segunda-feira, 6 de abril de 2015
Graça ou religiosidade baseado em doutrinas?
Reflexão: Você sabe o que é viver na Graça que Jesus nos ensinou? Ou você vive baseado no que aprendeu com a religião, seja na igreja ou com pastores?
segunda-feira, 10 de março de 2014
DEZ PRINCÍPIOS PARA SER BEM-SUCEDIDO
01 - Creia que sua vida cumpre um propósito divino na terra. Você é influenciado pelos genes que herdou de seus pais e é bastante "circunstancializado" pelo meio no qual vive. Entretanto, mais forte que as determinações genéticas e os condicionamentos do meio social, é o seu chamado para ser. Você foi criado como um sacerdote neste universo de Deus. Por isso, você existe e sabe que existe. Encha sua consciência com esse significado. Quando você assumir sua vocação para ser, as outras pessoas vão "encontrar" você.
02 - Creia que seu dia ganha força e energia espiritual quando você ora. Portanto, ore sempre. Mesmo nos seus afazeres. Sempre que uma notícia ou informação lhe chegar, entregue-a a Deus. Ofereça a Deus os potenciais e as possibilidades que cada fato, percepção ou impressão lhe trazem ao coração. Além disso, pare um pouco todos os dias, ainda que seja só um pouco, e ore. Dê graças por tudo e abrace o Senhor no seu coração. Quando orar, peça coisas específicas, mas não se esqueça de sempre terminar de modo submisso e geral, dizendo: "Seja feita a tua vontade, assim na Terra como nos céu". Afinal, você não sabe se o que quer é o melhor. Mas o Senhor sabe!
03 - Creia que a maior inteligência que Deus lhe deu não é a intelectual nem a emocional, mas sim a inteligência. "O coração tem razões que a própria razão desconhece". Usar a cabeça (inteligência intelectual) e saber se relacionar com o próximo e as circunstâncias (inteligência emocional) é fundamental. Mas não é essencial. O essencial habita os mistérios do espírito, no mundo do coração. Portanto, dê atenção aos seus sonhos noturnos e aos seus sentimentos perceptivos. Quando você tiver uma "impressão", não a despreze de cara. Medite. Ore. Discirna. A resposta pode estar no passado. Mas, às vezes, trata-se de uma intuição profética. Pode ser um alerta sobre o futuro. Nesse caso, ore, corrija a rota e prossiga.
04 - Creia que quando alguém ama a Deus e ao próximo e respeita a vida, então tudo ganha sincronicidade e conectividade. Isso é apenas um outra forma de dizer que "todas as coisas cooperam para o bem dos que amam a Deus". O amor a Deus traz sentido para a sua vida. O amor de Deus transforma o cenário mais absurdo numa conspiração do bem.
05 - Creia que a leitura bíblica feita com os olhos do coração ilumina a alma e os caminhos da Terra. Ler a Bíblia é importante. Mas lê-la com os olhos da alma é essencial. Quem lê com o intelecto enxerga textos e os compreende. Quem lê com o coração discerne "caminhos sobremodo excelentes". Faça da leitura bíblica não apenas um meio de fortalecimento espiritual. Leia-a como caminho de descoberta e de insights para a sua visão do mundo, de si mesmo e de Deus.
06 - Creia que uma atitude mental positiva tanto é resultado de uma espiritualidade sadia como também pavimenta o caminho de todo ser humano bem-sucedido. Eu costumo dizer que mesmo ateus-positivos se dão melhor na vida que ateus-negativos. O mesmo princípio se aplica a cristãos.
07 - Creia que generosidade e dadivosidade são forças espirituais poderosas que atraem para quem as pratica as melhores oportunidades e possibilidades da vida. Por isso é tão importante dar dízimos e ofertas. Escolha causas, projetos e pessoas nos quais você acredita e dê no mínimo dez por cento dos seus ganhos para essas iniciativas. De fato, fazendo assim, você está abrindo portas invisíveis para você mesmo. E lembre-se: faça isso com entusiasmo e alegria.
08 - Creia que o que diferencia o fazer do não-fazer é apenas uma decisão seguida de gesto simples. Assim sendo, nunca adie o início de qualquer coisa na qual você acredita se a oportunidade se apresentar e seu coração responder com paz e fé. O gesto necessário, tanto para se levantar de cama quanto para levantar a cama, é um só: colocar-se de pé. Daí Jesus ter dito: "Levanta-te, toma teu leito e anda".
09 - Creia que a melhor composição de imagem exterior e de virtude interior para um cristão é aquela que combina a "simplicidade dos pombos" (imagem exterior) com a "prudência das serpentes" (virtude interior). Sendo assim, seja astuto por dentro e simples por fora. Sempre dá certo e protege a vida.
10 - Creia que a maior bênção de possuir uma consciência é poder usá-la para auto-examinar-se todos os dias. Quem se auto-examina resiste melhor às criticas, pois se utiliza delas para diminuir seus próprios equívocos, e se mostra imune a eles quando a consciência o convence de estar fazendo aquilo que é certo. Auto-exame é o que faz a diferença entre aqueles que vivem para preservar sua imagem e a reputação daqueles que vivem para o que é verdadeiro e real.
Caio
Copacabana
Escrito em 2003
terça-feira, 19 de novembro de 2013
sexta-feira, 11 de outubro de 2013
terça-feira, 21 de maio de 2013
quinta-feira, 16 de maio de 2013
quarta-feira, 8 de maio de 2013
Fé, a louca descabida
Ah! Aquela menina teimosa que bagunça as crenças, aquela donzela origem de grandes desavenças… Aceitou como Deus um deus que chora: é uma louca descabida!
Mas, agora, deu pra ser ‘altruísta’: abriu mão da vida para se apegar à doutrina. Decidiu voltar à infância e brincar de ingenuidade. No momento, vê deus de braços cruzados e conta histórias para forçá-los a se mexerem. Faz de conta ser um mágico para mover deus como sua marionete.
Decidiu nos prender a deus contra vontade, em vez de revelar que ele não deve nada a nós nem nós a ele. Escolheu lucrar em cima de nós e encobrir a verdade que ele transforma histórias amargas em histórias de amor. Até porque amargo só é diferente de Amor por um desencontro de letras.
Dedicou muito tempo a uma teoria, andou de mãos dadas com a teologia que negava a existência, em vez de experimentar deus onde estamos e onde ele está: dentro da história e participando da vida.
Esqueceu que a revelação cristã anuncia um deus indo ao encontro do humano e, paradoxalmente, recuando para lhe dar espaço. Perdeu da memória que toda nossa vida é construída num palco chamado ‘Deus’ e que o seu lema é “Carpe diem! Tempus fugit”.
Ela não lembrou que Deus não quer que nos esqueçamos de nós mesmos. Até porque encontrar-se com Deus é encontrar consigo mesmo. E esqueceu que ela deveria trazer paz para nós. Na verdade, escolheu o caminho inverso, preferiu intolerar. Acabou com o universo.
Coitada da Fé! Se protegeu demais para não sofrer. E, quando a dor veio, abusou do velho clichê: “deus tem um propósito”. Esperou pelo depois, pelo porvir, aguardou um deus superpoderoso e, enquanto brincava de cabra cega, não viu que os únicos poderes que ele usava eram para nos salvar. Não das dores, não da vida aqui e agora.
Não escutou Eliel Batista quando disse: “O único poder capaz de ir na direção do pecador e salvá-lo é o Amor. A única forma do amor salvar é mediante a Graça. E a única maneira da graça ser experimentada é na Fraqueza”.
Optou por excluir as dúvidas da sua vida, achou que já tinha abarcado tudo de Deus, ou, quem sabe, não se achou digna dEle. Decidiu parar de ter crises e também parar de amadurecer. E, quando menos esperou, acabara por morrer.
Ah! Aquela menina teimosa que bagunçava as crenças, aquela donzela que era origem de grandes desavenças… Era tão bom quando aceitava como Deus um deus que chora: era uma louca descabida!
sábado, 20 de abril de 2013
quarta-feira, 6 de março de 2013
sexta-feira, 14 de dezembro de 2012
quinta-feira, 13 de dezembro de 2012
quarta-feira, 12 de dezembro de 2012
O “DAR FRUTO” COMO ANGUSTIA E NEUROSE DO FAZER
Impressiona-me muito ver o estado de culpa latente que habita as pessoas no mundo evangélico. Além disso, também muito me admira como as pessoas ficaram viciadas num fazer auto-justificador diante de Deus.
As pessoas estão tão acostumadas a se sentirem em dívida, que quando se lhes diz que está tudo pago, elas não sabem como se comportar.
Mas e agora?—perguntam—Como fica? O que tenho de fazer?
Não podem simplesmente aceitar que o alvo da fé é a construção de um ser humano, neles mesmos, conforme a imagem do Filho de Deus. E que não fomos chamados para construir templos, mas para sermos templo.
Se não se diz a eles para “fazerem” alguma coisa, dá-lhes a sensação de não estarem dando “fruto”.
Dar fruto, para um evangélico, em geral, é participar das atividades da igreja, evangelizar e ganhar pessoas para a fé da igreja—e isto só se contabiliza como “ganho” quando a pessoa se integra na igreja—, ser ativo em departamentos da igreja, ser notado na igreja como alguém com quem se conta; e, também, ser capaz de gostar de tudo o que a igreja ensina, e um monte de outras coisas, todas relacionadas à igreja.
Ou seja: fora da igreja não há fruto para se dar. E quando falo de igreja, falo da organização eclesiástica física e funcional. Assim, para um evangélico, fora da igreja tanto não há salvação como também não há fruto.
A igreja é a “videira verdadeira” dos evangélicos, assim como também o é para toda a Cristandade.
Desse modo, sendo a videira uma organização e não um poder vital—uma seiva de vida—, o que aparece como evidência desse pertencimento, não é fruto, posto que entidades e instituições não dão fruto, mas sim apresentam resultados.
O fruto na “igreja-videira” é atividade e a funcionalidade.
O fruto, porém, na Videira Verdadeira, é apenas fruto. Ou seja: é aquilo que acontece de modo natural, e que é apenas o resultado de se estar ligado à fonte da vital, e de se ser uma extensão da própria Árvore da Vida. Um ramo!
Assim, nessa época de “Células-G 12”, de ativismo imenso, de hiper-ocupação dos crentes, e de cobrança de ativismo como devoção e obediência a Deus, realidades como amor, misericórdia, bondade, longanimidade, paz, mansidão, alegria e domínio próprio, passaram a ser besteiras e poesias sem importância.
O fruto da igreja é contabilizável. Já o fruto da Videira Verdadeira não é contabilizável, posto que ele não é medido em quantidades, mas apenas em qualidade.
Ora, quando você vem e diz para as pessoas que elas estão livres da tirania dos fazeres aflitos, e que agora podem ser—e sobretudo ser—, pois o que realiza o fruto não é o fazer, mas o ser; então, muitas vezes, dado ao vício e a heroína do heroísmo do muito fazer, do ativismo que por anos lhes foi inoculado como devoção executiva e produtiva—sempre de modo quantificável e para fora—, as pessoas se sentem sem chão, e entendem a coisa toda como um dês-construção.
Há presos, por incrível que pareça, que depois de anos de prisão já não sabem mais como existir em liberdade. Na realidade, há presos que não querem mais sair do presídio. Trocaram a liberdade pela segurança da cadeia, e pela certeza de amizades que não acabam, posto que os amigos estão encerrados na mesma prisão de segurança máxima.
Ora, vejo e ouço crentes reclamando da “prisão” o tempo todo, mas se se lhes abre os portões, e se lhes diz—Foi para a liberdade que Cristo vos libertou. Saiam!—; em geral alguns se alegram de imediato, mas quando postos na rua e ao ar livre, entram em pânico, e sentem saudades do cativeiro.
Os discípulos de Jesus precisam saber que “o fruto” é aquilo que acontece como produção natural da vida, começando no interior. Todas as demais atividades externas acontecem sob uma possibilidade: “sem amor, nada disso aproveitará”. No entanto, mesmo assim, a maioria prefere dar o corpo para ser queimado a fim de “provar alguma coisa” para si mesmos e para os outros, do que simplesmente ser, e expressar na vida os frutos do próprio ser, sempre crescendo nas produções do amor.
Na realidade, para quem o dar fruto equivale ao muito ocupar-se e ao muito fazer, o convite para ser, não significa nada para eles. Não lhes dá “provas comprobatórias” de nenhum frutificação.
Esquecem-se de que o chamado do Evangelho é a para a felicidade de ser, não de fazer. O “bem-aventurado, é...” E nele o fazer não é um esforço relacionado a um programa de atividades religiosas, mas tão somente aquilo que de modo natural brota da vida ligada à Videira, assim como um cacho de uva é o simples resultado de se estar ligado à arvora que tem aquele qualidade de natureza.
Enquanto não se entende isto, toda e qualquer tentativa de dar fruto apenas conforme ensina o Evangelho, acaba por se tornar—para os crentes neurótico pela obrigação de dar fruto como fazer—num processo de vazio e cheio de mal-estar e culpa, posto que o vício na justiça-própria que decorre dos muitos afazeres religiosos, é um dos vícios mais poderosos que podem se instalar no coração humano. Deixar tal vício leva tempo. Isto quando as pessoas conseguem.
Para quem tem dúvidas sobre o que digo, basta que se lembre o que Jesus disse a Marta acerca do assunto. Marta se agitava em muitos afazeres. Maria se quedava ouvindo a Palavra, aos pés de Jesus. Marta reclamava com Jesus acerca da passividade não produtiva de Maria. Jesus lhe respondeu que ela, Marta, andava muito preocupada e ocupada com muitas coisas. E concluiu: “Pouco é necessário; ou mesmo uma só coisa é necessária. Maria escolheu a boa parte; e esta não lhe será tirada”.
Mas para que se troque a construção de Pirâmides para fora, pela plantação de sementes de vida no coração, o indivíduo tem que confiar apenas num simples fato de que é a permanência confiante na Videira Verdadeira aquilo que natural gerará os frutos que agradam a Deus.
Caio
As pessoas estão tão acostumadas a se sentirem em dívida, que quando se lhes diz que está tudo pago, elas não sabem como se comportar.
Mas e agora?—perguntam—Como fica? O que tenho de fazer?
Não podem simplesmente aceitar que o alvo da fé é a construção de um ser humano, neles mesmos, conforme a imagem do Filho de Deus. E que não fomos chamados para construir templos, mas para sermos templo.
Se não se diz a eles para “fazerem” alguma coisa, dá-lhes a sensação de não estarem dando “fruto”.
Dar fruto, para um evangélico, em geral, é participar das atividades da igreja, evangelizar e ganhar pessoas para a fé da igreja—e isto só se contabiliza como “ganho” quando a pessoa se integra na igreja—, ser ativo em departamentos da igreja, ser notado na igreja como alguém com quem se conta; e, também, ser capaz de gostar de tudo o que a igreja ensina, e um monte de outras coisas, todas relacionadas à igreja.
Ou seja: fora da igreja não há fruto para se dar. E quando falo de igreja, falo da organização eclesiástica física e funcional. Assim, para um evangélico, fora da igreja tanto não há salvação como também não há fruto.
A igreja é a “videira verdadeira” dos evangélicos, assim como também o é para toda a Cristandade.
Desse modo, sendo a videira uma organização e não um poder vital—uma seiva de vida—, o que aparece como evidência desse pertencimento, não é fruto, posto que entidades e instituições não dão fruto, mas sim apresentam resultados.
O fruto na “igreja-videira” é atividade e a funcionalidade.
O fruto, porém, na Videira Verdadeira, é apenas fruto. Ou seja: é aquilo que acontece de modo natural, e que é apenas o resultado de se estar ligado à fonte da vital, e de se ser uma extensão da própria Árvore da Vida. Um ramo!
Assim, nessa época de “Células-G 12”, de ativismo imenso, de hiper-ocupação dos crentes, e de cobrança de ativismo como devoção e obediência a Deus, realidades como amor, misericórdia, bondade, longanimidade, paz, mansidão, alegria e domínio próprio, passaram a ser besteiras e poesias sem importância.
O fruto da igreja é contabilizável. Já o fruto da Videira Verdadeira não é contabilizável, posto que ele não é medido em quantidades, mas apenas em qualidade.
Ora, quando você vem e diz para as pessoas que elas estão livres da tirania dos fazeres aflitos, e que agora podem ser—e sobretudo ser—, pois o que realiza o fruto não é o fazer, mas o ser; então, muitas vezes, dado ao vício e a heroína do heroísmo do muito fazer, do ativismo que por anos lhes foi inoculado como devoção executiva e produtiva—sempre de modo quantificável e para fora—, as pessoas se sentem sem chão, e entendem a coisa toda como um dês-construção.
Há presos, por incrível que pareça, que depois de anos de prisão já não sabem mais como existir em liberdade. Na realidade, há presos que não querem mais sair do presídio. Trocaram a liberdade pela segurança da cadeia, e pela certeza de amizades que não acabam, posto que os amigos estão encerrados na mesma prisão de segurança máxima.
Ora, vejo e ouço crentes reclamando da “prisão” o tempo todo, mas se se lhes abre os portões, e se lhes diz—Foi para a liberdade que Cristo vos libertou. Saiam!—; em geral alguns se alegram de imediato, mas quando postos na rua e ao ar livre, entram em pânico, e sentem saudades do cativeiro.
Os discípulos de Jesus precisam saber que “o fruto” é aquilo que acontece como produção natural da vida, começando no interior. Todas as demais atividades externas acontecem sob uma possibilidade: “sem amor, nada disso aproveitará”. No entanto, mesmo assim, a maioria prefere dar o corpo para ser queimado a fim de “provar alguma coisa” para si mesmos e para os outros, do que simplesmente ser, e expressar na vida os frutos do próprio ser, sempre crescendo nas produções do amor.
Na realidade, para quem o dar fruto equivale ao muito ocupar-se e ao muito fazer, o convite para ser, não significa nada para eles. Não lhes dá “provas comprobatórias” de nenhum frutificação.
Esquecem-se de que o chamado do Evangelho é a para a felicidade de ser, não de fazer. O “bem-aventurado, é...” E nele o fazer não é um esforço relacionado a um programa de atividades religiosas, mas tão somente aquilo que de modo natural brota da vida ligada à Videira, assim como um cacho de uva é o simples resultado de se estar ligado à arvora que tem aquele qualidade de natureza.
Enquanto não se entende isto, toda e qualquer tentativa de dar fruto apenas conforme ensina o Evangelho, acaba por se tornar—para os crentes neurótico pela obrigação de dar fruto como fazer—num processo de vazio e cheio de mal-estar e culpa, posto que o vício na justiça-própria que decorre dos muitos afazeres religiosos, é um dos vícios mais poderosos que podem se instalar no coração humano. Deixar tal vício leva tempo. Isto quando as pessoas conseguem.
Para quem tem dúvidas sobre o que digo, basta que se lembre o que Jesus disse a Marta acerca do assunto. Marta se agitava em muitos afazeres. Maria se quedava ouvindo a Palavra, aos pés de Jesus. Marta reclamava com Jesus acerca da passividade não produtiva de Maria. Jesus lhe respondeu que ela, Marta, andava muito preocupada e ocupada com muitas coisas. E concluiu: “Pouco é necessário; ou mesmo uma só coisa é necessária. Maria escolheu a boa parte; e esta não lhe será tirada”.
Mas para que se troque a construção de Pirâmides para fora, pela plantação de sementes de vida no coração, o indivíduo tem que confiar apenas num simples fato de que é a permanência confiante na Videira Verdadeira aquilo que natural gerará os frutos que agradam a Deus.
Caio
quarta-feira, 5 de dezembro de 2012
segunda-feira, 3 de dezembro de 2012
quinta-feira, 1 de novembro de 2012
A Mesma Mente Que Nos Protege Nos Delata
Um dos estudos mais fascinantes da Psicanálise constitui, sem dúvida, os
chamados
"mecanismos de defesa". Todos nós possuímos mecanismos de defesa, que
utilizamos,
diariamente, para nos proteger de estímulos internos (provindos de nós mesmos)
ou de estímulos externos (provindos do meio externo ou de outras pessoas).
Na verdade, todo mecanismo de defesa é uma "tática" que o nosso inconsciente
utiliza para manipular alguma coisa que irá nos ofender, nos magoar ou nos ferir.
Utilizamos "inconscientemente" o mecanismos de defesa e saímos "ilesos" da
situação traumática.
Os mais conhecidos são:a negação, a regressão, a projeção e a sublimação,
entre outros.
Todos eles são utilizados com a mesma finalidade: Proteger o indivíduo contra
a ansiedade.
UM MECANISMO DE DEFESA ESPECIALMENTE IMPORTANTE
Desejamos, agora, abordar um mecanismo de defesa não muito conhecido
pelas pessoas em geral, mas que se reveste, devido à sua ação, de especial
importância.
Refererimo-nos à Formação Reativa.
Na Formação Reativa, protegemo-nos da ansiedade, manipulando uma
percepção interna, transformando, equivocadamente, um sentimento em seu
oposto. Com muita frequência, transformamos amor em agressão; ou agressão
em amor.
A HISTÓRIA DE BEETHOVEN
Uma história conhecida, que ilustra o que dissemos acima, é a do famoso
compositor Beethoven.
O episódio envolveu Karl, sobrinho de Beethoven, e a sua cunhada Johana,
mãe do Karl.
O compositor desenvolveu um ódio extremamente irracional por Johana e uma
firme convicção
de que era o seu dever resgatar Karl de sua influência.
Hoje se cogita, com convincente razão de que, na verdade, o ódio de Beethoven
camuflava uma intensa atração passional que ele nutria por Johana. Beethoven
utilizou-se, para se proteger, de uma Formação Reativa.
É IMPORTANTE SABER ISSO?
Obviamente, é muito importante conhecer o funcionamento desse mecanismo de
defesa para
entendermos, muitas vezes, o que está subjacente àquilo que ouvimos, vimos
ou presenciamos.
Vamos a alguns exemplos, que podem estar presentes em nossa vida cotidiana.
Se o pastor de determinada igreja faz um sermão no qual condena a
sensualidade e a pornografia, ele está
fazendo aquilo que é inerente à sua função de cuidar de seu rebanho.
Mas, se esse mesmo pastor demonstra obssessão por pregar sempre contra a
sensualidade ea pornografia, muito provavelmente ele é que está sendo alvo
dessas tentações e deve estar seduzido por elas.
Um outro exemplo: aquele televangelista que está continuamente apontando na
TV os "críticos de mau caráter" pode, simplesmente, estar demonstrando que o "crítico mau caráter" é ele
mesmo.
Vemos, pelo que aqui foi exposto que o nosso cérebro e a nossa mente são
como uma faca de dois gumes. Eles, com toda certeza, nos protegem.
Mas podem, também, nos delatar.
Tony Ayres
quinta-feira, 25 de outubro de 2012
domingo, 21 de outubro de 2012
Discípulos de Judas Escariotes (re-publicação)
Infelizmente sempre estamos vendo homens que se dizem pastores, ou ministros do evangelho, se envolvendo em escândalos principalmente sobre questões relativas a dinheiro. E muitos se perguntam: “afinal de contas, se estes homens utilizam o dinheiro das ofertas das igrejas com intuito de se auto enriquecerem, saindo do propósito do evangelho, porque Deus faz milagres através deles”?
Meditando nisso me lembrei de Judas Iscariotes, ele foi escolhido por Jesus para ser um dos doze discípulos que também foram chamados de apóstolos, ele como todos os outros, andou com Jesus, recebeu poder e autoridade e fez milagres em nome do Senhor, embora fosse uma pessoa de má índole desde o princípio.
Chamando seus doze discípulos, deu-lhes autoridade para expulsar espíritos imundos e curar todas as doenças e enfermidades.
Estes são os nomes dos doze apóstolos: primeiro,Simão, chamado Pedro, e André, seu irmão; Tiago, filho de Zebedeu, e João, seu irmão; Filipe e Bartolomeu; Tomé e Mateus, o publicano;Tiago, filho de Alfeu, e Tadeu; Simão, o zelote, e JUDAS ISCARIOTES, QUE O TRAIU. Mateus 10:1-4
A Bíblia relata que ele era o responsável de ficar com a bolsa contendo as ofertas do povo, e já roubava o dinheiro que nela era depositado, embora fizesse milagres em nome de Jesus, era ladrão e desviava as ofertas para seu próprio enriquecimento.
Mas um dos seus discípulos, Judas Iscariotes,que mais tarde iria traí-lo, fez uma objeção: "Por que este perfume não foi vendido, e o dinheiro dado aos pobres? Seriam trezentos denários".
"Ele não falou isso por se interessar pelos pobres,mas PORQUE ERA LADRÃO; SENDO RESPONSÁVEL PELA BOLSA DE DINHEIRO, COSTUMAVA TIRAR O QUE NELA ERA COLOCADO." (João 12:4)
Judas foi um homem escolhido por Jesus, mas se desviou da verdade e começou a seguir a satanás, e o seu amor ao dinheiro o levou ao ponto de trair Jesus, como muitos fazem hoje,traem a Palavra de Deus, mentem e enganam o povo, e esbanjam nas riquezas, pois já começam a descumprir o ensinamento de Jesus.
O Senhor disse que quando alguém decidisse ser um pregador do evangelho, deveria abrir mão de tudo o que possui, e que não deveria acumular nenhuma riqueza, e deveria viver da confiança em Deus, não poderia ter nada somente a fé.
Mas hoje os “ministros” não confiam na providência de Deus e simplesmente esqueceram as ordens do Senhor, e tem carro importado, mansões,fazendas, aviões, roupas de grife, tudo com o dinheiro suado dos fiéis.
O ministério não é mais dirigido por Deus, mas é passado de pai para filho, as igrejas viraram propriedade particular, herança, os filhos de pastores sempre estudam nas melhores escolas, vestem as melhores roupas, tem o melhor, enquanto os filhos da maioria do povo mal tem o que comer em casa.
Os filhos dos pastores são na maioria das vezes os líderes dos ministérios, muitas esposas são levantadas como pastoras, bispas, somente com o propósito de receberem salário da igreja. Quantos homens e mulheres dentro desses “templos” são intitulados como “pastores” mas nunca pastorearam nem uma só ovelha na vida, nunca cuidaram de ninguém, pregam uma vez ou outra, pois não tem tempo para acompanhar o povo, pois tem muitos shows para fazer, muitos compromissos para cumprir.
O povo está perdido de um lado para o outro como ovelhas que não tem pastor, pois os “ungidos” estão ocupados demais para cuidarem deles, estão ocupados com seus seminários, e toda bobagem que a bíblia
nunca mandou fazer.
Você que se diz pastor ou ministro do evangelho, só pode ser considerado pastor se realmente cuida das pessoas, se realmente dedica tempo para elas, para ouvi-las, orar pessoalmente por elas, para assisti-las nas suas necessidades, se você não faz isso é porque não é pastor coisa nenhuma. Você pode ser tudo, mas nunca deve dizer que é pastor, ou bispo ou apóstolo, e não deve receber salário para isso.
Pastor deve viver para as ovelhas e não para si próprio, deve abrir mão da sua vida própria, de seus bens, de suas ambições pessoais, e viver para servir o povo de Deus.
Pregar não é ser pastor, cantar não é ser pastor, orar não é ser pastor, pastor vive junto das ovelhas, não sobre o altar, ele toca nelas, ouve-as, ajuda-as em tudo o que pode. E não vive de aplausos e eventos, mas vive do sacrifício de deixar de lado sua vida para que o povo seja salvo e bem cuidado.
As ofertas dadas pelo povo são para o sustento das pessoas que vivem somente para pastorear, e também para o socorro dos pobres e não para comprar imóveis, carros, aviões, mansões e construir templos.
"Eles se dedicavam ao ensino dos apóstolos e à comunhão, ao partir do pão e às orações. Todos estavam cheios de temor, e muitas maravilhas e sinais eram feitos pelos apóstolos. Todos os que
criam mantinham-se unidos e tinham tudo em comum. Vendendo suas propriedades e bens, distribuíam a cada um conforme a sua necessidade." (Atos 4:32)
Com a desculpa de que precisam de dinheiro para construir templos, os “ministros” abusam do povo, quando os primeiros cristãos se reunião no pátio do templo e nas casas.
Hoje estamos no tempo dos discípulos de Judas Iscariotes, daqueles que desviam ofertas para esbanjarem nos seus prazeres, enquanto a igreja está lotada de pessoas miseráveis, que deixam de comer ou de comprar algo para si para sustentarem esses indivíduos traidores de Jesus.
"Se alguém ensina falsas doutrinas e não concorda com a sã doutrina de nosso Senhor Jesus Cristo e com o ensino que é segundo a piedade,é orgulhoso e nada entende. Esse tal mostra um interesse doentio por controvérsias e contendas acerca de palavras, que resultam em inveja, brigas, difamações, suspeitas malignas e atritos constantes entre pessoas que têm a mente corrompida e que são privados da verdade, OS QUAIS PENSAM QUE A PIEDADE É FONTE DE LUCRO." (1 Timóteo 6:3)
Tá na hora de crescer!! (no Evangelho)
Pense nisso com Amor...
E sem a mente da religiosidade.
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