dia do grande rombo, quando tudo vem à tona.

Deus detesta tais expedientes. Entre as coisas abomináveis aos Seus olhos está a “língua mentirosa”, juntamente com “o que semeia contendas entre irmãos” (Pv.6:17-19). Por isso se diz que o que usa de engano não ficará em Sua casa (Sl.101:7).
O mentiroso não consegue manter amizades por muito tempo. Seus amigos são sempre substituídos por novos, porque os relacionamentos sofrem desgastes por causa de suas mentiras. Mesmo familiares preferem manter certa distância. Não suportam vê-lo se gabar daquilo que não possui.

Sem dúvida, o maior mentiroso é aquele que consegue enganar a si mesmo. Paulo nos garante que “os homens maus e enganadores irão de mal a pior, enganando e sendo enganados” (2 Tm.3:13). Suas mentiras lhe soam como verdades. É o mentiroso sincero, mas não inocente aos olhos de Deus. Paulo admoesta: “Ninguém se engane a si mesmo” (1 Co.3:18). Tal exortação é um eco das encontradas ao longo das Escrituras, como a que denuncia àqueles que “se deixaram enganar por suas próprias mentiras” (Amós 2:4). Para chegar a este ponto, a pessoa teve que passar por treinamento intenso, enganando a outros. Enganar a si mesmo é a última fronteira atravessada pelo mentiroso. Uma espécie de pós-graduação em mentirologia.
Mas como tudo o que semeamos, um dia colhemos, chega a um ponto é que o mentiroso é vítima de sua própria astúcia. Um dia ele acaba se entregando sem querer. É só prestar bastante atenção em seu discurso, para perceber sua incoerência.

Não se deixe conduzir por quem usa de engano. Você cairá no mesmo abismo que ele. “Oh! povo meu! os que te guiam te enganam, e destroem o caminho das tuas veredas” (Is.3:12b).
Se você ama a um mentiroso, trate de confrontá-lo para que se arrependa e não minta mais. Não tape o sol com a peneira. Não tente fingir que acredita em suas dissoluções. Enfrente-o! Seja ele seu cônjuge, seu filho, seu pastor, seu amigo, seu chefe.
Cuidado! Um dia você poderá ser vítima de sua peçonha. Se ele não poupou alguém que dizia amar, não poupará você quando se vir ameaçado.

Cuidado com o que você diz perto dele. Tudo poderá ser usado contra você de maneira distorcida. Afinal de contas, ele sabe jogar com as palavras, sabe dissimular, transformar verdades em mentiras e vice-versa. O que foi dito em forma de brincadeira, será contado como se fosse dito de maneira séria. Comentários em off, serão lançados contra o ventilador para tentar sujar sua reputação. O que ele quer é que você fique mal na fita, enquanto sua própria imagem seja realçado, como se fosse um herói. Até palavras que ele mesmo disse, serão atribuídas a você… Portanto, cuidado! Peça que Deus ponha um guarda à porta de sua boca (Sl.141:3). Lembre-se que “o hipócrita com a boca danifica o seu próximo” (Pv.11:9).

Alguns perderam totalmente o temor de Deus, sendo capazes até de jurar por Ele, para dar peso às suas mentiras (Sl.24:4). Sua consciência está cauterizada. Por isso se diz que tais pessoas “mentem que nem sentem”. Em vez de mentiras localizadas, suas vidas foram tomadas de mentiras generalizadas, como um câncer que se nega a retroceder.
E antes de difundir algo, procure ouvir as partes envolvidas para que você não corra o risco de ser injusto e cúmplice de uma mentira. Adotar a mentira dos outros é como adotar um filho do diabo, pois afinal, ele é o pai da mentira.

Genizah

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Diga SIM à liberdade religiosa!



"Filhinhos, não amemos de palavra nem de boca, mas em ação e em verdade."
1 João 3.18

A Organização da Conferência Islâmica, que compreende 57 países, sendo a maioria de população muçulmana, apresentará mais uma vez a Resolução da Difamação da Religião na Assembleia Geral das Nações Unidas, no final deste ano.

Seguindo uma mobilização global organizada pela Portas Abertas Internacional, o underground, ministério de jovens da Missão Portas Abertas, iniciou dia 1° de outubro a campanha Free to Believe, que tem o objetivo de arrecadar assinaturas em todo o país e unir-se a milhões de outros cristãos ao redor do mundo para se posicionar contra a Resolução da Difamação da Religião.

Essa resolução dá ao governo, o poder para determinar quais visões religiosas podem ou não podem se expressar nesses países predominantemente islâmicos. E ainda, dá ao estado o direito de punir aqueles que expressam posições religiosas "inaceitáveis", de acordo com eles. Portanto, a resolução, na verdade, legaliza a perseguição.

O abaixo-assinado servirá para demonstrar descontentamento e preocupação por parte dos cristãos brasileiros, mas, além disso, conscientizar a Igreja no país de que ela pode fazer diferença e atuar em favor daqueles que necessitam. O intuito é engajar os jovens, seus amigos, igreja, familiares, colegas de classe etc. para que essa resolução seja derrotada.

Quanto mais nomes forem arrecadados em todo o mundo, mais chance haverá de que a ONU não a aprove.

No Brasil, o abaixo-assinado pode ser preenchido online ou por meio de download do arquivo que pode ser impresso quantas vezes forem necessárias. Na página da campanha, existem recursos disponíveis como vídeos e material em Powerpoint. Para mais informações sobre a campanha Free to Believe, acesse www.portasabertas.org.br/freetobelieve ou ligue para (11) 5181 3330.

CLICK AQUI e Assine agora mesmo!

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Padre se converte ao protestantismo e gera polêmica na Diocese de Cajazeiras - PB

O Padre Lourival Luiz de Sousa pediu na manhã deste sábado (01), o afastamento dos serviços sacerdotais da Igreja Católica. O documento foi entregue ao próprio Bispo da Diocese de Cajazeiras, Dom José Gonzáles.
Atualmente Lourival estava servindo em paróquias de Sousa e Cajazeiras, já que tinha entregado a paróquia de Belém do Brejo do Cruz, onde tinha recentemente ganhado desta comunidade uma passagem aérea com tudo pago para a comunidade Canção Nova em Cachoeira Paulista. Lá Padre Lourival, segundo informações foi bem recebido e teria participado de programa da emissora católica, na volta ao sertão da Paraíba, em cada missa que o sacerdote celebrava pregava muito que os católicos deixassem de idolatria e que se apegasse mais em Jesus Cristo, fonte de tudo.

Entenda o caso

Em entrevista exclusiva ao Portal Diário do Sertão, Lourival afirmou que sua mudança de religião se dá por não aceitar algumas coisas que acontecem dentro da crença católica, mais o ponto principal seria a questão da idolatria.
“Eu deixe a igreja católica, tirei a batina como se diz, e fui ao vivo entregar a carta de renúncia ao bispo Diocesano.” Disse o ex-padre.
Perguntado pela reportagem se ele poderia voltar atrás em sua decisão, Lourival foi rápido em sua resposta.
“Não tem condição de eu voltar porque eu conheço a palavra. Deixe eu dizer uma coisa a você, 90% das pessoas que estão na igreja, porque gostam deste negócio de imagem, gosta de procissão, a gente prega sobre a idolatria e aí as pessoas não aceitam que está na palavra, então este foi um dos grandes motivos da minha saída”. Disse.
O ex-padre sabe que a sua saída da igreja católica causará uma grande polêmica no meio católico, mas ele disse que está disposto a sofrer todas as conseqüências, em nome da palavra de Deus.

Currículo

Padre Lourival recebeu a ordenação ao sacerdócio católico em 18/06/2000 e exercia o sacerdócio há quase 10 anos. Ao longo desse período ele foi o pároco das cidades de Aguiar/PB, Igaraci/PB, Diamante/PB, Boa Ventura/PB, Curral Velho/PB e Belém do Brejo do Cruz/PB, tendo visitas marcantes em igrejas de outras cidades, e, ainda era auxiliar nas igrejas de Sousa e Cajazeiras.

Diocese se pronuncia

O portal Diário do Sertão procurou o Vigário Geral da Diocese, Padre Agripino Ferreira, que confirmou o afastamento de Padre Lourival de Sousa das suas funções sacerdotais. Agripino lamentou a saída do colega e afirmou à reportagem que espera que Lourival possa rever sua decisão.

Diário do Sertão/Notícias Cristãs

terça-feira, 5 de outubro de 2010

A Natureza Humana

A fim de entender o papel — tanto negativo quanto positivo — do corpo na vida espiritual e na vida em geral, precisamos compreender mais profundamente a natureza da personalidade, do caráter e da ação do ser humano.

Cada um de nós cresce num ambiente que nos ensina a falar, pensar, sentir e agir como os outros a nosso redor. Aprendemos por imitação.
Esse é o mecanismo pelo qual a personalidade humana é formada, o que, em grande parte, contribui para nosso bem.

No entanto, também insere em nós hábitos perversos que permeiam toda vida humana. Os padrões humanos comuns para lidar com "a cobiça da carne, a cobiça dos olhos e a ostentação cos bens" que, de acordo com o apóstolo João constituem "o mundo" (1Jo 2:16), controlam as crianças desde a mais tenra idade, pela participação na vida daqueles que as cercam.

As práticas pecaminosas tornam-se hábitos,depois, escolha e, por fim, caráter.

Pense nisso!

extraído do livro "A Grande Omissão - As dramáticas conseqüências de ser cristão
sem se tornar discípulo
" de Dallas Willard - pág.39

domingo, 3 de outubro de 2010

O camelo e o buraco da agulha

É mais fácil ser adepto da teologia da prosperidade do que da teologia da libertação (que dizem, já morreu, mas os que dizem se enganam).

Para quem deseja sucesso rápido, conforto, popularidade, e uma igreja crescendo sem parar, basta que se ofereça o evangelho numa embalagem adequada à burguesia.

Recomenda-se evitar: críticas ao acúmulo de riquezas, apêlos humanitários, referências a palavras solidariedade e justiça, opções ideológicas que favoreçam os pobres, demonstração de simpatia a expressões como "contrato social" e "outro mundo possível", sermões baseados nos profetas menores, convocações ao sacrifício, e similares.

Apenas dois problemas surgirão no caminho: o tribunal da consciência (que resistido acabará se dissolvendo) e o juízo final.

Pense nisso!

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

A SABEDORIA DO NÃO-SABER

Meditar em Tiago 3

Quem conhece a sua ignorância mostra que discerniu a mais alta sabedoria.

Quem não enxerga a própria ignorância existe sempre nas profundezas das auto-fantasias.

Aquele, porém, que conhece a ilusão como ilusão não é engolido pela fantasia que pensa ser realidade.

Aquele que reconhece a sua ignorância se torna sábio.

Aquele que se torna sábio cresce na consciência do não-saber, e isto o guarda de toda a ilusão.

Que adianta acabar com grandes ódios, quando ficam amarguras?

Há remédio para isto?

Queres saber a resposta?

É muito simples: Faz a tua parte de todo o teu coração, e vive esquecido de teus direitos.

Quem se deixa conduzir pela consciência límpida, esse vai perdendo a noção de direito, e, assim, em sua alma cresce a paz, e dele emana justiça e bondade.

Deus não tem preferidos entre os homens, mas não há dúvida de que no olhar dos simples se vê o Seu amor.

Há algum sábio entre nós?

Se há, que o mostre mediante espírito de moderação, bondade, misericórdia, e justiça. E que esse ande certo de não levar na alma nenhuma inveja amargurada e espírito faccioso, pois, sobre tais fundamentos existenciais, somente cresce a sabedoria temporal, animal e demoníaca.

A sabedoria que vem do alto é pura, indulgente, misericordiosa, pacifica, tratável, amiga, justa, imparcial, e não fingida.

O verdadeiro sábio não leva amargura, inveja, e espírito de divisão em sua alma. Mas a sábio da morte chama a sua malandragem de inteligência, a sua astúcia de conhecimento, e suas maquinações de precaução.

Na casa do sábio da morte há toda sorte de divisão e de coisas ruins. E sua alma é morada da morte.


Pense nisto!


Caio

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Supernanny - O livro de provérbios para a educação dos filhos

Cris Poli
A educadora Cris Poli, conhecida por orientar famílias no programa de televisão Supernanny, foi a uma das palestrantes da Semana Batista 2010, no 2º Encontro de Educadores realizado na semana passada em Barueri, cidade da Grande São Paulo. Segundo a protagonista do reality show do SBT, que já recebeu mais de 30 mil pedidos de ajuda, “as famílias cristãs estão tão perdidas quanto as que não são cristãs”. Na opinião de Cris, os princípios bíblicos – que deveriam balizar a educação – não têm sido colocados em prática mesmo em núcleos familiares cristãos. “A família precisa viver a Palavra de Deus”, destacou.

A educação, de acordo com ela, tem passado por uma fase de equilíbrio entre a rigidez e a permissividade. “Precisamos de regras e rotinas, mas sem esquecer o amor e a flexibilidade”, explicou a orientadora. “Eu me pergunto onde está a Palavra de Deus nessas famílias cristãs em coisas simples, como agradecer por uma comida e orar antes de dormir. É o beabá da educação”, relatou a instrutora que possui mais de 40 companheiras de profissão à frente de programas Supernanny ao redor do mundo.

“Se você quer saber sobre educação de filhos, pode ler o livro de Provérbios que está tudo lá. Cada pensamento de Deus está lá”, expressou. Ter voz de comando, organização, qualidade de tempo com os filhos e cumplicidade entre os pais, foram algumas dicas da superbabá que o pastor Creusi Santos, da 1ª Igreja Batista de Barueri, irá procurar passar para a sua família, que ganhará um novo integrante em breve.

“Eu não concordo muito com a perspectiva da psicologia sobre a educação das crianças. Ela tem uma visão muito legal, porque a Bíblia tem uma visão muito mais equilibrada em termos de educação”, observou.
Prestes a completar cinco anos visitando casas pelo reality, com o contrato renovado por mais um ano com a emissora de Silvio Santos, Cris Poli dedicou a Deus o que considerou como sendo uma reviravolta na sua vida.

“Estou aqui pela graça e misericórdia do Senhor. Até 2005 eu era uma educadora que trabalhava numa escola de educação cristã bilíngue. Deus ‘moveu os pauzinhos’ e me convidaram para trabalhar no SBT”, disse Cris que, em virtude do sucesso do Supernanny, passou a escrever livros e a dar palestras.


Anair de Azevedo

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Primícias e Ultimícias

Para minha surpresa, de acordo com as estatísticas mais recentes, a maior parte das pessoas que chegam a este blog por meio do mecanismo de busca Google está em busca de estudos e informações a respeito do dízimo. Nos meus artigos anteriores a respeito do tema, procurei desconstruir a prática medieval da Igreja institucional que cobra o dízimo malaquiano de seus fieis, na forma de um imposto religioso embasado na má interpretação de Malaquias 3:10.

Se você me acompanhou até aqui, já sabe que o que você semea no Reino é algo entre você e Deus. Já sabe que o quanto você dá e quando dá não é da conta do pastor e de mais ninguém. Já entende que o dízimo não pode ser usado para oprimir o pobre, mas que cada um é livre para dar de acordo à sua prosperidade e desejo.

Em meus artigos anteriores, procurei desconstruir o tabu malaquiano. Entretanto, toda desconstrução requer uma construção. Imagino que alguns que não têm o costume de contribuir financeiramente para o Reino encontraram em meus textos uma “justificativa teológica e histórica” para sua avareza. Por isso, faleremos agora de nossa responsabilidade financeira pessoal no tocante ao Reino de Deus.

Muitos pensam que dão somente para ajudar o próximo, mas esta é uma visão limitada da contribuição financeira. Quando semeamos no Corpo de Cristo, estamos sujeitando nossas finanças ao senhorio do Senhor Jesus, cancelando todo o poder desta potestade chamada Mamon em nossas vidas. Assim, não dou somente para ajudar o meu irmão, mas também a mim mesmo. O princípio de que Deus nos abençoa quando o honramos com nossas finanças deve ser ensinado e praticado na Igreja.

Entretanto, se não nos disciplinarmos na área financeira, voltaremos à prática católica de dar esmolas. A idéia de que “100% do que tenho pertence ao Senhor, e não somente os míseros 10%” (como ouço muito entre aqueles que abominam o dízimo da Igreja institucional) é correta, mas por si só muitas vezes não é prática na vida de muitos, a não ser que tenhamos um chamado “franciscano” para vendermos tudo o que temos e doar aos pobres.

Se você consegue semear generosamente no Reino de Deus, de acordo à sua prosperidade, sem estipular uma porcentagem mensal em seu orçamento, parabéns. Se o nível de sua generosidade vai muito além do dízimo, de forma natural, sem que para isso você tenha que “religiosamente” separar suas primícias para o Senhor, que Deus te abençoe. Mas muitas pessoas, ao não serem práticas nesta questão de finanças, acabam vivendo de forma egoísta, iguais aos filhos deste mundo.

Se você é como muitos que nunca conseguem guardar dinheiro (e ainda por cima faz contas no crediário), é muito pouco provável que terá algo para semear na obra de Deus além de algumas migalhas que lhe sobrem (ao invés de primícias, semeará no Reino suas ULTIMÍCIAS). E aí, saímos do extremo legalista do dízimo malaquiano para o da avareza, que de acordo com a Bíblia é equivalente ao pecado da idolatria (Col 3:5).1

Muitos já não precisam do dízimo. No entanto, tais não precisam demonizá-lo.  Para muitos, semear na obra de Deus será algo impossível a não ser que esforcem para  destinar uma parcela fixa à obra de Deus em seu orçamento. E neste ponto, 10% é uma meta tangível e pode ser útil àquele que deseja sempre ter para dar ao necessitado, na medida do necessário. Nestes termos, penso que o dízimo pode ser usado como um alvo pessoal – voluntariamente, sem imposições do pastor ou fiscalização da tesoureira –  para adorar a Deus com nossas finanças. Desta maneira, o dízimo deixa de ser um imposto religioso para tornar-se uma simples ferramenta de disciplina pessoal.

Disciplina financeira é tão importante quanto outras disciplinas espirituais com as quais já estamos acostumados, que igualmente não são obrigatórias, mas requerem dedicação: orar, jejuar, ler as Sagradas Escrituras, testemunhar (evangelizar), servir ao próximo com seu tempo, talentos e bens, etc. Absolutamente ninguém na Nova Aliança é obrigado a orar tantas vezes ao dia ou jejuar tantas vezes na semana ou ler tantos capítulos da Bíblia em um dia, caso contrário estará vivendo e pregando um Evangelho legalista. Entretanto, espera-se que um cristão maduro espiritualmente faça tais coisas como fruto natural de seu caminhar com Deus. O mesmo se aplica às nossas finanças.

Muitos deixam de ofertar na Igreja como poderiam, não porque não têm para dar, mas porque infelizmente são indisciplinados (na melhor das hipóteses) ou egoístas (na pior delas) quando o assunto é finanças. Como consequencia, o povo não adquiri uma consciência de compromisso financeiro com o Reino, desonra a Deus com suas finanças e deixa de ser abençoado financeiramente.

Assim, penso que o dízimo não pode ser usado como meio de opressão, coação e manipulação como fazem os “malaquianos”. Mas pode ser útil, aos que assim preferirem, como um referencial mais concreto de “primícias” no estabelecimento de sua meta pessoal na área das finanças.

Ofertar na Casa de Deus é como perder peso. Sabemos que é necessário fazê-lo (se quisermos viver uma vida melhor) e os outros ao nosso redor também. Entretanto, este é um assunto exclusivamente pessoal. Ninguém tem o direito de nos discriminar ou obrigar-nos a fazer nada – o que não nos exime da responsabilidade de estabelecermos metas pessoais e nos disciplinar para alcançá-las.

Dízimo: Parte 1
Dízimo: Parte 2

© Pão & Vinho

domingo, 26 de setembro de 2010

A Opinião de Lutero Acerca das Igrejas Nos Lares

O que Lutero pensava acerca das igrejas nos lares? Lutero defendia que deveriam existir três formas de reuniões eclesiais (que ele chamava de missas): a missa latina, um culto público para atingir principalmente os jovens, uma vez que o latim era, em sua época, uma língua cosmopolita como hoje é o inglês; o culto em alemão, para pregar ao povo; e a terceira forma era descrita dessa forma (com suas próprias palavras, de acordo com SIMSON, 2008):

"A terceira forma da missa deveria ser uma verdadeira ordem evangélica e não deveria ser realizada publicamente para todos os tipos de pessoas. Aqueles que desejam ser seriamente cristãos e e confessam o evangelho com a ação e os lábios deveriam inscrever-se nominalmente e reunir-se isoladamente, por exemplo, numa casa, a fim de orar, ler a Bíblia, batizar, receber os sacramentos e realizar outras obras cristãs..."

E continua:

"Contudo não posso nem desejo ainda estabelecer uma igreja ou reunião assim, pois ainda não tenho gente e pessoas para isso, e tampouco vejo muitos que o queiram. Porém, se eu for solicitado a fazê-lo e de sã consciência não me puder negar, farei com alegria a minha parte e ajudarei o melhor que puder."

Quem diria, o principal reformador da igreja defendia as igrejas nos lares, como a forma mais séria de cristianismo, especialmente para aqueles que "confessam o evangelho com a ação e os lábios"!

--------------------------------

Transcrições de SIMSON, Wolfgang. Casas que transformam o mundo. Ed. Esperança. P. 83.


Igreja Orgânica

sábado, 25 de setembro de 2010

Reflexão: "Furei a fila, antecipei o tempo."

Recebi esta manhã um email de um amigo que me chocou por demais: O suicídio de outro amigo.
Neste email veio como anexo a carta do amigo que já há muito eu não via, o Sãozinho.
Transcrevo abaixo esta carta deste que por algum motivo não encontrou o Caminho e não andou Nele, nem a Verdade e não caminhou Nela, nem a Vida, para desfrutarmos o que há de melhor Nela.


Mas quero deixar o registro para reflexão de todos...
Meu sentimento é de total impotência...
Transcrevo:

“Não haverá amanhã.

Quando todas as portas se fecham, abre-se o injustificável.
Uma covardia para qual se necessita uma coragem imensurável.
É o fim... Meu fim.
Eu tentei...
Tentei muito...
E foi tentando que muitas vezes acertei,
E que provavelmente que eu também errei.
Vivi, sobrevivi, insisti...
Fiz de tudo um pouco, e do pouco muito.
Ainda assim este muito foi pouco.
Cansei...
Perdi a esperança... E sem ela não existe vida.
Desisti de mim, o que mais posso fazer.

Na equação da vida onde tudo é a somatória do “ser e do estar” eu me esqueci da plenitude do que é o viver.
Convivi com pessoas fantásticas.
Dentre toda minha companheira de jornada, meu tesouro, meu baluarte, meu amor.
Tive amigos que me surpreenderam nas horas incertas e amargas, amigos de ombros largos.
Como também tive amigos que não me surpreendeu, talvez por não tiver dados a eles uma chance.
No emaranhado da vida eu me perdi,
Perdendo todos os sonhos...
E sem sonhos não se vive.

Acabei desistindo de mim.
Desistindo de tudo.
Meus motivos aos olhos de outrem podem ser fúteis,
Porem pra mim era o meu tudo. E eu perdi este tudo.
Em algum lugar de minha existência, perdi a essência do que é viver.
Por isto não haverá amanhã pra mim.
Sem rancores, sem magoas
Apenas cansei de continuar vivendo este milagre que é a vida.
Porem para mim estava sendo muito difícil levá-la ou deixar ela me levar.
Viver nos últimos tempos era um tormento, uma tortura ver as horas passarem e eu passar com elas.
Quero estar leve
Morrer, de um jeito ou de outro, todos nós vamos um dia.
Apenas furei a fila.
Antecipei o tempo.”

ANDERSON DE VASCONCELOS DRUMMOND
Sãozinho. 05/02/1954
                16/09/2010




Pense nisso!

LinkWithin

Related Posts with Thumbnails