
Babel não foi um projeto de Deus, foi fruto da engenhosidade humana, quando os homens substituíram as pedras por tijolos trabalhados pela mão do homem (Gen 11). O plano de Deus era que eles se espalhassem e povoassem a terra, mas eles preferiram se juntar em uma aliança profana para fazer algo grandioso e assim engrandecer seu nome.
Quando o mover do Espírito na Igreja é substituído pela religiosidade litúrgica, estamos edificando com tijolos trabalhados pela mão do homem. Quando perdemos de vista a Grande Comissão (fazer discípulos, edificá-los, equipá-los, comissioná-los e enviá-los) e tudo o que priorizamos são programas religiosos, aquisição e manutenção de propriedades, pensamos que estamos construindo a Casa de Deus (a Igreja, Ekklesia), mas estamos construindo uma torre de Babel. E se para o leitor é difícil distinguir uma da outra, aqui vão algumas dicas:
A Ekklesia é um organismo. Babel é uma organização.
A Ekklesia visa edificar o Reino de Deus. Babel visa edificar feudos.
A Ekklesia é o mover do Espírito no ajuntamento. Babel, é a força do braço e do carisma do homem.
Ekklesia é nutrir relacionamentos profundos. Babel é a superficialidade dos convívios religiosos.
A Ekklesia é prestação de contas em submissão mútua. Babel é soberba e independência.
A Ekklesia é servir uns aos outros. Babel é a indústria do entretenimento religioso.
Ekklesia é estar juntos na simplicidade e na comunhão do Espírito. Babel ocupa e distrai as pessoas com seus programas religiosos e as ilude com suas obras faraônicas.
A Ekklesia edifica pessoas. Babel edifica edifícios.
A Ekklesia busca engrandecer a Deus e seu Reino. Babel busca engrandecer o nome de um líder ou de uma organização.
A Ekklesia equipa os santos para a obra do ministério. Babel institui clérigos.
A Ekklesia comissiona e delega. Babel controla.
A Ekklesia envia e espalha. Babel junta e institui uma órbita ao redor de si mesma.
A Ekklesia forma o caráter. Babel forma o intelecto.
A Ekklesia cuida de pessoas. Babel as usa.
A Ekklesia dá Vida. Babel suga a vida de você.
Na Ekklesia, líder é aquele que serve. Em Babel, líder é quem manda e controla.
A Ekklesia pastoreia as ovelhas. Babel tira o couro das ovelhas.
A Ekklesia dá de forma extravagante. Babel pede de maneira constante.
A Ekklesia conta os frutos. Babel conta o dinheiro.
A Ekklesia é a encarnação de um mover do Espírito. Babel, na melhor das hipóteses, é somente um monumento do que o Espírito fez no passado.
A Ekklesia é Luz. Babel é confusão e destruição.
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Que o Senhor nos ajude a distinguir uma coisa da outra e nos proteja.
© Pão & Vinho
2 comentários:
Ultmamente venho observando a submissão do povo às estruturas das igrejas, e ao que elas representam. São fiéis aos estatutos, às normas e práticas, mas dispensam muito do que fora anunciado pelo Senhor. Isso vem ocorrendo por longos tempos e, podemos afirmar, que os resultados já començam a serem sentidos. Esvaziamento, falta de união, desinteresse, não ao aprendizado. As classes dominicais nas igrejas tradicionais, cada vez mais vazias, sem crianças e sem jovens. Apenas adultos de meia e terceira idade. Quando estas duas faixas etárias se forem, adeus classe de ensino. Conversão muito pouco, assim mesmo a um evangelho facilitado, sem renúncia, com identidade pouco diferente de antes de introduzir-se na igreja.
Por outro lado, elementos dissidentes, fundam suas próprias organizações, com tudo girando em torno de suas concepções e interpretações acerca dos assuntos bíblicos. A internet está repleta desses grupos. Se por um lado o tradicionalismo declina, avolumam-se os grupos com ideias mirabolantes, onde o homem tem sido o centro e, em nome dele, afertam valores transitórios, apoiados no "Bem estar bem". Assim, o contexto "cristão" se torna cada vez mais capenga, com exércitos de elementos que entram para o rol das comunidades apenas visando o lado material. Renúncia, o tomar a sua cruz e a entrega incondicional, não fazem parte dos ensinos dessas comunidades. Tudo isso sem contar os péssimos testemunhos, que levam os de fora a nivelarem todos por baixo, como se todos fossem do mesmo naipe.
Emilio
Emilio,
Você tem toda a razão.
Obrigado pelo seu comentário.
Abraços.
Sandro
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