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quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Claustros Comunitários

"Todos os que criam estavam unidos
e tinham tudo em comum. Atos 2:44"

Lá por volta do ano 30, um grupo de malucos começou a revolucionar o mundo engolido pelo império romano e algumas adjacências. Eram gente de todo tipo, reunindo-se em torno do nome de um judeu desconhecido, mais um entre os milhares de crucificados da época, porém com a peculiaridade de ser anunciado como ressurreto, uma espécie de fênix real, um pássaro selvagem que se ergue da morte e ganha os céus.

Essa gente esquisita incomodava o império das formas mais insanas e inesperadas, chegando a ser assunto nos mais altos tribunais de Roma, e levando alguns dos augustos césares à persegui-los impiedosamente.

O ponto comum e marcante desse grupo que se espalhava e multiplicava como vírus num corpo moribundo era o fato de estarem unidos em torno de um homem que passou 3 anos anunciando a chegada de um novo reino, um reino de paz, justiça e amor. Um reino de igualdade, graça, perdão e misericórdia. Um reino de párias, esquecidos, abandonados, excluídos. Um reino onde o menor é o maior. Um reino absurdo!

A idéia estranha dessa gente estranha, porém, não resistiu ao tempo e foi solapada pelo poder entregue em suas mãos pelo império. O que temos hoje, como desoladora ruína daquele passado, são fragmentos de comunidades enclausuradas em si. Ainda que se pregue, em cada uma delas, a unidade de um corpo só, uma comunidade única espalhada pelo planeta, a "santa igreja universal" do credo apostólico, o que se vive é uma fobia de relações intercomunitárias.

Repartir pão e vinho com alguém de comunidade alheia é visto como um potencial motim. Amizades se desmontam diante da inviabilidade de comunhão entre pessoas de grupos com nomes, CNPJs e endereços distintos. Olhares desconfiados se erguem sobre os ombros na direção dos que se misturam. Líderes agarram-se nas suas listas de membros como esfomeados em um prato de comida, criando, no coração de todos, uma cultura de gueto não só em relação aos 'não-cristãos', mas em relação aos 'não meu grupo'.

Encontros entre diferentes comunidades só são tolerados quando agendados em um calendário oficial. Fora disso, cada um que fique em seu claustro comunitário. É mais seguro assim. Até porque a outra opção seria impraticável: abrir mão do rol de membros e deixar o povo livre, sem cabresto, reunindo-se por amor, por sentimentos fraternos, por laços de amizade e companheirismo e todo esse tipo de coisa que, na prática, não existe. Pelo menos não nesses ambientes de comunidades blindadas. Permitir algo assim, seria abrir mão de tudo e ver o templo ruir. E isso poucos estão dispostos a fazer.

A Trilha

5 comentários:

RCUBEs disse...

Hi bro.in Christ. I just want to thank you for making a visit at my place and thank you for your encouragement. May God bless you and protect you and your family as you live to serve the Lord. To Him be the glory always!

Lloyd disse...

I really enjoyed reading the posts on your blog. I would like to invite you to come on over to my blog and check it out. God bless, Lloyd

Márcia Correia disse...

Olá, irmão Sandro!
Estou retribuindo com muito carinho a sua visita no meu blog e já estou te seguindo para acompanhar as novidades. Fui muito edificada aqui também; Glória a Deus por isso. Que o Senhor continue usando a sua vida para o Seu Reino.
Muitas bênçãos da parte do Pai sobre a sua linda família!
Shalom

Francisco de Aquino disse...

A paz do Senhor Jesus,irmão Sandro,obrigado pelas visitas.Deus seja contigo.
www.solascriptura-scriptura.blogspot.com

PJ disse...

I wanted to say thank you again for following my blog. I finally figured out how to translate and be able to read your blog. I wish that I could also understand the preacher, but I guess reading will have to do. God bless you and your family.

PJ

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