“Então disse o SENHOR a Josué: Olha, tenho dado na tua mão a Jericó, ao seu rei e aos seus homens valorosos.
Vós, pois, todos os homens de guerra, rodeareis a cidade, cercando-a uma vez; assim fareis por seis dias.
E sete sacerdotes levarão sete buzinas de chifres de carneiros adiante da arca, e no sétimo dia rodeareis a cidade sete vezes, e os sacerdotes tocarão as buzinas.
E será que, tocando-se prolongadamente a buzina de carneiro, ouvindo vós o seu sonido, todo o povo gritará com grande brado; e o muro da cidade cairá abaixo, e o povo subirá por ele, cada um em frente.” Josué 6:3-5
Porque DEUS concedeu a Josué todas estas complicadas instruções para a guerra?
Várias respostas são possíveis:
1ª - DEUS deixava claro que a batalha dependia DELE e não das armas e da perícia de Israel.
Este é o motivo pelo qual a Arca, que levava os israelitas para o confronto, deveria ser carregada pelos sacerdotes, não pelos soldados.
2ª- O método de DEUS para tomar a cidade acentuava o temor já sentido por Jericó, e
3ª - Esta estranha manobra militar era um teste para a fé dos israelitas e sua disposição para seguir a DEUS completamente.
Não há dúvida de que DEUS ainda age dessa forma conosco, ELE em certas ocasiões nos põe em situações inacreditavelmente impossíveis aos nossos olhos e, como se não bastasse, nos dá instruções por vezes estranhíssimas.
Esta passagem é, para mim, uma das mais impressionantes de todo o Antigo Testamento.
Como imaginar que muralhas gigantescas e extremamente fortificadas poderiam ruir ao som de trombetas e gritos?
É inimaginável, mas, aconteceu, Jericó ficou sem proteção e os israelitas a tomaram.
O poder de DEUS abre os caminhos mais imprevisíveis, abriu para Josué e seu povo,abre para mim e para você.
Como eles, temos que CONFIAR e OBEDECER, assim fazendo, certamente conquistaremos também a vitória sobre as nossas "Jericós".
Que DEUS abençoe a todos.
Por: Caminho Plano
quinta-feira, 19 de agosto de 2010
sexta-feira, 13 de agosto de 2010
Aparências... Elas enganam?
Fico pensando em como alguns evangelistas e pastores que estão à frente de menores ou maiores congregações começam com um propósito sadio e com o tempo acabam se envolvendo tanto na referida “obra” que começam a policiar e a perseguir ao invés de pastorear os membros a eles confiados.Tive uma experiência em uma igrejinha, bem pequena, na verdade um núcleo de uma igreja um pouco maior aqui no interior do RS.
Quem estava e continua à frente da congregação é um evangelista, ainda não designado pastor (que para mim pessoalmente não significa nada: ser ou não consagrado pastor).
O fato é que com o tempo a igrejinha começou a dar sinais de crescimento, não espiritual na sã doutrina, e sim em número.
Eu percebia que os membros estavam cada vez mais alienados ao que o pastor e sua esposa diziam.
E os membros, como péssimos bereianos, engoliam (e ainda engolem).
Com o tempo, percebi também que este casal que estava à frente daquele núcleo usava de controle sobre os membros, travestidos de “autoridade espiritual” sobre a vida deles. Um horror! Patético!
Além dos cultos aos domingos, reuníamo-nos e ainda nos reunimos em casa no modelo de Igreja nos lares (Igreja Orgânica).
Quando resolvemos nos afastar desta igrejinha, por percebermos que estava fazendo muito mal a nossa alma, pela acepção e controle de pessoas, este casal começou a visitar um por um dos irmãos na fé e espalhou várias mentiras ardilosas a respeito de nós, como clara alusão de medo de perder os “controlados e alienados”.Afinal, como ficaria o controle sobre essas pessoas? O poder sobre as mesmas? E o medo de perder os membros, como ficaria a arrecadação dos dízimos e ofertas? Uma verdadeira paranóia! E olha que nossa intenção nunca foi divisão, apenas não estávamos em concordância com o que estava sendo pregado e com a maneira que estava sendo pregada a Palavra. Estávamos dispostos a nos reunir, eu, minha esposa e meus dois filhos como Igreja e só.
Apenas trouxe aqui este relato, que certamente é o relato de milhares de pessoas pelo Brasil afora, de como as pessoas começam bem e se perdem no meio do caminho. No verdadeiro Caminho não há como se perder.
Somos corruptíveis com o poder, o dinheiro, a fama, a falsa sensação de controle sobre tudo e todos.
Mas quem deve dirigir nossas vidas sempre tem que ser o Senhor Jesus. E a única maneira é sermos bereianos. (Atos 17:11)
Não é fácil entregar tudo ao senhorio de Jesus.
Mesmo que as circunstâncias mostrem e até provem o contrário, temos e devemos que entregar tudo a Jesus.
É Ele que é nosso Juiz, nosso Legislador e nosso Rei. E mais ninguém!
Mas não! As pessoas têm que por as mãos (e muitas vezes a sujam sordidamente).
Penso que muitos se identificaram neste post.
E sei que muitos serão contrários ao mesmo.
Mas também sei que tudo que está oculto vem a ser revelado um dia.
Aquela igrejinha no interior do RS já não é mais a mesma... Entrou na onda neo-pentecostal de correntes de oração e etc. Será por quê?
Que estas pessoas possam rever seu compromisso com a Palavra e ter em mente que existe apenas um Pastor e Senhor de nossas vidas: JESUS
quinta-feira, 12 de agosto de 2010
Autoridade Espiritual
Nesta excelente mensagem de Watchman Nee à Igreja, aprendemos que o presbitério não é um cargo a ser ocupado na hierarquia eclesiástica. O presbitero não é estabelecido pela Igreja, apenas reconhecido por ele mediante seus frutos. Sua autoridade não deriva de nomeação e sim da vida. Não é um título, não é hierarquia, não é um cargo isolado no topo de uma pirâmide: é uma função a ser desempenhada em serviço e mútua submissão ao Corpo de Cristo.De acordo com Romanos 12 (v.4), no Corpo de Cristo há muitos membros – cada um com seu lugar e função particulares, pois Deus fez todos os membros diferentes um do outro. A pergunta que precisamos analisar é: como podem todos esses membros, com suas funções variadas, serem ajustados e ligados como um só Corpo.
A Autoridade da Cabeça
O primeiro princípio do viver no Corpo de Cristo é estar em sujeição à autoridade da Cabeça, visto que a própria existência do Corpo, com suas funções e atividades variadas, depende da autoridade.
Sempre que a autoridade perde seu terreno em nós, o corpo é imediatamente paralisado. Aquela parte do corpo que é desobediente é a parte que experimenta a paralisia. O corpo que não se sujeita ao comando da cabeça é apenas um corpo paralisado. Onde existe a vida, existe autoridade. É inconcebível rejeitar a autoridade e ainda receber vida.
Todos os que estão cheios de vida são obedientes à autoridade. Como, por exemplo, minha mão física pode ter vida e ao mesmo tempo resistir ao controle da cabeça?
Minha mão está viva porque pode ser comandada pela cabeça. O próprio viver da mão significa que minha cabeça é capaz de dirigi-la e utilizá-la. O mesmo é verdadeiro com respeito ao relacionamento entre qualquer membro do Corpo de Cristo e a Cabeça. O primeiro princípio para cada membro que vive no Corpo de Cristo, portanto, é obedecer ao Senhor, que é a Cabeça.
Se você e eu não formos tratados até chegar ao ponto de nos tornarmos obedientes, então o que sabemos sobre o Corpo é meramente doutrinário por natureza, e não um assunto de vida. Que bênção é ter Deus tratando nossa vida natural, fazendo com que estejamos em sujeição a Cristo, a Cabeça!
Devemos buscar a obediência diariamente. Não só precisamos buscar oportunidades que nos façam avançar espiritualmente a fim de que nos tornemos santos e justos, mas também precisamos buscar diante de Deus cada oportunidade de obedecer, para que também aprendamos a obediência.
A Autoridade dos Membros
O segundo princípio do viver no Corpo é que nenhum membro tem qualquer autoridade, pois a autoridade está somente na Cabeça. Seria um sério erro se um membro alegasse possuir autoridade em si mesmo. Um membro não possui autoridade direta; ele tem apenas a autoridade que lhe foi delegada pela Cabeça. E essa autoridade não é apenas posicional, mas é totalmente decorrente da vida. Essa autoridade não vem por meio da nomeação, mas pelo ser.
Se um membro não é um olho, o Corpo não pode estabelecê-lo como olho. Se não é mão, o Corpo não pode fazer dele mão pelo simples fato de nomeá-lo como tal. Um membro tem a autoridade de segurar ou de ver somente porque ele pode segurar ou ver. E visto que ele atua de acordo com essa norma, as pessoas recebem ajuda.
É um erro muito estúpido se, em uma igreja, a autoridade está relacionada à posição e não à vida, se uma pessoa é nomeada por causa de sua posição social e não por sua espiritualidade. A Palavra de Deus claramente nos mostra que a autoridade está na vida, não na posição ou no histórico de alguém. A autoridade é estabelecida em uma pessoa em decorrência de seu viver, não por meio da nomeação. Essa pessoa, em sua vida pessoal e corporativa, experimentou tratamentos em questões práticas e aprendeu o que outras pessoas ainda estão por aprender. No Corpo de Cristo, toda autoridade procede da vida.
Ainda que, em uma assembléia local, haja nomeações pela direção de Deus, ainda assim não devem ser feitas de acordo com a posição, mas de acordo com a vida. Quando a vida e a nomeação concordam, você deve se submeter; de outro modo, a vida cessará em você e você será deslocado do Corpo – significando com isso que você não se mantém ligado firmemente à Cabeça. Se existe algo errado entre você e outro irmão, você não pode dizer que tem um relacionamento normal com a Cabeça. Se fez mal a outro membro do Corpo, pode ser que você não esqueça de nenhum ensinamento e pode até continuar em sua obra de ministério como antes, porém você perdeu a Palavra da vida.
Portanto, na Igreja, precisamos aprender a submetermo-nos uns aos outros. Se os membros não se submetem mutuamente, a vida mencionada em Romanos 8 não poderá se manifestar. Pelo contrário, os irmãos sentirão como se o ar lhes faltasse – dificilmente eles conseguirão prosseguir. Porém, aqueles que discernem o Corpo de Cristo consideram a submissão a mais jubilosa prática.
Extraído do livro Autoridade Espiritual, de Warchman Nee.
Via: Pão e Vinho
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domingo, 8 de agosto de 2010
Os novos evangélicos e a nova reforma protestante
Irani Rosique não é apóstolo, bispo, presbítero nem pastor. É apenas um cirurgião geral de 49 anos em Ariquemes, cidade de 80 mil habitantes do interior de Rondônia. No alpendre da casa de uma amiga professora, ele se prepara para falar. Cercado por conhecidos, vizinhos e parentes da anfitriã, por 15 minutos Rosique conversa sobre o salmo primeiro (“Bem-aventurado o homem que não anda segundo o conselho dos ímpios”). Depois, o grupo de umas 15 pessoas ora pela última vez – como já havia orado e cantado por cerca de meia hora antes – e então parte para o tradicional chá com bolachas, regado a conversa animada e íntima.Desde que se converteu ao cristianismo evangélico, durante uma aula de inglês em Goiânia em 1969, Rosique pratica sua fé assim, em pequenos grupos de oração, comunhão e estudo da Bíblia. Com o passar do tempo, esses grupos cresceram e se multiplicaram. Hoje, são 262 espalhados por Ariquemes, reunindo cerca de 2.500 pessoas, organizadas por 11 “supervisores”, Rosique entre eles. São professores, médicos, enfermeiros, pecuaristas, nutricionistas, com uma única característica comum: são crentes mais experientes.
Apesar de jamais ter participado de uma igreja nos moldes tradicionais, Rosique é hoje uma referência entre líderes religiosos de todo o Brasil, mesmo os mais tradicionais. Recebe convites para falar sobre sua visão descomplicada de comunidade cristã, vindos de igrejas que há 20 anos não lhe responderiam um telefonema. Ele pode ser visto como um “símbolo” do período de transição que a igreja evangélica brasileira atravessa. Um tempo em que ritos, doutrinas, tradições, dogmas, jargões e hierarquias estão sob profundo processo de revisão, apontando para uma relação com o Divino muito diferente daquela divulgada nos horários pagos da TV.
Rosique está de camisa branca com a Bíblia no coloEstima-se que haja cerca de 46 milhões de evangélicos no Brasil. Seu crescimento foi seis vezes maior do que a população total desde 1960, quando havia menos de 3 milhões de fiéis espalhados principalmente entre as igrejas conhecidas como históricas (batistas, luteranos, presbiterianos e metodistas). Na década de 1960, a hegemonia passou para as mãos dos pentecostais, que davam ênfase em curas e milagres nos cultos de igrejas como Assembleia de Deus, Congregação Cristã no Brasil e O Brasil Para Cristo. A grande explosão numérica evangélica deu-se na década de 1980, com o surgimento das denominações neopentecostais, como a Igreja Universal do Reino de Deus e a Renascer. Elas tiraram do pentecostalismo a rigidez de costumes e a ele adicionaram a “teologia da prosperidade”. Há quem aposte que até 2020 metade dos brasileiros professará à fé evangélica.
Clique no quadro abaixo para ampliá-lo e ter uma melhor leitura:

Fonte: Revista Época. por:© Pão & Vinho
Mais uma vez comprova-se que o fenômeno do cristianismo simples está crescendo e cada vez mais chamando a atenção tanto da Igreja institucional quanto da mídia secular . Mas não penso que o cristianismo simples ao qual a reportagem se refere seja a “recriação do Protestantismo à brasileira.” Este não é um fenômeno exclusivamente tupiniquim, muito embora o potencial de crescimento da Igreja nos lares no Brasil seja imensamente maior do que em muitos países – o que ocorre também na Igreja institucional.
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sábado, 7 de agosto de 2010
Igreja ou torre de Babel?
A Igreja é uma entidade sobrenatural. Não é fruto da mente engenhosa humana. É constituída por pedras vivas, não por tijolos fabricados pelo homem (1 Ped. 2:5). Assim como o Tabernáculo de Moisés, é um projeto divino para que Deus habite entre os homens, cuja planta e construção se conseguem por revelação e unção apostólica/profética e não pela mera implementação de práticas institucionais.Babel não foi um projeto de Deus, foi fruto da engenhosidade humana, quando os homens substituíram as pedras por tijolos trabalhados pela mão do homem (Gen 11). O plano de Deus era que eles se espalhassem e povoassem a terra, mas eles preferiram se juntar em uma aliança profana para fazer algo grandioso e assim engrandecer seu nome.
Quando o mover do Espírito na Igreja é substituído pela religiosidade litúrgica, estamos edificando com tijolos trabalhados pela mão do homem. Quando perdemos de vista a Grande Comissão (fazer discípulos, edificá-los, equipá-los, comissioná-los e enviá-los) e tudo o que priorizamos são programas religiosos, aquisição e manutenção de propriedades, pensamos que estamos construindo a Casa de Deus (a Igreja, Ekklesia), mas estamos construindo uma torre de Babel. E se para o leitor é difícil distinguir uma da outra, aqui vão algumas dicas:
A Ekklesia é um organismo. Babel é uma organização.
A Ekklesia visa edificar o Reino de Deus. Babel visa edificar feudos.
A Ekklesia é o mover do Espírito no ajuntamento. Babel, é a força do braço e do carisma do homem.
Ekklesia é nutrir relacionamentos profundos. Babel é a superficialidade dos convívios religiosos.
A Ekklesia é prestação de contas em submissão mútua. Babel é soberba e independência.
A Ekklesia é servir uns aos outros. Babel é a indústria do entretenimento religioso.
Ekklesia é estar juntos na simplicidade e na comunhão do Espírito. Babel ocupa e distrai as pessoas com seus programas religiosos e as ilude com suas obras faraônicas.
A Ekklesia edifica pessoas. Babel edifica edifícios.
A Ekklesia busca engrandecer a Deus e seu Reino. Babel busca engrandecer o nome de um líder ou de uma organização.
A Ekklesia equipa os santos para a obra do ministério. Babel institui clérigos.
A Ekklesia comissiona e delega. Babel controla.
A Ekklesia envia e espalha. Babel junta e institui uma órbita ao redor de si mesma.
A Ekklesia forma o caráter. Babel forma o intelecto.
A Ekklesia cuida de pessoas. Babel as usa.
A Ekklesia dá Vida. Babel suga a vida de você.
Na Ekklesia, líder é aquele que serve. Em Babel, líder é quem manda e controla.
A Ekklesia pastoreia as ovelhas. Babel tira o couro das ovelhas.
A Ekklesia dá de forma extravagante. Babel pede de maneira constante.
A Ekklesia conta os frutos. Babel conta o dinheiro.
A Ekklesia é a encarnação de um mover do Espírito. Babel, na melhor das hipóteses, é somente um monumento do que o Espírito fez no passado.
A Ekklesia é Luz. Babel é confusão e destruição.
♦ ♦ ♦
Que o Senhor nos ajude a distinguir uma coisa da outra e nos proteja.
© Pão & Vinho
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terça-feira, 3 de agosto de 2010
A ética do Reino
Quando falamos em ética é natural associarmos esse tema aos valores morais de uma sociedade, mas quando nos referimos à ética do Reino não podemos fazer isso, pois a moral que é a base do conhecimento humano sobre o “certo e errado” nasce da condição alienada do homem de Deus. Assim, as expressões “bem e mal”, “moral e imoral”, “valor e sem valor”, “autêntico e não autêntico” não são termos que se aplicam quando falamos de ética do Reino.Enquanto a moral divide a vida entre coisas permitidas e proibidas a ética do Reino aponta para o que É. Todo conhecimento moral é um conhecimento humano, que está direcionado para si mesmo, ou seja, a moral nasce do olhar do homem posto sobre si mesmo. Por meio dela os homens criam suas leis e exercem seus juízos.Jesus que anunciou a ética do Reino está na contramão desta moral. Por isso não encontramos verdadeiro diálogo entre Ele e os fariseus que tão bem representavam a moral, e isso porque Jesus e os fariseus estavam em níveis completamente diferentes de realidade. As respostas de Jesus não respondiam a pergunta do fariseu por não ser da mesma natureza.
A moral nasce marcada pela culpa e pela vergonha. A consciência humana é marcada por este estado, e, portanto, busca sempre resolver esta tensão. A religião é a que melhor apresenta essa tensão, esse conflito entre o “bem e o mal”, e por meio dela sempre se tentou trazer Deus para nossa esfera de conhecimento, buscando Dele uma resposta de acordo com nossa pergunta, porém Ele não age a partir do conhecimento do bem e do mal.
Jesus nos apresentou a ética do Reino como anulação da moral, pois se o Reino é Reconciliação e a moral a afirmação da alienação, onde houver o Reino não haverá moral, mas apenas Unidade. Na moral não há mudanças de realidade, mesmo cumprida o “bem” da moral ela não altera o estado de alienação humana.
O religioso por saber o “bem e o mal” classifica meritoriamente seus atos, fazendo de seu bem um mal. Os filhos do Reino não sabem do “bem”, mas apenas do que É, por isso, são surpreendidos quando isso os for revelado (Mt 25.31ss.).
Nem mesmo o auto examinar-se dos filhos do Reino é realizado por este saber alienado, mas em Cristo, por meio do qual sabemos a vontade de Deus. Assim sem Cristo em nós não há como se fazer exame de si mesmo.
O saber dos filhos do Reino é o saber do Amor, que é a revelação de Deus, Jesus Cristo. Este saber tem origem em Deus e não em nós, assim este Amor é divino. E entre os homens o divino chama-se Cristo. Amor é sempre Ele mesmo. E ele é a reconciliação de todos em Si mesmo. Desta forma concluímos que onde houver um saber que separa, que divide, que segrega, que julga, que exclui ali não há o Reino.
Ivo Fernandes
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domingo, 1 de agosto de 2010
Discípulo casual
"E um certo jovem o seguia, envolto em um lençol sobre o corpo nu. E lançaram-lhe a mão. Mas ele, largando o lençol, fugiu nu." Marcos 14:51-52
A Bíblia nos mostra que o rapaz seguia Jesus. Ele se tornou um discípulo casual, eventual, de momento, mas não era um verdadeiro discípulo. Faltava-lhe o compromisso com o Senhor Jesus. Ele era um discípulo de improviso. Estava seguindo Jesus em decorrência de uma curiosidade que se converteu em admiração, e compromisso não se obtém com improvisos, com oba-oba, com curiosidade ou apenas com admiração apaixonada por Jesus.
A geração que fica
Esse rapaz é o símbolo da geração de nosso tempo, a geração que “fica” com Jesus. No namoro, no casamento, nas amizades, no emprego, no endereço, todo mundo está ficando. As coisas e as pessoas se tornaram descartáveis. O plástico ilustra muito bem essa tendência. Para ser digerido pela natureza, qualquer objeto plástico demora centenas de anos, mas os objetos utilitários que dele são feitos tem pouca durabilidade.
A geração que “fica” brinca com conceitos que antes possuíam significado mais duradouro. Amor e fidelidade, por exemplo, são os mais agredidos. E nessa onda, a fugacidade dos relacionamentos entre pessoas e pessoas, e entre pessoas e coisas, foi transferida para a relação com Jesus.
Na vida cristã, “ficar” com Jesus, ou com a igreja, apenas para ter momentos de “orgasmo espiritual” através de momentos de louvor, de afagos, e de declarações de amor ao irmão do lado, de gritos inflamados de louvor a Jesus em passeatas ou cultos que arrebatam multidões, não tem consistência alguma. É preciso entrega total, mudança de vida, conversão mesmo.
Extraído do livro “A turma do Lençol” de Abimael Canto Melo por: Crentassos
A Bíblia nos mostra que o rapaz seguia Jesus. Ele se tornou um discípulo casual, eventual, de momento, mas não era um verdadeiro discípulo. Faltava-lhe o compromisso com o Senhor Jesus. Ele era um discípulo de improviso. Estava seguindo Jesus em decorrência de uma curiosidade que se converteu em admiração, e compromisso não se obtém com improvisos, com oba-oba, com curiosidade ou apenas com admiração apaixonada por Jesus.
A geração que fica
Esse rapaz é o símbolo da geração de nosso tempo, a geração que “fica” com Jesus. No namoro, no casamento, nas amizades, no emprego, no endereço, todo mundo está ficando. As coisas e as pessoas se tornaram descartáveis. O plástico ilustra muito bem essa tendência. Para ser digerido pela natureza, qualquer objeto plástico demora centenas de anos, mas os objetos utilitários que dele são feitos tem pouca durabilidade.
A geração que “fica” brinca com conceitos que antes possuíam significado mais duradouro. Amor e fidelidade, por exemplo, são os mais agredidos. E nessa onda, a fugacidade dos relacionamentos entre pessoas e pessoas, e entre pessoas e coisas, foi transferida para a relação com Jesus.
Na vida cristã, “ficar” com Jesus, ou com a igreja, apenas para ter momentos de “orgasmo espiritual” através de momentos de louvor, de afagos, e de declarações de amor ao irmão do lado, de gritos inflamados de louvor a Jesus em passeatas ou cultos que arrebatam multidões, não tem consistência alguma. É preciso entrega total, mudança de vida, conversão mesmo.
Extraído do livro “A turma do Lençol” de Abimael Canto Melo por: Crentassos
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