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quinta-feira, 30 de setembro de 2010

A SABEDORIA DO NÃO-SABER

Meditar em Tiago 3

Quem conhece a sua ignorância mostra que discerniu a mais alta sabedoria.

Quem não enxerga a própria ignorância existe sempre nas profundezas das auto-fantasias.

Aquele, porém, que conhece a ilusão como ilusão não é engolido pela fantasia que pensa ser realidade.

Aquele que reconhece a sua ignorância se torna sábio.

Aquele que se torna sábio cresce na consciência do não-saber, e isto o guarda de toda a ilusão.

Que adianta acabar com grandes ódios, quando ficam amarguras?

Há remédio para isto?

Queres saber a resposta?

É muito simples: Faz a tua parte de todo o teu coração, e vive esquecido de teus direitos.

Quem se deixa conduzir pela consciência límpida, esse vai perdendo a noção de direito, e, assim, em sua alma cresce a paz, e dele emana justiça e bondade.

Deus não tem preferidos entre os homens, mas não há dúvida de que no olhar dos simples se vê o Seu amor.

Há algum sábio entre nós?

Se há, que o mostre mediante espírito de moderação, bondade, misericórdia, e justiça. E que esse ande certo de não levar na alma nenhuma inveja amargurada e espírito faccioso, pois, sobre tais fundamentos existenciais, somente cresce a sabedoria temporal, animal e demoníaca.

A sabedoria que vem do alto é pura, indulgente, misericordiosa, pacifica, tratável, amiga, justa, imparcial, e não fingida.

O verdadeiro sábio não leva amargura, inveja, e espírito de divisão em sua alma. Mas a sábio da morte chama a sua malandragem de inteligência, a sua astúcia de conhecimento, e suas maquinações de precaução.

Na casa do sábio da morte há toda sorte de divisão e de coisas ruins. E sua alma é morada da morte.


Pense nisto!


Caio

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Supernanny - O livro de provérbios para a educação dos filhos

Cris Poli
A educadora Cris Poli, conhecida por orientar famílias no programa de televisão Supernanny, foi a uma das palestrantes da Semana Batista 2010, no 2º Encontro de Educadores realizado na semana passada em Barueri, cidade da Grande São Paulo. Segundo a protagonista do reality show do SBT, que já recebeu mais de 30 mil pedidos de ajuda, “as famílias cristãs estão tão perdidas quanto as que não são cristãs”. Na opinião de Cris, os princípios bíblicos – que deveriam balizar a educação – não têm sido colocados em prática mesmo em núcleos familiares cristãos. “A família precisa viver a Palavra de Deus”, destacou.

A educação, de acordo com ela, tem passado por uma fase de equilíbrio entre a rigidez e a permissividade. “Precisamos de regras e rotinas, mas sem esquecer o amor e a flexibilidade”, explicou a orientadora. “Eu me pergunto onde está a Palavra de Deus nessas famílias cristãs em coisas simples, como agradecer por uma comida e orar antes de dormir. É o beabá da educação”, relatou a instrutora que possui mais de 40 companheiras de profissão à frente de programas Supernanny ao redor do mundo.

“Se você quer saber sobre educação de filhos, pode ler o livro de Provérbios que está tudo lá. Cada pensamento de Deus está lá”, expressou. Ter voz de comando, organização, qualidade de tempo com os filhos e cumplicidade entre os pais, foram algumas dicas da superbabá que o pastor Creusi Santos, da 1ª Igreja Batista de Barueri, irá procurar passar para a sua família, que ganhará um novo integrante em breve.

“Eu não concordo muito com a perspectiva da psicologia sobre a educação das crianças. Ela tem uma visão muito legal, porque a Bíblia tem uma visão muito mais equilibrada em termos de educação”, observou.
Prestes a completar cinco anos visitando casas pelo reality, com o contrato renovado por mais um ano com a emissora de Silvio Santos, Cris Poli dedicou a Deus o que considerou como sendo uma reviravolta na sua vida.

“Estou aqui pela graça e misericórdia do Senhor. Até 2005 eu era uma educadora que trabalhava numa escola de educação cristã bilíngue. Deus ‘moveu os pauzinhos’ e me convidaram para trabalhar no SBT”, disse Cris que, em virtude do sucesso do Supernanny, passou a escrever livros e a dar palestras.


Anair de Azevedo

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Primícias e Ultimícias

Para minha surpresa, de acordo com as estatísticas mais recentes, a maior parte das pessoas que chegam a este blog por meio do mecanismo de busca Google está em busca de estudos e informações a respeito do dízimo. Nos meus artigos anteriores a respeito do tema, procurei desconstruir a prática medieval da Igreja institucional que cobra o dízimo malaquiano de seus fieis, na forma de um imposto religioso embasado na má interpretação de Malaquias 3:10.

Se você me acompanhou até aqui, já sabe que o que você semea no Reino é algo entre você e Deus. Já sabe que o quanto você dá e quando dá não é da conta do pastor e de mais ninguém. Já entende que o dízimo não pode ser usado para oprimir o pobre, mas que cada um é livre para dar de acordo à sua prosperidade e desejo.

Em meus artigos anteriores, procurei desconstruir o tabu malaquiano. Entretanto, toda desconstrução requer uma construção. Imagino que alguns que não têm o costume de contribuir financeiramente para o Reino encontraram em meus textos uma “justificativa teológica e histórica” para sua avareza. Por isso, faleremos agora de nossa responsabilidade financeira pessoal no tocante ao Reino de Deus.

Muitos pensam que dão somente para ajudar o próximo, mas esta é uma visão limitada da contribuição financeira. Quando semeamos no Corpo de Cristo, estamos sujeitando nossas finanças ao senhorio do Senhor Jesus, cancelando todo o poder desta potestade chamada Mamon em nossas vidas. Assim, não dou somente para ajudar o meu irmão, mas também a mim mesmo. O princípio de que Deus nos abençoa quando o honramos com nossas finanças deve ser ensinado e praticado na Igreja.

Entretanto, se não nos disciplinarmos na área financeira, voltaremos à prática católica de dar esmolas. A idéia de que “100% do que tenho pertence ao Senhor, e não somente os míseros 10%” (como ouço muito entre aqueles que abominam o dízimo da Igreja institucional) é correta, mas por si só muitas vezes não é prática na vida de muitos, a não ser que tenhamos um chamado “franciscano” para vendermos tudo o que temos e doar aos pobres.

Se você consegue semear generosamente no Reino de Deus, de acordo à sua prosperidade, sem estipular uma porcentagem mensal em seu orçamento, parabéns. Se o nível de sua generosidade vai muito além do dízimo, de forma natural, sem que para isso você tenha que “religiosamente” separar suas primícias para o Senhor, que Deus te abençoe. Mas muitas pessoas, ao não serem práticas nesta questão de finanças, acabam vivendo de forma egoísta, iguais aos filhos deste mundo.

Se você é como muitos que nunca conseguem guardar dinheiro (e ainda por cima faz contas no crediário), é muito pouco provável que terá algo para semear na obra de Deus além de algumas migalhas que lhe sobrem (ao invés de primícias, semeará no Reino suas ULTIMÍCIAS). E aí, saímos do extremo legalista do dízimo malaquiano para o da avareza, que de acordo com a Bíblia é equivalente ao pecado da idolatria (Col 3:5).1

Muitos já não precisam do dízimo. No entanto, tais não precisam demonizá-lo.  Para muitos, semear na obra de Deus será algo impossível a não ser que esforcem para  destinar uma parcela fixa à obra de Deus em seu orçamento. E neste ponto, 10% é uma meta tangível e pode ser útil àquele que deseja sempre ter para dar ao necessitado, na medida do necessário. Nestes termos, penso que o dízimo pode ser usado como um alvo pessoal – voluntariamente, sem imposições do pastor ou fiscalização da tesoureira –  para adorar a Deus com nossas finanças. Desta maneira, o dízimo deixa de ser um imposto religioso para tornar-se uma simples ferramenta de disciplina pessoal.

Disciplina financeira é tão importante quanto outras disciplinas espirituais com as quais já estamos acostumados, que igualmente não são obrigatórias, mas requerem dedicação: orar, jejuar, ler as Sagradas Escrituras, testemunhar (evangelizar), servir ao próximo com seu tempo, talentos e bens, etc. Absolutamente ninguém na Nova Aliança é obrigado a orar tantas vezes ao dia ou jejuar tantas vezes na semana ou ler tantos capítulos da Bíblia em um dia, caso contrário estará vivendo e pregando um Evangelho legalista. Entretanto, espera-se que um cristão maduro espiritualmente faça tais coisas como fruto natural de seu caminhar com Deus. O mesmo se aplica às nossas finanças.

Muitos deixam de ofertar na Igreja como poderiam, não porque não têm para dar, mas porque infelizmente são indisciplinados (na melhor das hipóteses) ou egoístas (na pior delas) quando o assunto é finanças. Como consequencia, o povo não adquiri uma consciência de compromisso financeiro com o Reino, desonra a Deus com suas finanças e deixa de ser abençoado financeiramente.

Assim, penso que o dízimo não pode ser usado como meio de opressão, coação e manipulação como fazem os “malaquianos”. Mas pode ser útil, aos que assim preferirem, como um referencial mais concreto de “primícias” no estabelecimento de sua meta pessoal na área das finanças.

Ofertar na Casa de Deus é como perder peso. Sabemos que é necessário fazê-lo (se quisermos viver uma vida melhor) e os outros ao nosso redor também. Entretanto, este é um assunto exclusivamente pessoal. Ninguém tem o direito de nos discriminar ou obrigar-nos a fazer nada – o que não nos exime da responsabilidade de estabelecermos metas pessoais e nos disciplinar para alcançá-las.

Dízimo: Parte 1
Dízimo: Parte 2

© Pão & Vinho

domingo, 26 de setembro de 2010

A Opinião de Lutero Acerca das Igrejas Nos Lares

O que Lutero pensava acerca das igrejas nos lares? Lutero defendia que deveriam existir três formas de reuniões eclesiais (que ele chamava de missas): a missa latina, um culto público para atingir principalmente os jovens, uma vez que o latim era, em sua época, uma língua cosmopolita como hoje é o inglês; o culto em alemão, para pregar ao povo; e a terceira forma era descrita dessa forma (com suas próprias palavras, de acordo com SIMSON, 2008):

"A terceira forma da missa deveria ser uma verdadeira ordem evangélica e não deveria ser realizada publicamente para todos os tipos de pessoas. Aqueles que desejam ser seriamente cristãos e e confessam o evangelho com a ação e os lábios deveriam inscrever-se nominalmente e reunir-se isoladamente, por exemplo, numa casa, a fim de orar, ler a Bíblia, batizar, receber os sacramentos e realizar outras obras cristãs..."

E continua:

"Contudo não posso nem desejo ainda estabelecer uma igreja ou reunião assim, pois ainda não tenho gente e pessoas para isso, e tampouco vejo muitos que o queiram. Porém, se eu for solicitado a fazê-lo e de sã consciência não me puder negar, farei com alegria a minha parte e ajudarei o melhor que puder."

Quem diria, o principal reformador da igreja defendia as igrejas nos lares, como a forma mais séria de cristianismo, especialmente para aqueles que "confessam o evangelho com a ação e os lábios"!

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Transcrições de SIMSON, Wolfgang. Casas que transformam o mundo. Ed. Esperança. P. 83.


Igreja Orgânica

sábado, 25 de setembro de 2010

Reflexão: "Furei a fila, antecipei o tempo."

Recebi esta manhã um email de um amigo que me chocou por demais: O suicídio de outro amigo.
Neste email veio como anexo a carta do amigo que já há muito eu não via, o Sãozinho.
Transcrevo abaixo esta carta deste que por algum motivo não encontrou o Caminho e não andou Nele, nem a Verdade e não caminhou Nela, nem a Vida, para desfrutarmos o que há de melhor Nela.


Mas quero deixar o registro para reflexão de todos...
Meu sentimento é de total impotência...
Transcrevo:

“Não haverá amanhã.

Quando todas as portas se fecham, abre-se o injustificável.
Uma covardia para qual se necessita uma coragem imensurável.
É o fim... Meu fim.
Eu tentei...
Tentei muito...
E foi tentando que muitas vezes acertei,
E que provavelmente que eu também errei.
Vivi, sobrevivi, insisti...
Fiz de tudo um pouco, e do pouco muito.
Ainda assim este muito foi pouco.
Cansei...
Perdi a esperança... E sem ela não existe vida.
Desisti de mim, o que mais posso fazer.

Na equação da vida onde tudo é a somatória do “ser e do estar” eu me esqueci da plenitude do que é o viver.
Convivi com pessoas fantásticas.
Dentre toda minha companheira de jornada, meu tesouro, meu baluarte, meu amor.
Tive amigos que me surpreenderam nas horas incertas e amargas, amigos de ombros largos.
Como também tive amigos que não me surpreendeu, talvez por não tiver dados a eles uma chance.
No emaranhado da vida eu me perdi,
Perdendo todos os sonhos...
E sem sonhos não se vive.

Acabei desistindo de mim.
Desistindo de tudo.
Meus motivos aos olhos de outrem podem ser fúteis,
Porem pra mim era o meu tudo. E eu perdi este tudo.
Em algum lugar de minha existência, perdi a essência do que é viver.
Por isto não haverá amanhã pra mim.
Sem rancores, sem magoas
Apenas cansei de continuar vivendo este milagre que é a vida.
Porem para mim estava sendo muito difícil levá-la ou deixar ela me levar.
Viver nos últimos tempos era um tormento, uma tortura ver as horas passarem e eu passar com elas.
Quero estar leve
Morrer, de um jeito ou de outro, todos nós vamos um dia.
Apenas furei a fila.
Antecipei o tempo.”

ANDERSON DE VASCONCELOS DRUMMOND
Sãozinho. 05/02/1954
                16/09/2010




Pense nisso!

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Nós: A verdadeira Igreja

Muitos julgam que para servir a Deus, se faz necessário estar dentro de uma estrutura material edificada por mãos de homens, membrados a uma instituição religiosa, e condicionado a dar dinheiro para receber as bênçãos do Senhor e a vida eterna, mas isso não é verdade.

No livro de Jó 41.11, disse o Senhor: "Quem primeiro me deu alguma coisa, que eu lhe deva pagar? Tudo o que há debaixo dos céus me pertence."

No livro de Atos 7.48,49 e 17.24, a palavra diz que Deus não habita em templos feitos por mãos de homens, porém, no Evangelho de Mateus 18.20, disse Jesus: Onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome, ali estou eu no meio deles.

Por essa razão não temos a estrutura material, mas temos a unção do Espírito Santo do Senhor, pelo qual, o Senhor Deus tem feito maravilhas no nosso meio.

O nome da placa da igreja foi mais uma doutrina criada pelo homem, portanto, o nome da igreja que somos membros é a mesma igreja primitiva iniciada pelos apóstolos e discípulos de Jesus Cristo, à saber:

A religião pura e imaculada para com Deus, o Pai, é esta: Visitar os órfãos e as viúvas nas suas tribulações, e guardar-se da corrupção do mundo (Tiago 1.27)

Pense nisso!

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

JESUS SEMPRE ESTEVE EM CASA

Quando leio os evangelhos sempre vejo Jesus em casa. Sim, em casa em todo lugar. Sem que Nele sejam percebidos constrangimentos, tentativas de diplomacia, incitamento de camaradagem barata, necessidade de explicar-se, busca de conciliação, sorrisos fingidos, declarações sobrando, interesse de agradar, ou fartas declarações verbais de amor. Nada disso aparece em Suas ações e atitudes. Entretanto, Ele sempre está em casa.

Ele está em casa na casa dos inimigos. Está em casa na casa dos que o observavam apenas. Está em casa na casa de Lázaro, Marta e Maria. Está em casa na Casa de Caifás, no Palácio de Herodes ou na Fortaleza Antônia com Pilatos.

Em cada lugar Ele é apenas Quem é. E diz somente o que tem de ser dito. E, podendo fazer, Ele não fala, faz. E faz como Quem está em casa, até na casa dos outros, onde poderá haver invasões de gente não convidada, como uma mulher aos prantos e que Lhe beijava os pés, ou ainda como um destelhamento não consentido com a seguida invasão do especo pelo teto, de onde foi baixado por amigos um paralítico para o meio do salão.

Ele fala quando quer. Pode fazer silencio sem nenhuma necessidade de não deixar a conversa criar barriga. Pode responder com uma pergunta. Pode ser que responda com uma parábola. Pode ser que apenas estenda a mão e cure, ou ponha no colo, ou diga: Eu irei contigo.

Leva sustos ante um Centurião e uma mulher siro-fenícia, mas nunca se surpreende com os que dizem que são e sabem.

Ele reina entre as hienas e passeia entre lobos e leões como que entre gatinhos. E usa serpentes como minhocas para adubar a terra dos corações.

Ele chora sobre Jerusalém e ante a Tumba de Lázaro. E não se diz que Ele chore em nenhum outro momento, embora não Lhe tenham faltados momentos de evocação do choro.

Jesus tem emoções, mas não é emocionado e nem emocionável. Sua emoção decorre do encontro com a verdade e com Seu próprio eterno-momento humano de ser. Mas não é um estado que o controla. Ele nunca esteve susceptível a nada. Ninguém jamais pôde Dele dizer: “Hoje não toque neste assunto com Ele, pois Ele não está bem”.

Seu olhar dizia sempre tudo. Quando alguém olhava para Ele era olhar para o fundo de si próprio, e, então, ou amá-Lo para sempre ou Dele fugir apavorado ante a auto-revelação.

Ele é a Verdade. Sua vida era a Verdade. Tudo Nele era Verdade. Por isso Ele estava sempre em casa. A Verdade é a única casa que se pode ter neste mundo de engano.

Ora, quem busca andar como Ele andou também se sentirá em casa em todos os lugares. Os donos das casas é que deixam de se sentirem em casa quando a Verdade chega.

Quanto mais se ande na Verdade, mais a casa é em nós mesmos, em qualquer lugar. Pois assim mostrou Jesus, a Verdade.

Nele,

Caio

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Autoridade para manipular crentes!

Postagem originalmente feita para o "Blog dos 30!"

Fiquei feliz em receber o convite para estar escrevendo ao blog dos 30. Com certeza este espaço será ótimo para a nossa reflexão profunda, pois o nível dos artigos estão excelentes. Espero contribuir de alguma forma também.

Hoje gostaria de abordar sobre um assunto que tem me causado inquietações constantes, tamanha gravidade dos fatos.

É notório que, atualmente vivemos em uma crise no meio eclesiástico Brasileiro. Muitas pessoas estão deixando de frequentar à igreja, desiludidas, feridas e desanimadas com o ambiente eclesiástico. Alguns podem afirmar o contrário, tendo em vista as últimas pesquisas que apontam um crescimento na população evangélica Brasileira, ou até mesmo por causa das diversas igrejas existentes em nosso país que possuem suas "super lotações" (MIR, Renascer, Sara Nossa Terra, IURD, igreja Mundial, Fonte da Vida, Luz para os Povos, etc.), porém não podemos esquecer que - no mínimo, na mesma proporção - ocorre também a saída de pessoas de tais igrejas por diversos motivos, tais como: decepções, abusos autoritários, manipulações, distorções bíblicas, ênfase no dinheiro, etc.

Tenho lido muitos artigos na internet que vem sendo divulgados sobre o tema, também existem diversos livros que estão sendo lançados pelo mundo com o objetivo de encontrar explicações para esta crise eclesiástica, tentando apontar algumas soluções para contornar a situação. Atualmente estou lendo o livro "Porque você não quer mais ir à igreja" - de Wayne Jacobsen e Dave Coleman - que trata exatamente sobre este tema.

Creio que é chegado o momento de abordarmos este assunto, com responsabilidade e temor, e começar a analisar alguns aspectos críticos e preocupantes desta problemática.

Em síntese, na minha opinião, o "ponto nefráugico" está exatamente na questão teológica. Os ensinamentos Bíblicos de muitas igrejas são superficiais, indutivos, interesseiros, fragmentados e místicos.

Superficiais, porque falta um preparo teológico hermeneuticamente correto, falta dedicação, falta zelo pela palavra de Deus e falta pregações expositivas, pois é repassado um ensino bíblico "enlatado" e fragmentado em detrimento de uma interpretação exegeticamente honesta e correta. Indutivos e interesseiros, porque visa exclusivamente os interesses particulares de seus líderes. Fragmentados e místicos, porque é pregado passagens fora de seus devidos contextos para que as mesmas sejam alegoricamente colocadas de uma forma mística.

Tudo isso, ao meu ver, se torna o ponto de partida para os "absurdos" que vemos hoje em dia.

Um desses "absurdos" que mais influenciam na saída de pessoas dessas denominações é exatamente o que vou colocar a seguir. Trata-se de um assunto delicado, pois toca diretamente na parte estrutural das denominações. Falarei sobre "autoridades eclesiásticas".

Para quem se afastou da igreja, ou para quem está congregando em alguma, quando escutam esta frase, logo vem em mente à figura da liderança principal da igreja, aquela pessoa eloquente e "ungida" que é supostamente "bem preparada" teologicamente, aquele que foi escolhido por Deus para ser o líder da igreja, a voz que decide tudo sobre a congregação, a palavra final e absoluta - a "cobertura espiritual" da igreja, a “autoridade eclesiástica” de todos os membros da mesma.

É impressionante e assustador a quantidade de casos que já presenciei de líderes que usam e abusam desta suposta "autoridade".

Um exemplo posso citar logo abaixo. Veja o que um conhecido Bispo de uma igreja neopentecostal colocou a respeito de sua "autoridade" perante os demais membros:

Quando você estuda a Bíblia percebe, entre outras coisas, a importância da cobertura espiritual sobre nossas vidas. Cobertura esta manifestada através da Igreja e de suas autoridades delegadas. A cobertura espiritual é o condutor do que a Igreja pode nos oferecer. Como a Igreja é o Corpo do nosso Senhor Jesus, tudo o que o Senhor Jesus pode fazer em nós e através de nós acontece quando estamos sujeitos à cobertura espiritual. [...] Foi Deus que instituiu a cobertura espiritual em nossas vidas, e segundo o Apóstolo Paulo em sua carta aos Romanos, ela foi constituída para o nosso bem. Ela é importante para nossa vida, pois demarca limites em nossas vidas. [...] O nosso Deus é um pai bondoso e atencioso. Como bom Pai que é Ele estabelece limites para crescermos saudáveis e através da autoridade espiritual por Ele constituído é que somos edificados para este crescimento. Reconheça a cobertura espiritual de Deus para a sua vida. A cobertura da Igreja, pois com ela você poderá declarar que “nenhuma arma forjada contra você prosperará”, pois este é seu direito como membro coberto da Igreja de Jesus.

Autor: Bispo Fábio Sousa
Fonte: www.fontedavida.com.br



Vejam o quão oportunista é este discurso acima. Posso afirmar com conhecimento de causa - conheço bem esta denominação - que tal colocação é ensinada e repassada à todos os membros desta igreja, os pastores ensinam aos seus discípulos o mesmo conteúdo que aprenderam de sua "cobertura espiritual", e assim por diante. Para todos que começam a frequentar os cultos desta denominação, recebem tais ensinamentos.

A “autoridade” é colocada diretamente nos líderes da denominação, para que ninguém ouse a se levantar com alguma coisa dita, ensinada ou praticada por tais líderes. O famoso discurso de "não toqueis nos ungidos de Deus".

O primeiro argumento que podemos analisar é que, o ensino de cobertura espiritual carece de sustentação exegética.

Frank Viola, em seu livro "Quem é tua cobertura?", com muita propriedade disserta sobre o tema, veja abaixo:


- É surpreendente que a palavra “cobertura” apareça apenas uma vez em todo o NT. É usada referindo-se à cabeça coberta da mulher (1 Cor. 11:15). Ao passo que o Antigo Testamento (AT) utiliza pouco este termo, sempre o emprega referindo-se a uma peça do vestuário natural. Nunca é utilizado de maneira espiritual ligando-o a autoridade e submissão.

Portanto, a primeira coisa que podemos dizer acerca da “cobertura” é que há escassa evidencia Bíblica para construir-se uma doutrina. Não obstante, incontáveis cristãos repetem como papagaios à pergunta “quem-é-tua-cobertura?” e insistem nela como se fosse a prova do ácido que mede a autenticidade de uma igreja ou ministério.

Se a Bíblia silencia com respeito à idéia da “cobertura” o que é que se pretende dizer com a pergunta, “Quem é tua cobertura”? A maioria (se insistíssemos) formularia esta mesma pergunta em outras palavras: “A quem você presta contas?”.

Mas isso suscita outro ponto difícil. A Bíblia nunca remete a prestação de contas a seres humanos, mas exclusivamente a Deus! (Mat. 12:36; 18:23; Luc. 16:2; Rom. 3:19; 14:12; 1 Cor. 4:5; Heb. 4:13; 13:17; 1 Ped. 4:5).

Por conseguinte, a sadia resposta Bíblica à pergunta “a quem prestas contas?” É bem simples: “presto contas à mesma pessoa que você, a Deus”. Assim, pois, é estranho que tal resposta provoque tantos mal entendidos e falsas acusações.

Deste modo, embora o tom e o timbre do “prestar contas” difira apenas da “cobertura”, a cantilena é essencialmente a mesma, e sem dúvida não harmoniza com o inconfundível canto da Escritura.

Trazendo à Luz a Verdadeira Pergunta que se Esconde Atrás da Cobertura Ampliemos um pouco mais a pergunta. Que é que se pretende realmente dizer na pergunta acerca da “cobertura”? Permito-me destacar que a verdadeira pergunta é, “Quem te controla?”.

O (maléfico) ensino comum acerca da “cobertura” realmente se reduz a questões acerca de quem controla quem. De fato, a moderna igreja institucional está construída sobre este controle.

Consequentemente, a gente raras vezes reconhece que é isto que está na base da questão, pois se supõe que este ensino esteja bem ancorado nas Escrituras. São muitos os cristãos que crêem que a “cobertura” é apenas um mecanismo protetor.

Assim, pois, se examinarmos o ensino da “cobertura”, descobriremos que está baseado em um estilo de liderança do tipo cadeia de comando hierárquico. Neste estilo de liderança, os que estão em posições eclesiásticas mais altas exercem um domínio tenaz sobre os que estão debaixo deles. É absurdo que por meio deste controle de direção hierárquica de cima para baixo se afirme que os crentes estejam protegidos do erro.

O conceito é mais ou menos o seguinte: todos devem responder a alguém que está em uma posição eclesiástica mais elevada. Na grande variedade das igrejas evangélicas de pós guerra, isto se traduz em: os “leigos” devem prestar contas ao pastor. Que por sua vez deve prestar contas a uma pessoa que tem mais autoridade.

O pastor, tipicamente, presta contas à sede denominacional, a outra igreja (muitas vezes chamada de “igreja mãe”), ou a um obreiro cristão influente a quem considera ter um posto mais elevado na pirâmide eclesiástica.

De modo que o “leigo” está “coberto” pelo pastor, e este, por sua vez, está “coberto” pela denominação, a igreja mãe, ou o obreiro cristão. Na medida que cada um presta contas a uma autoridade eclesiástica mais elevada, cada um está protegido (“coberto”) por essa autoridade. Esta é a idéia.

Este padrão de “cobertura-responsabilidade em prestar contas” se estende a todas as relações espirituais da igreja. E cada relação é modelada artificialmente para que encaixe neste padrão. É vedada qualquer relação fora disto – especialmente dos “leigos” com respeito aos “líderes”.

Mas esta maneira de pensar gera as seguintes perguntas: Quem cobre a igreja mãe? Quem cobre a sede denominacional? Quem cobre o obreiro cristão?

Alguns oferecem a fácil resposta de que Deus é quem cobre estas autoridades “mais elevadas”.

Mas esta resposta enlatada demanda outra questão: O que impede que Deus seja diretamente a “cobertura” dos “leigos”, ou mesmo do pastor?

Sem dúvida, o problema real com o modelo “Deus-denominação-clero-leigos” vai bem além da lógica incoerente e danosa a que esta conduz. O problema maior é que este modelo viola o espírito do Novo Testamento, porque por trás da retórica piedosa de “prover da responsabilidade de prestar contas” e de “ter uma cobertura”, surge ameaçador um sistema de governo que carece de sustento bíblico e que é impulsionado por um espírito de controle.

***

O ensino da cobertura espiritual se encaixa exatamente neste sentido que Frank Viola explicou acima. Seria uma espécie de "proteção espiritual" de líderes para com seus "controlados" membros da igreja. Quem estiver debaixo da cobertura, supostamente estará protegido de ataques do maligno, de doenças, de crises financeiras, etc. Ao contrário, quem ousará ir contra sua própria “cobertura espiritual”, aquele que é “autoridade espiritual” sobre sua própria vida? Vejam só a gravidade do problema, é aí que começa a manipulação eclesiástica que (também) tem contribuído para desistências congregacionais de pessoas.

O referido Bispo erra em afirmar que o crente tem que estar debaixo de uma cobertura para se proteger, pois com isso ele nega a responsabilidade individual de cada um perante seus atos (Rm 14:12), e o pior, condiciona um poder de proteção espiritual para ele próprio, proteção esta que só Jesus pode nos dar. O Bispo afirma que "o agir de Jesus" no crente está condicionado ao mesmo estar debaixo da cobertura deles. Um absurdo! Onde está isso na Bíblia?

Se alguém pecar, não vai ser uma "cobertura" que vai livrar esta pessoa das consequências de seu pecado. E também não vai ser uma "cobertura eclesiástica" que vai livrar o Cristão da "contaminação do mundo". A santificação do Cristão agora depende de cobertura espiritual? Absolutamente não!

Este ensino escraviza e acomoda o Cristão a uma falsa proteção de líderes que, na verdade estão interessados em somente controlar e manipular os membros de suas mega-congregações. É Deus quem nos guarda e protege e não um líder eclesiástico com sua falsa doutrina de "cobertura de controle".

O referido Bispo, abusando de sua teologia distorcida, erra também na afirmação de que nas igrejas existem "autoridades delegadas" que seriam os líderes eclesiásticos. O mesmo cita Romanos 13 para averbar sua colocação de que o Cristão deve se submeter as "autoridades delegadas por Deus".

Claro que temos obrigação de nos submeter às autoridades, conforme esta passagem nos mostra, porém estas autoridades citadas em Romanos de maneira alguma são os líderes eclesiásticos!

Romanos 13, pelo contexto, é direcionado especificamente as “autoridades governamentais e jurídicas”. Não há evidência, nem margem exegética nenhuma para afirmar que “também” é direcionada a “autoridade eclesiástica”. Quem afirmar o contrário estará torcendo o texto sem seguir o contexto, desrespeitando assim as regras de exegese e hermenêutica!

Para se ter uma idéia desta tamanha distorção, Jesus foi bem categórico quando falou sobre este mesmo assunto:

"Então, Jesus, chamando-os, disse: Sabeis que os governadores dos povos os dominam e que os maiorais exercem autoridade sobre eles. Não é assim entre vós; pelo contrário, quem quiser tornar-se grande entre vós, será esse o que vos sirva; e quem quiser ser o primeiro entre vós será vosso servo; tal como o Filho do Homem, que não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate por muitos.” Mt 20:25-28 (Grifo meu).

Nesta passagem, a Bíblia nos narra quando a mulher de Zebedeu - mãe de Tiago e João - veio até Jesus com seus filhos para pedir que colocasse em seu reino os mesmos em posição de honra e autoridade ao lado direito e esquerdo de Cristo(vs 21). Porém, Jesus foi categórico com eles, como podemos constatar nos versos seguintes.

Será que Paulo em Romanos estaria se contradizendo com JESUS sobre o tema? Será que realmente existem crentes que são “autoridades superiores” perante outros crentes na igreja? Com certeza não! Quem se contradiz são aqueles que afirmam que Rm 13 é direcionado também para a autoridade eclesiástica. Não existe base bíblica neotestamentária para que um crente tenha autoridade espiritual sobre outro crente. Isso é invenção de líderes dominadores que querem manipular e controlar o rebanho da Igreja de Cristo.

A única “autoridade espiritual” que existe na igreja perante os crentes é JESUS. A Bíblia diz em Mt 28:18 “Toda autoridade me foi dada no céu e sobre a terra. (grifo meu)

Jesus é o cabeça do corpo de Cristo, nós todos somos os membros. Nenhum membro do corpo pode exercer superioridade através de autoridade espiritual a outro membro, somente o cabeça (que é Cristo) é que controla todo o corpo. É assim na igreja. Jesus tem autoridade sobre toda a igreja. Todo crente que estiver em Cristo tem a mesma autoridade espiritual que é concedida através de Jesus (1Pe 2:9). O véu foi rasgado, todos nós temos acesso. A unção é a mesma, a autoridade é a mesma, o acesso ao Pai é igual para todos! (Veja 1 Co 12).

A igreja com certeza é uma instituição organizada que foi estabelecida por Cristo, pois sabemos que existem dons e ministérios necessários para a edificação e organização da congregação. Sabemos também que algumas funções têm como objetivo de liderar e coordenar a igreja. Se não fosse assim, teríamos uma verdadeira baderna, e o culto ao a Deus com decência e ordem, não seria possível. Porém, nenhum desses dons autentica o direito de ser “autoridade espiritual” sobre os demais crentes.

É importante colocar que não devemos confundir a “autoridade” de Romanos 13 com a “obediência e submissão” de Hebreus 13:17, vejamos:

Obedecei aos vossos guias e sede submissos para com eles; pois velam por vossa alma, como quem deve prestar contas, para que façam isto com alegria e não gemendo; porque isto não aproveita a vós outros”. Hb 13:17 (grifo meu)

Analisando esta passagem:

Obedecei = deixar-se guiar / submeter-se

Submisso (vocábulo "submeter") = grego: hupotaso = sujeição voluntária / obediente / respeitoso / sujeito.

Repare agora na diferença etimológica comparando-se à palavra “autoridade” citada em Rm 13:

Autoridade = poder de mandar / domínio / poder público. (dicionário Aurélio).

Termo grego para autoridade: Exousia = deriva da palavra exestin, que significa uma ação possível e legítima que pode ser levada a cabo sem obstáculo.

Frank Viola comentou sobre esta questão também:

- A autoridade (exousia) relaciona-se com manifestação e comunicação de poder. Mais especificamente, a autoridade é o direito de realizar uma ação particular. A Escritura ensina que Deus é a fonte única de toda autoridade (Rom. 13.1), e esta autoridade foi conferida à Seu Filho (Mat. 28:18; João 3:30-36; 17:2).

Apenas Jesus Cristo tem autoridade. O Senhor Jesus disse claramente, “Toda autoridade me foi dada no céu e sobre a terra”. Ao mesmo tempo, Deus delegou Sua autoridade aos homens e mulheres deste mundo para propósitos específicos.

Por exemplo, na ordem natural, Deus instituiu diversas esferas onde Sua autoridade deve ser exercida (Efésios 5:22-6:18; Col. 3:18-25). Estabeleceu certas “autoridades oficiais” com o propósito da preservação da ordem sob o sol. Aos oficiais governamentais, como reis, magistrados e juízes, foi dada esta autoridade (João 19:10, 11; Rom. 13:1 ss.; 1 Tim. 2:2; 1 Ped. 2:13-14).

A autoridade oficial é autoridade conferida a um oficio estático. Funciona independente das ações da pessoa que a ocupa. A autoridade oficial é autoridade posicional e fixa. Enquanto a pessoa ocupar o cargo, tem autoridade.

Quando alguém exerce as funções de autoridade, o recipiente chega a ser “uma autoridade” por seu próprio direito. É por esta razão que se exorta aos cristãos que se sujeitem aos líderes governamentais – não importando seu caráter (Rom. 13:1; 1 Ped. 2:13-19).

Nosso Senhor Jesus, assim como Paulo, mostraram espírito de sujeição quando compareceram ante a autoridade oficial (Mat. 26:63-64; Atos 23:2-5). De maneira similar, devemos sempre nos sujeitar a esta autoridade. A ausência de lei e o desprezo pela autoridade são sinais de uma natureza pecadora (2 Ped. 2:10; Judas 8). Ao mesmo tempo, a sujeição e a obediência são duas coisas bem diferentes, e é um erro fatal confundi-las.

Sujeição Versus Obediência.

Em que difere a sujeição da obediência? A sujeição é uma atitude. A obediência é uma ação. A sujeição é absoluta. A obediência é relativa. A sujeição é incondicional. A obediência é condicional. A sujeição é um assunto interior. A obediência é um assunto exterior.

Deus nos convoca a ter um espírito de humilde sujeição diante daqueles que Ele colocou em autoridade sobre nós na ordem natural. Contudo, não podemos obedecer-los se nos mandam fazer o que viola Sua vontade, porque a autoridade de Deus é maior que qualquer autoridade terrena.

Não obstante, você pode desobedecer enquanto se submete. Pode desobedecer a uma autoridade terrena mantendo um espírito de humilde sujeição. Pode desobedecer e ao mesmo tempo manter uma atitude de respeito e reverencia distinto do espírito de rebelião, injuria e subversão (1 Tim. 2:1-2; 2 Ped. 2:10; Judas 8).

A desobediência das parteiras hebréias (Ex. 1:17), os três jovens hebreus (Dn. 3:17-18), Daniel (Dn. 6:8-10), e os apóstolos (Atos 4:18-20; 5:27-29) exemplificam o principio de estar sujeito a uma autoridade oficial ao mesmo tempo em que desobedece quando esta se choca com a vontade de Deus.

Se Deus estabelece autoridade oficial para operar na ordem natural, ele não instituiu este tipo de autoridade na igreja. É por essa razão que os líderes eclesiásticos silenciam diante dos argumentos de Paulo na esfera da autoridade em Efésios 5-6 e Colossenses 3.

Deus dá autoridade (exousia) aos crentes para exercer certos direitos. Entre eles está a autoridade (exousia) de serem feitos filhos de Deus (João 1:12), possuir propriedades (Atos 5:4), decidir casar-se ou não (1 Cor. 7:37), decidir o que comer ou beber (1 Cor. 8:9), curar enfermidades (Mar. 3:15), expulsar demônios (Mat. 10:1; Mar. 6:7; Luc. 9:1; 10:19), edificar a igreja (2 Cor. 10:8; 13:10), receber bênçãos especiais associadas a certos ministérios (1 Cor. 9:4-18; 2 Tes. 3:8-9), ter autoridade sobre as nações e comer da árvore da vida no reino futuro (Ap. 2:26; 22:14).

Mas em nenhuma parte a Bíblia ensina que Deus deu autoridade (exousia) aos crentes sobre outros crentes!

Recordemos a palavra de nosso Senhor em Mateus 20:25-26 e Lucas 22:25-26 onde condena as formas de autoridade tipo exousia entre seus seguidores. Este fato deve ser motivo para uma séria reflexão.

Portanto, sugerir que os líderes na igreja devem exercer o mesmo tipo de autoridade que os dignitários representa logicamente um salto e uma excessiva generalização. Uma vez mais, o NT nunca vincula a exousia aos líderes da igreja, nem estabelece que alguns crentes tenham exousia sobre outros crentes.

Sem dúvida, o AT descreve os profetas, sacerdotes, reis e juízes, como autoridades oficiais. Isto se deve ao fato destes “ofícios” serem sombras da autoridade ministerial do próprio Jesus Cristo. Cristo é o verdadeiro Profeta, Sacerdote, Rei e Juiz. Mas no NT nunca encontramos qualquer passagem que descreva ou represente algum líder enquanto autoridade oficial. Isto inclui os guardiões locais, assim como aos obreiros de fora.

Para ser franco, a noção de que os cristãos têm autoridade sobre outros cristãos é um exemplo de exegese forçada e, como tal, é biblicamente insustentável. Quando os líderes da igreja exercem o mesmo tipo de autoridade que desempenham os oficiais governamentais, tornam-se usurpadores!

Certamente, a autoridade funciona na igreja, mas esta autoridade que funciona na ekklesia é notavelmente diferente da que se exerce na ordem natural. Isto faz sentido na medida em que a igreja não é uma organização humana, mas um organismo espiritual. A autoridade que opera na igreja não é oficial. É orgânica!

***

Nós devemos ter os nossos líderes e pastores de uma maneira respeitosa e submissa, no sentido de “deixar os mesmos nos guiar na Palavra e no ensino de Deus”. Devemos confiar com segurança que os mesmos são servos de Deus para cuidar, apascentar e ensinar a Igreja de Cristo e também para coordenar a igreja em sua forma funcional e organizacional. O Pastor merece honra, reconhecimento e respeito de todos da Igreja. Porém o líder também é humano, sujeito a erros e a pecados, bem como a exortação e repreensão.

Mas, jamais devemos ter nossos pastores ou líderes como se fossem superiores aos demais irmãos da igreja, como se os mesmos possuíssem “unção diferenciada” ou “poderes especiais”. Somos co-herdeiros em Cristo, o véu foi rasgado e temos acesso à vida através de Jesus, bem como a unção procede diretamente de Deus para todo o Corpo de Cristo. Temos todos a mesma unção e os mesmos direitos, não precisamos de nenhum “homem mediador” para ter acesso ao pai. O único mediador entre Deus e os homens é JESUS CRISTO!

Após refletir nesse artigo, chego a seguinte conclusão preliminar: porque as pessoas não querem mais ir à igreja? Um dos motivos é por causa dos líderes manipuladores que pregam distorções Bíblicas em benefício próprio.

No próximo artigo, darei continuidade sobre este assunto.

Soli Deo Gloria!

Ruy Marinho
Blog Bereianos
 
Bibliografia:
- Bíblia de estudo de Genebra
- Quem é a tua cobertura? - Frank Viola
- O Novo comentário da Bíblia – F.Davidson
- Romanos, Introdução e Comentário - F. F. Bruce
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terça-feira, 21 de setembro de 2010

Currais, pocilgas, galinheiros e cobertura espiritual

Há pouco estava conversando com um amigo que me relatou que um apóstolo de sua cidade, havia transformado sua igreja em um "curral eleitoral". Incomodado com isto, resolveu confrontar o apóstolo afirmando-lhe de que não era correto manipular o povo de Deus em detrimento a valores escusos. No entanto, para surpresa do meu amigo, o apóstolo respondeu dizendo: Eu faço curral, pocilga e galinheiro e tudo mais que a minha cobertura espiritual ordenar.

Caro leitor, se não bastasse o absurdo de fazer do povo de Deus massa de manobra, esse profeteiro do diabo acredita e dissemina doutrinas absolutamente antagônicas aos ensinos das Escrituras. Há pouco, Renê Terra nova afirmou que o motivo de João Batista ter sido decaptado  se deveu ao fato de ter duvidado da autoridade de Jesus,  introjetando sorrateiramente  sobre os seus liderados o falso ensino de que ele como patriarca apostólico não pode ser questionado, mesmo porque, se alguém o fizer sofrerá severas consequências espirituais.

Pois é,  para as igrejas que adotam o sistema de cobertura, o discipulo não pode fazer absolutamente nada sem a autorização do seu "discipulador". Nesta perspectiva, o pastor tem poder para determinar aquilo que o seu seguidor deve fazer. Sei de casos de pessoas que não podem mudar de casa sem que o pastor concorde, ou de outros que não podem vender absolutamente nada, sem que a autoridade espiritual aceite o fato. Além disso, é comum observarmos que os pastores em questão, usam do nome de Deus para decidir se o discípulo deve ou não namorar, se pode ou não ir para a praia, se deve ou não ter filhos, ou como deve se portar dentro de suas próprias casas. Tais lobos interferem na da vida comum do lar, intervindo na educação dos filhos ou até mesmo na vida sexual do casal.

Infelizmente tais homens,  ditadores da fé, têm feito do rebanho de Cristo sua propriedade particular.  Em estruturas como estas, é absolutamente comum exigir-se dos crentes, submissão total. Em tais comunidades, a vida cristã é regida exclusivamente por um sistema onde ditadura e arbitrariedade se misturam.

Para nossa vergonha, aqueles que porventura ousam opor-se a este estilo de liderança, sofrem sanções das mais estapafúrdias possíveis sendo chamados de rebeldes e tornando-se passíveis de punição, cuja consequência final é a exclusão e exposição pública.

Há pouco soube da história de uma moça que ao migrar de comunidade para outra foi amaldiçoada pelo pastor, que lhe disse que caso não se arrependesse e voltasse para a sua igreja morreria de câncer. Ora, por favor, pare e pense: Isso não parece macumba? Sinceramente em não consigo entender este evangelho pregado pelos lobos da fé. Infelizmente, em nome de Deus, tais pessoas rogam “pragas e desgraças” para aqueles que em algum momento da vida se contrapuseram a seus sonhos e vontade. Em certas igrejas a palavra “rebeldia” tem sido usada para todo aquele que foge dos caprichos fúteis de uma liderança enfatuada. Em tais comunidades, discordar do pastor quase que implica com que o nome seja colocado na “boca gospel do sapo”.

Se não bastasse esse grande imbróglio, os membros das comunidades despóticas vivem em constante estado de pavor, isto porque, em virtude do pânico impetrado pelos ditadores da fé, temem sofrer sanções espirituais, levando-os a uma vida cujo comportamento é quase que esquizofrênico.

Isto posto, sou obrigado a afirmar que a igreja evangélica mergulha em alta velocidade no buraco da sincretização, deixando pra trás valores, virtudes e princípios como afetividade, amor e respeito.

Amados, não nos esqueçamos que somos o povo Deus, nação santa, sacerdotes do Deus vivo. Na perspectiva do reino, todos absolutamente TODOS possuem acesso ao trono da graça não necessitando assim criar estruturas monárquicas fundamentadas em experiências muitas das vezes esquizofrênicas e adoecedoras. Quero ressaltar que para nós cristãos, a essência da igreja resumi-se na maravilhosa verdade que nos ensina que fomos chamados para fora deste sistema perverso, ambíguo e separatista, e que agora, independente de classe, cor, posição social, reunimo-nos TODOS indistintamente em torno do Cristo nosso Senhor como a comunidade dos santos.

Soli Deo Gloria,

Renato Vargens
Fonte: Blog do Autor

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

QUEM CALA, CONSENTE!

Disse mais Davi: O SENHOR me livrou das garras do leão, e das do urso; ele me livrará da mão deste filisteu. Então disse Saul a Davi: Vai, e o SENHOR seja contigo. E Saul vestiu a Davi de suas vestes, e pôs-lhe sobre a cabeça um capacete de bronze; e o vestiu de uma couraça. E Davi cingiu a espada sobre as suas vestes, e começou a andar; porém nunca o havia experimentado; então disse Davi a Saul: Não posso andar com isto, pois nunca o experimentei. E Davi tirou aquilo de sobre si. 1Sm 17.37-39.

Ao que parece o Senhor ser com Davi não era suficiente para Saul. Diante das alegações que justificavam a liberação para o confronto com Golias era de se supor que o rapaz sabia se virar. Se Deus já era com ele, por que vestí-lo com a sua armadura? Se Davi nunca havia experimentado uma daquelas, por que, então, deixar-se vestir?

Há um conflito e uma tentativa natural de se agradar a gregos e troianos. O que os outros vão pensar é sempre o direcionador de vários comportamentos, inclusive da omissão. Aquilo poderia ter custado a vida de Davi. Durante os minutos em que se vestia daquela pesada armadura Golias poderia tê-lo golpeado fatalmente. Que tipo de risco você tem corrido por sua omissão?

Foi exatamente assim que nasceu o cristianismo romano. Alguém incrementou as "vestes de Saul" à sã doutrina e outro alguém permaneceu calado. Talvez por respeito, medo, insegurança... sei lá. Ídolos foram introduzidos juntamente com costumes pagãos levando aquela igreja à apostasia total. De igual maneira, o mesmo tem acontecido com o cristianismo moderno porque os "davis" estão se deixando vestir de toda sorte de artifícios carnais. Por quê? Porque se não você não prega mais na igreja? Porque se não seu nome não entrará mais na escala do louvor? Porque se não você morrerá como um diácono? Porque se não você nunca assumirá uma igreja grande? Porque você deve gratidão a "ele", pois, "ele" reconheceu seu ministério e seu chamado? Porque você quer ficar bem com a liderança? Porque você tem uma reputação a zelar? Porque você está prestes a receber um cargo importante e não vai estragar tudo logo agora?

Por que, Davi? Por quê?

O Reino de Deus é um Reino. A Obra de Deus é uma Obra. Não é uma empresa onde se é necessário utilizar os relacionamentos interpessoais para ser reconhecido. Maqueie a covardia chamando-a de submissão. Dê o nome que quiser para essa mornidão espiritual que lhe faz manter as coisas como elas estão, afinal, você não quer "se queimar"...  E assim uma multidão de ovelhas são tosquiadas culto a culto diante dos seus olhos. Alguém vai ter que pagar por isso! Você finge não saber da manipulação porque não quer se comprometer com a liderança. Sente o desconforto da armadura de Saul, entretanto, insiste em usá-la. Quem sabe já se acostumou com ela e, agora, é incapaz de tirá-la. Aviso: seus dias estão contados...

Ninguém tem maior amor do que este, de dar alguém a sua vida pelos seus amigos. Vós sereis meus amigos, se fizerdes o que eu vos mando. Jo 15.13-14.

O amor de Jesus é a razão de viver de um cristão. Nem amizades, nem o respeito, nem a fama, nem o status ministerial valem mais do que o Seu amor por mim e por você. Lamento muito pelos que promovem a armadura de Saul dizendo ser ela algo de Deus. Lamento mais ainda pelos que definham na sua cegueira e perderam o poder de reação se calando a respeito. Nada além do sangue de Jesus poderá nos levar para o céu. Ele nos amou sem que tivéssemos uma armadura real. Nada de nós requereu! Apenas nos amou. A quem devemos mais submissão do que a Ele? A quem devemos mais gratidão do que a Ele? Acorde enquanto ainda há tempo!!! Amigo dá a vida pelo o outro não faz ninguém de capacho! Amigo não lhe cobra favores! Não negocie o plano divino em sua vida com um rei passageiro e tão pequeno quanto você. 

Jesus Cristo, Rei dos reis! NEle há poder para nos libertar de toda armadura humana. A questão é quanto tempo mais você irá consentir com a operação do erro...

Quem cala, consente.

Por: Pregação dos Loucos

Crente Dodói

Entrando em Icônico, falaram e muitos creram. Mas a multidão se dividiu e formou-se um motim, e Paulo e outros irmão de fé fugiram para outra cidade.

Foram para Listra e Derbe, cidades de Licaônia, e ali pregavam o evangelho. Em seguida vieram uns judeus e apedrejaram a Paulo e o arrastaram para fora da cidade, cuidando que estava morto. Surraram tanto ele que ficou como morto, caído.

Sabem o que Paulo fez assim que se levantou, depois de ter apanhado tanto?

Foi no culto e pediu a cura para as suas doenças, para seus hematomas serem curados. Para que seus ossos fossem restaurados. Paulo orou para pedir a Deus remover a dor do seu corpo.

ELE NÃO FEZ ISSO!

Ele voltou aquela mesma cidade e fez muitos discípulos e logo depois disso foi os outros discípulos que estavam em outras cidades para confortar-los na fé.

SIM, dá pra acreditar??!! Ele não foi a um culto poderoso, nem a pediu a Deus ou aos irmãos que orassem por ele. Paulo também não disse: “Vejam como eu sofro, como eu sou coitadinho, vejam as minhas feridas, olhem os meus dodóis e meus hematomas pelo corpo inteiro”...

ELE FEZ ISSO:

“Confirmando os ânimos dos discípulos, exortando-os a permanecer na fé, pois que por muitas tribulações nos importa entrar no reino de Deus.” Atos 14:22

Texto base é todo o capítulo de Atos 14. Por incrível que pareça não existe apenas Atos 2 na sua Bíblia!

Abraço a todos, NELE que nos faz vencedores em TODAS as tribulações e por quem de fato vale a pena viver e morrer.

S. Limberger

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

A comida e o Reino

Por Wolfgang Simson

Os cristãos se encontravam para comer. Quase todas as vezes que Jesus ensinou pessoas, isso se dava no contexto de uma refeição, não raro em seus lares.

Com muita freqüência, o ensinamento se dava diretamente à mesa, durante a refeição, não apenas depois dela. Acontecia no meio da vida – cercada de crianças e hóspedes, não em um seminário organizado artificialmente.

Sob vários aspectos, a Igreja nos lares é uma comunhão de mesa, o lugar em que se toma uma refeição em conjunto. A santa ceia era uma refeição substancial com um significado simbólico, não uma refeição simbólica com um resultado substancial.

O Novo Testamento descreve os primeiros cristãos da seguinte forma: “Tomavam as suas refeições [em conjunto] com alegria e singeleza de coração” (Atos 2:46), o que seguramente deve ter sido uma experiência diária. Comer era um dos objetivos principais do encontro. “Quando vos reunirdes para comer, esperai uns pelos outros” (1Co. 11:33).

A comida não constitui o elemento central do Reino de Deus (Rm 14:7), porém, um elemento importante na expansão dele.

Fonte: Casas que Transformam o mundo, pp. 97-98 via: Revista Impacto # 60.
Via: Pão & Vinho

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

A "igreja" que matou Jesus

A igreja que matou Jesus preferiu conviver com um marginal e assassino do que com Jesus.
A igreja que matou Jesus também matou os profetas.
A igreja que matou Jesus era religiosa.
A igreja que matou Jesus convivia com Ele, mas não o conhecia.
A igreja que matou Jesus era hipócrita.
A igreja que matou Jesus fazia do templo e da Palavra, comércio.
A igreja que matou Jesus envolveu-se com a política da época.
Na igreja que matou Jesus havia podres e sujeiras.
Na igreja que matou Jesus a última palavra era dos poderosos, os santos sumo sacerdotes.
Na igreja que matou Jesus a comunhão era fingida. O amor, discursivo.

Os religiosos da igreja que matou Jesus diziam-se santos, vestiam-se adequadamente, davam o dízimo, mas estavam prontos a apedrejar a pecadora.
A igreja que matou Jesus foi a igreja dos cidadãos da alta sociedade judaica, mas se assegurou de manter os marginalizados à margem.
A igreja que matou Jesus não frutificava.
Na igreja que matou Jesus havia muita reverência – aos homens – , mas poucos homens-referência.
Na igreja que matou Jesus vivia-se uma verdade inventada, dogmática.
Na igreja que matou Jesus a misericórdia tinha preço “$”.
A igreja que matou Jesus cumpria a Lei, mas desconhecia a Graça.
A igreja que matou Jesus ignorava Sua voz, mas orava em voz alta.
A igreja que matou Jesus tinha tanta convicção em suas verdades que o mataram.
A igreja que matou Jesus nem chegou a ser chamada de Igreja, mas ainda existe.

Você a conhece?

Jéssica Mara

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

A benção da DESILUSÃO

Muitas pessoas buscam segurança na religião. Mas segurança, como uma forma de blindagem contra todos os percalços da vida é uma ilusão. E há muita gente iludida. Vendedores de ilusões não faltam, prometendo uma vida sem nenhum incidente, livramentos no último momento, uma vida realmente blindada. Como se Deus fosse um Super-Homem, sempre a aparecer no último momento para nos livrar a cara. Mas isso é uma ilusão.

Por isso é que é preciso se desiludir. Nesse caso, desiludir-se é uma coisa boa. Não é algo confortável, mas necessário e bom. Mas por não ser confortável, muitos preferem continuar na ilusão. Como aqueles que tiveram a opção de tomar a pílula vermelha e sair da Matrix (no célebre filme de mesmo nome), ou seja, sair do domínio de um mundo irreal, virtual e ilusório. Quem viu o filme, se lembra que alguns decidiram continuar num mundo de mentira. A pílula azul era para continuar na ilusão. A pílula vermelha significava a dolorosa caminhada do conhecimento e da maturidade.

Jesus não vende uma ilusão. Não doura a pílula, não escamoteia sua mensagem com meias palavras. As palavras de Jesus não têm absolutamente nada a ver com a ilusão que muitos procuram, de uma vida sem sobressaltos, rodeada de livramentos, sem enfermidade, sem acidentes, previsível. Ele não parece oferecer segurança para seus discípulos. Segurança existencial sim, mas não aquela segurança como garantia de uma vida absolutamente sem percalços. Ele disse: “No mundo tereis aflições”. Basta olhar. Basta ser um tantinho realista para perceber que a vida é cheia de sobressaltos. O chamado de Jesus é para uma caminhada em que se enfrenta corajosamente a vida em todas as suas dimensões. Eu sei, reconhecer isso dói. É como aquela pessoa que reluta em assumir-se adulta, porque a maturidade tem seus desafios, a criancice exige menos responsabilidades, mas é necessário encarar os fatos.

Para isso é preciso se desiludir. Abandonar a ilusão e encarar a realidade. Não é desencanto, que é o mesmo que desesperança. Mas desilusão, abandono de uma ilusão pueril, infantil, de negação da própria humanidade e da realidade da vida. Mas nunca desencanto, pelo contrário, só quando houver desilusão, ou seja, o abandono das ilusões, poderá haver um verdadeiro encantamento pela vida e uma verdadeira, madura, esperança em Cristo Jesus.

Por isso que há tanta gente desiludida, no mau sentido, com Deus. Na verdade sem nenhuma esperança mais em Deus. Porque lhe prometeram algo que nem Deus prometeu: uma vida blindada.

O convite de Jesus é para uma jornada de fé, em que enfrentamos a vida com coragem. O exemplo dele mesmo é retumbante, sendo Deus feito homem, enfrentou com coragem o calvário, a cruz. Ficamos, pois, num mundo sem garantia alguma? Não, há uma garantia maravilhosa para aqueles que decidem enfrentar corajosamente a vida, sem ilusões: a de que Ele estará conosco todos os dias, até o fim dos dias. E isso não é uma ilusão.

Márcio Rosa da Silva (Via Hermes C. Fernandes)
Título Original: Abandonando ilusões e encorajando-se para a vida!

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Evangélicos que não tem vergonha na cara!

Certo pastor famoso da Convenção Batista Brasileira disse: "Estamos vendo nascer uma geração descompromissada com a Palavra de Deus".
Em minha opinião, essa geração já nasceu, cresceu e tem sua prole - um bando de analfabetos em Bíblia, que deve atingir os 70% de todos os evangélicos, que mal sabem manusear a Bíblia (2 Timóteo 2:15), mas gastam horas com bate-papo na internet, conhecem o que rola no mundo das novelas como nenhuma Testemunha de Jeová conseguiria saber (por isso correm delas como um cachorrinho com seu rabo entre as pernas) e pessimamente sabem as doutrinas bíblicas fundamentais para o Cristianismo.

A falta de conhecimento bíblico é tão gritante que um pastor me disse: "Fernando, hoje uma de minhas professoras de Escola Bíblica Dominical me veio perguntar 'Quem foi Gênesis? '" Por uma questão de ética, nada comentei, mas como uma pessoa que faz uma pergunta tão absurda conseguiu ser professora da EBD?
Simples! Porque há evangélicos que sabem menos do que ela.

Outra vez, ao acompanhar um palestrante sobre o tema Como Identificar Uma Seita, este preletor percebeu que o nome da Igreja era muito parecido com o de uma seita unicista. Então, ele perguntou ao pastor: "Vocês são unicistas ou crêem na Trindade?" O Pastor respondeu: "Bom, esses assuntos é com minha esposa. Ela que sabe disso." Se você não acredita nisso, então creia!

O analfabetismo bíblico e doutrinário se deve a uma liderança incompetente que busca crescimento quantitativo, mas não qualitativo. E para ser sincero, igreja sem conhecimento bíblico deveria fechar suas portas ou criar vergonha na cara e criar contingências para o crescimento na fé baseado na intimidade com a Palavra de Deus.

Cristão que não conhece o básico da Bíblia é um péssimo cristão! "Mas ele é um cristão recém-convertido!" Ainda assim, ele se converteu a quem? Ele sabe dar uma razão para a sua fé? Foi batizado depois de umas aulinhas básicas e abandonado no processo de discipulado? Alguém o encoraja a ler a Bíblia?

Graças a essas bizarrices, não raro observam-se as pérolas entre aqueles que dizem ter aceitado Jesus, mas jamais cresceram na fé.
Por quê? Porque não lêem a Bíblia. Não a estudam. Não se interessam em aprender mais. Vão às suas igrejas para participarem do Oba-Oba, desde o póroró até os "glórias a Deus" dados totalmente fora de contexto.

Meses atrás, perguntei numa palestra intitulada "O Perfil das Seitas": Somos salvos pela graça por meio da fé, por meio de obras, ou por meio da fé e de obras? O pastor levantou a mão e disse: Somos salvos pelas obras.
Posso pensar? Isso não é igreja emergente, mas IMERGENTE.
É uma igreja que afunda condenada ao fracasso espiritual.

Por não conhecer a Palavra, um "crente" pode fazer as maiores bobagens, e achar que tudo está bem. E pelo amor de Deus, se você lê regularmente o meu blog, mas não lê a Bíblia, faça-me um favor: Tome vergonha na cara!Tenha respeito e gratidão pelo que Deus nos ensina em sua Palavra, a Bíblia. Ou assuma que jamais se converteu, porque para mim se um evangélico diz não tem tempo para lê-la, como se Eclesiastes 3:1 fosse uma inverdade divina em sua vida, nunca se converteu!
Eu não admito que um crente verdadeiro não leia a Bíblia. Se você sentiu um puxão de orelha, e promete a Deus que lerá este livro incomparável, repleto da sabedoria divina [apesar das suas dificuldades de interpretação], então você reconhece que estava fraco e estagnado na fé, e agora desejará crescer na fé, como um cristão fiel a Deus.

Faça da leitura da Bíblia um hábito e torne-se parte dos verdadeiros cristãos que se alimentam constantemente do conhecimento de Deus. Espero que ninguém precise ver duas moscas fazendo amor para se lembrar de ler a Bíblia.

Fernando Galli

domingo, 12 de setembro de 2010

Vê se não espalha, hein...A Graça da Discrição

Desde pequenos, somos acostumados a buscar cativar a atenção dos nossos pais através de nossas estripulias. Queremos atenção! Não aceitamos outro lugar que não seja o “centro do Universo”. Todos os olhares têm que se estar voltados para nós. Porém, descobrimos que não somos os únicos a disputar esse lugar de primazia. Surge, então, o espírito competitivo.

A criança grita, esperneia, vira cambalhota, põe fogo no colchão, tudo para roubar a atenção que os pais estão dando a seu irmão menor. Este espírito competitivo vai nos seguir a vida inteira. Seja no ambiente profissional, familiar, acadêmico, e, por incrível que pareça, até no ambiente da igreja.

Uns acreditam que a maneira mais eficiente de chamar a atenção é despertando pena nos demais. Esses estão sempre se queixando da vida. Alimentam sua carência com os olhares complacentes dos outros. Sua sina é ser vítima.

Outros acreditam que seja mais eficiente chamar a atenção se envolvendo em peripécias. Esses alimentam sua carência através dos conselhos inúteis e das críticas incessantes ao seu estilo de vida. O que lhes satisfaz é ser vilão.

Há os que tentam chamar a atenção para si através de suas boas obras. E o ambiente eclesiástico é muito propício a isso. Jesus denunciou os fariseus que pagavam alguém para tocar a trombeta enquanto davam esmolas. Queriam que todos notassem o quanto eram bons. Esses são os que almejam o papel de herói. Não pelo heroismo em si, mas pelo glamour que só os protagonistas experimentam.

Nos círculos mais místicos, como os pentecostais, muitos buscam chamar a atenção para si através de uma hiper-espiritualidade. Nesses ambientes, geralmente se mede a espiritualidade das pessoas pelo volume da voz enquanto falam em línguas ou glorificam a Deus.

A graça rompe com tudo isso!

O que alimenta a competitividade é o fato de acharmos que só seremos aceitos se fizermos por onde, se nos adequarmos às expectativas das pessoas do grupo. Mas quando descobrimos que Deus nos aceita a despeito de nosso merecimento, tal ciclo é rompido.

Já não temos que provar nada pra ninguém.

Somos livres para sermos aquilo para o qual fomos criados, sem nos preocupar em dar explicações.

Nosso objetivo já não é impressionar quem quer que seja, mas simplesmente servir e amar despretensiosamente.

E quanto mais nos livramos do jugo das expectativas humanas, mas deixamos livres as pessoas ao nosso redor.

Encerram-se as disputas e as comparações. Ninguém mais faz questão de ter a razão em tudo. Somos livres para amar e acolher, e sermos amados e acolhidos.

Só a graça promove um ambiente saudável onde os indivíduos possam crescer espiritual e emocionalmente.

Por não termos mais o que provar a ninguém, preferimos a discrição. Em vez de pagar um trombeteiro para chamar a atenção para nossas boas obras, preferimos praticar o que Jesus recomendou: Dar com a mão direita, sem que a esquerda saiba.


Em: Genizah

sábado, 11 de setembro de 2010

Expomamom 2010 - o primeiro vídeo

Por: Vera Brito

Confesso que, desde que começamos com os protestos silenciosos a cerca de um ano, volta e meia me surgiam dúvidas sobre se o que estava fazendo era o certo. Talvez balançada por muitas das críticas negativas que recebemos nesse período, temia estar pregando algo errado.

Porém, o vídeo abaixo mais uma vez renovou minhas forças, ao mostrar que não são apenas uns poucos blogueiros que buscam uma volta às raízes do Evangelho. Nos depoimentos tomados pelo Pablo Silva na entrada do culto inaugural da Expocristã 2010, vemos que o clamor pelo Evangelho puro e simples de Jesus parte de todos os lados, dos anônimos e de grandes lideranças evangélicas.

E é assim que tem que ser. O Espírito Santo age soprando Sua vontade em várias direções, e uma revelação só é verdadeira se pode ser confirmada por várias pessoas. Os depoimentos mostram que ainda há um remanescente contrário à mercantilização da fé. Como bem disse o Pablo Silva, há vários Daniéis presos nas Babilônias gospel.

Assista ao vídeo e tire sua própria conclusão.

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Família: A boa semente da Igreja

A base de um entendimento sólido sobre iniciar uma igreja deve estar focado na questão “fluir naturalmente”. Uma vez que se esteja consciente de que a igreja não é uma organização, mas sim um organismo, o processo deve simplesmente acontecer.

Obviamente o ápice da igreja de Cristo resume-se na família. Jesus reconquistou para todos nós o direito de outra vez fazermos parte da família de Deus. Nele foi nos dado o direito de sermos feitos filhos de Deus. O que quero dizer é que Deus colocou na família tudo o que é necessário para iniciar sua igreja. A boa semente da igreja está dentro da família. Não é por acaso encontrarmos tanta destruição em meio as famílias na nossa geração. A família é um alvo do diabo, uma vez que ele consiga destruí-la ele está literalmente destruindo a igreja e consequentemente uma cidade, uma nação.

Jesus disse: Onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome ali Eu estarei. Observe que uma família começa com duas pessoas. Homem e mulher, que quando se unem se tornam uma só carne. Um jovem casal que se dedica ao aprendizado e a obedecer a vontade de Deus naturalmente começaram uma igreja. Logo virão os filhos e então pais sábios ensinarão estas crianças no caminho em que devem andar. Consegue ver o plano de Deus para a Sua igreja acontecendo naturalmente dentro de uma família?

Obviamente que a sua conduta e o seu testemunho deve atrair a atenção de outras pessoas que se relacionam com você. É natural você gerar amizades e convidá-los para um almoço no final de semana não é? Logo, com esta mesma naturalidade vocês podem em meio ao almoço, ou mesmo descontraídos na sala, ou no quintal (enquanto o banquete está sendo preparado) estarem conversando e testemunhando sobre sua fé. Isso é a igreja fluindo naturalmente, onde a vida acontece.

Talvez você diga que não tem muito conhecimento da bíblia, mas isso é fácil de resolver: dedique-se a leitura e ao aprendizado e O Espírito Santo vai te ajudar. Ou quem sabe você conhece algum irmão que tem mais conhecimento que você, que é mais experimentado que você e neste caso se você realmente identifica Cristo na vida desta pessoa, procure aprender juntos, ouvir o Espírito Santo juntos. Desta forma os dons do Espírito Santo repartido entre vocês será reconhecido naturalmente.

Ninguém precisa ter um título de mestre, pastor, evangelista ou profeta: aqueles que receberam estes dons serão reconhecidos naturalmente pelos demais. Até porque para a igreja reconhecer um pastor por exemplo é preciso passar tempo com ele, conviver com ele, num nível de comunhão bastante estreita – não basta a pessoa cair de paraquedas com um diploma no bolso, uma carta de recomendação, ou coisa deste tipo.

Um pai de família não precisa necessariamente ser um pastor para ser igreja junto a sua esposa e filhos. Por outro lado qualquer pessoa com pouca ou quase nenhuma experiência (vivida) terá dificuldade para ser reconhecida pelos demais irmãos como sendo alguém apto a função de pastor. Estar compartilhando da palavra de Deus a nível de ensino e discipulado não se trata de somente adquirir conhecimento da letra é preciso que o tal tenha experiência de vida com Deus e isso leva tempo e é bem por isso que a bíblia chama, o que hoje conhecemos por pastor, de ancião, homens vividos e experimentados na fé, aptos a dar conselhos seguros aos mais novos.

Bem, leia o livro de Atos e você logo vai perceber a igreja acontecendo de casa em casa. A razão para isso? A casa é o habitat natural da família, ali encontramos o nível de comunhão necessária para que a igreja aconteça na sua essência.

Que a benção do Senhor Jesus esteja presente na igreja que se reúne em sua casa.

Fonte: [Começar uma igreja] Via: [Pão & Vinho]

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

TESTEMUNHO - EX VICE-PRESIDENTE MINISTERIAL

irmão Maicon - Joinville - Santa Catarina
Olá a todos os irmãos,

Quem vos fala é o Pastor Maicon homem separado e agraciado por Deus para levar as boas novas, ungido pelo ministério local diante da cúpula dos homens ungidos de Deus, apresentado e consagrado diante do povo a qual dirige o rebanho, líder incontestável, impondo sempre ao povo o agraciamento de Deus para orações poderosas, exorcismo de nível superior, palavras reveladas, quase um semideus, pessoas se reportam a mim como se eu fosse o mediador entre Deus e os homens, todos querem almoçar comigo e estar perto de mim, tido como o grande homem de Deus. "QUE MARAVILHA!".

Sete anos nesta situação, agora me converti ao evangelho de Cristo, tudo mudou,abri mão de ser pastor vice presidente do ministério,abri mão de uma ajuda de custo mensal,abri mão de uma promessa de salário que me deixaria integral na obra"tempo livre, essa é a verdade",e estou sendo caluniado como herege,para viver a simplicidade do evangelho maravilhoso do nosso Senhor Jesus.

Comecei a estudar a Bíblia profundamente, dentro de mim começou a gerar muitos questionamentos acerca das nossas doutrinas, dos nossos ensinos, de tudo aquilo que eu havia aprendido, porque eu cria nisso, ou naquilo e comecei a buscar informação na Bíblia. A primeira coisa que fiz foi tirar os óculos da religião para entender a palavra,pois doze anos crente havia engolido todas as regras dentro da instituição chamada por engano de "igreja".Nunca havia questionado,apenas obedecido as regras,mas agora eu ansiava definições claras da minha fé e não poderia ser por meio da instituição e sim por meio do evangelho de Cristo,primeiro foi a questão do dízimo tão difundido no meio cristão como forma de explorar as pessoas leigas e simples,e que pela luz do evangelho está muito claro que isso não é para o nosso tempo,creio que quando alguém se converti ela entrega o seu tudo a Deus para agradar ao Senhor por amor e não por medo de ser amaldiçoado.

Outro ponto foi o título de pastor mediante ao cursinho teológico e um diplominha para colocar na parede, em estudos da Bíblia entendi ao ler calmamente que essas funções são dons de Deus e não títulos e que apenas foi dado ao homem à autoridade de fazer discípulos e não pastores, apóstolos... E aí vai, Jesus disse em Mateus "vós sois todos irmãos” no mesmo nível, nenhum mais especial que o outro, mas quando você carrega o título, diga-se de passagem, o seu Ego fica muito feliz, o orgulho, o poder gerado por isso, as pessoas respeitando você com se você fosse o queridinho de Deus, o perfeito, o intimo do Pai. Para o homem natural é muito bom e te leva apenas a um caminho "A MORTE”, como diz em provérbio "a caminhos que para o homem parece direito, mas o final deles é caminho de morte" entendi também acerca do templo ao qual tínhamos como casa de Deus, o sagrado, o lugar santo, com utensílios santos e tudo mais, na verdade tudo é vaidade, investíamos muita grana na construção, na manutenção, na compra de terrenos, estávamos focados nisso enquanto muitos irmãos perto de nós passando fome, necessidade, dizíamos ainda ao irmão: Deus vai te abençoar querido, você vai sair dessa, eu creio! Há! Como estávamos cegos e errantes, eu acho que nós queríamos mostrar a outras "igrejas” que nós éramos melhores, mais estruturados, na verdade estávamos competindo.

Sinto vergonha por passar tanto tempo cego, egoísta, hipócrita. Somente a misericórdia do Senhor nosso Deus e a graça do nosso Cristo Jesus para nos libertar do sistema do mundo, outra questão foi o porquê de nós darmos nome ao templo, eu acho que era uma forma de diferenciarmos dos outros concorrentes, pois de forma alguma íamos fazer um cliente novo e mandar para o concorrente, não somos loucos de fazer isso. Entendi pela luz do evangelho que Paulo repreendeu o povo quando este dizia "eu sou de Paulo, outro, eu de Apolo, outro, eu de Cefas, outro, eu de Cristo, Paulo disse: Está Cristo dividido, ou foi Paulo crucificados por vós. Está muito claro não, é a realidade das instituições religiosas de hoje que se dizem estar seguindo a Cristo fielmente. Cristo em oração disse: Pai que eles sejam um,assim como Eu sou um Contigo,hoje estamos todos divididos trabalhando pelo mesmo reino, que irônico, pois a Bíblia diz que o reino dividido não subsiste.

Amado leitor isso não é só, tem muito mais coisa, mas vamos deixar para a próxima. Mediante toda a esta verdade não poderia eu continuar a viver no meio deste farisaísmo,desta hipocrisia desenfreada,amados não critico com ira ou raiva essas pessoas,pois entendo que a venda da incredulidade ainda não caiu de seus olhos,e temos por responsabilidade orar por eles e influenciá-los de forma pacífica e com amor para que eles possam chegar ao pleno conhecimento da verdade do evangelho simples e maravilhoso de Cristo.Hoje estou com um trabalho em minha casa,onde recebo as pessoas,oramos,louvamos ao Senhor e estudamos a sua palavra juntos,faço visitas com os irmãos nas casas de pessoas que nos recebem para falarmos do evangelho e conduzi-los a Cristo.Que o amor do Pai,a graça de Cristo e a consolação do Espírito Santo estejam sobre vocês.

Autor [irmão Maicon]
Joinville, Santa Catarina

Jordânia volta a exportar água do lugar de batismo de Jesus Cristo

A Jordânia voltou a exportar água proveniente do local onde Jesus Cristo foi batizado, no leste do rio Jordão, um século depois de esta exportação ter sido suspensa, informou esta terça-feira um dirigente jordaniano.

O presidente do organismo governamental "Baptism Site" (Sítio do Batismo) Dai Madani, disse que "as empresas jordanas cumpriram com os requisitos para engarrafar e empacotar a água consagrada".
Madani acrescentou que, "por razões econômicas, a atividade deste negócio esteve limitada ao mercado interno, mas agora está a orientar-se para o mercado internacional, graças às alianças com empresas estrangeiras".

O responsável jordaniano sublinhou que passaram mais de 100 anos desde que há registro de vendas de água consagrada do Jordão ao estrangeiro.
“Temos imagens de arquivo, datadas de 1906, que mostram como se enchiam barris de madeira com a água do rio Jordão e se exportavam para os Estados Unidos (EUA) e a Europa, onde a água era utilizada para dar banho às crianças", acrescentou.

Com a derrota dos otomanos, que tinham o controlo do Jordão, e de outras zonas do Médio Oriente, o lugar do batismo de Cristo foi declarado zona militar e cancelada a exploração da água, antes do início da I Guerra Mundial (1914-1918).
Madani disse que a exportação de água já começou, destinada a EUA, Europa, México, Canadá e alguns países africanos.

Antes de serem exportadas, as garrafas são inspecionadas pelas autoridades jordanas e autorizadas pelas igrejas católicas e gregas.
O lugar do batismo, localizado a 50 quilômetros a oeste de Amã, é o lugar onde Jesus foi batizado por João Batista.
Em 2009, o papa Bento XVI deslocou-se a este lugar, durante a sua visita a locais de culto na Jordânia, Israel e Territórios Palestinos.

SIC/Notícias Cristãs

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

DEVEMOS JULGAR?

Caro visitante: Eis um texto grande, aliás muito grande e que para alguns "é um saco". Entretanto, para quem quer tirar as amarras da religiosidade sobre este tema sugiro que leia. Vai valer muiiiiiittttoooo a pena.

Um beijo santo!

Nestes últimos dias o que mais nos deparamos é as heresias que estão sendo pregadas em muitas igrejas por aí. A cada dia ficamos mais indignados com tamanha distorção Bíblica, o Evangelho genuíno está sendo deixado de lado e sendo trocado por uma “teologia popular” voltada ao misticismo, aos modismos, as falsificações bíblicas e fetiches populares. Apóstolos, pai-póstolos, gurus gospel tem surgido por aí trazendo um "outro evangelho". A palavra de Deus em sua essência é trocada por modismos, por hierarquias eclesiásticas, por dinheiro e por interesses particulares destes "super crentes". São tantos "chofás proféticos" que não aguento mais tanta barulheira. É tanto "mantra gospel" que meus ouvidos já estão estourando, é tanto ré-plé-plé que meu senso de racionalidade clama por socorro! Quebra de maldições hereditárias onde o crente nunca se converte de verdade, seções de descarrego, sabonetes de arruda, rosa ungida, sal grosso... é tanto "copo d'agua consagrado" que dá até vontade de ir ao banheiro. Unções especiais, urros, gritos, histerias, regressões, encontros tremendos, pastores poderosos, super apóstolos.

Diante de tudo isso, muitos Cristãos infelizmente tem se calado para tanta heresia, pois existe um conceito errado de que não devemos julgar nada, que não é o nosso papel estar julgando o que ocorre com estas pessoas, principalmente se vamos falar de algum “líder” que esteja em um comportamento que vai contra as escrituras. Resumindo, querem nos calar mesmo! Já não bastasse a perseguição contra os Cristãos que hoje em dia ocorre em muitos lugares no mundo, inclusive no Brasil, ainda temos que aguentar a distorção bíblica de que jamais deveremos abrir a boca de pastor x, apóstolo y, pois são os "ungidos de Deus". Nestes ninguém fala, até Davi foi repreendido pelo profeta Natan, mas estes líderes contemporâneos não podem ser repreendidos por algum erro ou heresia. É proibido pensar, é proibido julgar! Muitas mentes estão sendo cauterizadas por esta "nova doutrina".

Existem algumas passagens Bíblicas que muitos Cristãos têm interpretado erroneamente a respeito de julgamento. Meu compromisso nesta postagem é desmistificar e esclarecer ao Povo de Deus de que não devemos nos calar jamais, pelo contrário, devemos por obrigação exortar e lutar pelo Evangelho genuíno de Cristo, afinal, quem ama luta pela verdade, pois "O amor não se alegra com a injustiça, mas regozija-se com a verdade". (1 Co 13:6).

A primeira passagem Biblica a ser analisada é talvez a mais usada para afirmar que nunca devemos julgar ninguém que esteja praticando e difundindo um erro ou algo que vai contra as Escrituras. Esta passagem é Mateus 7:1

“Não julgueis, para que não sejais julgados.”

Em primeiro lugar deixo claro que aqui JESUS claramente proíbe o julgamento. Mas a grande questão é se JESUS proíbe qualquer julgamento ou somente certo tipo de julgamento. O versículo 1 por si mesmo não nos dá uma resposta para esta pergunta. Por isso temos que aplicar uma regra fundamental para poder interpretar a Biblia. Analisar sempre o contexto da passagem citada para poder saber de que se trata a mesma, pois sabemos que texto fora de contexto é um pré-texto para formar até mesmo uma heresia.

Aqueles que citam esta passagem isoladamente para dizer que não devemos julgar ninguém e ser tolerante estão gravemente equivocados.

Para sabermos de que tipo de Julgamento JESUS proibiu nesta passagem vamos analisar o contexto:

“Pois, com o critério com que julgardes, sereis julgados; e, com a medida com que tiverdes medido, vos medirão também. Por que vês tu o argueiro no olho de teu irmão, porém não reparas na trave que está no teu próprio? Ou como dirás a teu irmão: Deixa-me tirar o argueiro do teu olho, quando tens a trave no teu? Hipócrita! Tira primeiro a trave do teu olho e, então, verás claramente para tirar o argueiro do olho de teu irmão” Mt 7:2-5

Analisando o contexto podemos ver claramente que JESUS proíbe especificamente o “julgamento hipócrita”. Jesus diz aos judeus no versículo 1 que eles não devem julgar. No versículo 2, ele dá a razão pela qual eles não devem julgar: o padrão que eles usam para julgar os outros será o mesmo padrão que os outros usarão para julgá-los. Eles não devem ignorar seus próprios pecados, enquanto condenando os mesmos pecados nos outros. Fazer isto é julgar com um “padrão Duplo”, ou seja, julgar hipocritamente.

Não é hipócrita condenar o irmão por uma pequena falta, ou mesmo tentar ajudá-lo a sobrepujá-la, quando você mesmo é culpado de uma falta maior? Esta é a grande questão que JESUS estava colocando diante do povo nesta passagem.

Note que o pecado dos dois pecadores (a pessoa e seu irmão) é o mesmo em dois respeitos. Primeiro, é o mesmo em natureza: em ambos os casos um pedaço de madeira estava no olho da pessoa. Segundo, ambos estão atualmente pecando: o pedaço de madeira estava no olho deles naquele momento. A diferença entre as suas faltas é somente uma de tamanho: um pedaço é pequeno, e o outro é grande. É hipocrisia alguém cujo pecado é maior condenar alguém cujo pecado é menor, sendo em ambos os casos o mesmo tipo de pecado (vs 5). Em outras palavras, uma mulher que está abortando um feto de oito meses não está na posição de repreender um homem que mata um caixa de banco, e o homossexual não está na posição de criticar infidelidades num casamento homossexual!

Mateus 7:1, de acordo com o seu contexto, não proíbe todo julgamento e intolerância, mas somente o julgamento e intolerância hipócrita. De fato, ele requer de nós que, após nos arrependermos dos nossos próprios pecados, condenemos o pecado do irmão como pecado, e ajudemo-lo a se voltar dele.

“tira primeiro a trave do teu olho” , diz Jesus, “e então, verás claramente para tirar o argueiro do olho de teu irmão”. Mt 7:5

Jesus ordena uma intolerância genuína, e não hipócrita, do pecado que o irmão comete.

Outra passagem bastante utilizada é João 8:7-11. O contexto é a história da mulher que foi pega no próprio ato de adultério e trazida a Jesus pelos escribas e fariseus. No versículo 7, Jesus diz aos escribas e fariseus: “Aquele que dentre vós estiver sem pecado seja o primeiro que lhe atire pedra”. No versículo 11 ele fala para a mulher: “Nem eu tampouco te condeno; vai e não peques mais”. Os defensores da tolerância usam estas palavras para argumentar que ninguém deveria condenar outras pessoas, pois não é melhor que elas.

Embora explicaremos o que significa julgar em maior detalhe mais tarde, estendamos por ora que, quando alguém julga, ela dá um veredicto: Culpado ou inocente. Após ser julgada, a pessoa é sentenciada: A pessoa culpada é condenada (sentenciada ao castigo) e a inocente é liberta. O ponto é que julgar e condenar são duas coisas distintas, relacionadas, mas não idênticas.

Tendo isso em mente, note que Jesus de fato julga esta mulher, mas não a condena. Ao dizer-lhe “vai e não peques mais”, Jesus indica que ela tinha pecado. Em si mesma, a acusação dos fariseus estava correta, e Jesus julgou o pecado como sendo pecado. Isto mostra intolerância pela ação pecaminosa! Seguindo o exemplo de Jesus, devemos dizer aos pecadores que mostrem arrependimento genuíno não mais cometendo pecado.

Embora Jesus tenha julgado a mulher, ele não a condenou. Ela pode ir embora: ela não foi executada. O evangelho para o pecador penitente é:

“Portanto, agora, nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus.”­ ­Rm 8:1

Esta é a mensagem que Jesus dá à mulher; o próprio Jesus foi condenado por ela! Ele suportou o castigo que lhe era devido, para que ela pudesse ser livre!

A resposta de Jesus aos fariseus expõe o julgamento hipócrita deles no assunto (o propósito primário deles, certamente, não tinha nada a ver com a mulher; era pegar Jesus em suas próprias palavras. Todavia, Jesus sabia que os fariseus se orgulhavam da justiça própria deles, e respondeu à luz deste fato).

Os fariseus, Jesus Recorda-os, também eram culpados de pecado, e especificamente de adultério, quer físico ou no coração. Porque também não eram livres de pecado, também eram dignos de morte como ela. Assim, ao desejar saber que julgamento ela deveria ter recebido, eles revelaram sua própria hipocrisia e motivação errônea.

João 8:7 e 11 nos ensinam como tratar com outros que pecam. O versículo 11 nos ensina que devemos desejar o arrependimento do pecador; o versículo 7 nos ensina que não devemos fazer isso hipocritamente, nem com motivos errôneos ou de uma maneira imprópria. Contudo, a passagem não quer dizer que nunca devemos considerar as pessoas responsáveis por seus pecados ( isto é, julgar o pecado como sendo pecado).

Agora gostaria de colocar as passagens Bíblicas que nos ordenam julgar.

João 7:24

“Não julgueis segundo a aparência, e sim pela reta justiça”.

Outras passagens na Escritura nos ordenam positivamente a julgar. Uma passagem que nos diz isso claramente é esta citada acima. Ela se encontra no contexto da discussão de Jesus com os judeus que questionaram sua doutrina, e tinham-no acusado de ter um diabo (Jo 7:20) e de quebrar o dia do Sábado curando um homem (Jo 5:1-16). A eles Jesus diz: “Não julgueis segundo a aparência, e sim pela reta justiça”. Ao dizer “não julgueis”, Jesus não pretende proibir o julgamento como tal, mas proibir certo tipo de julgamento, como a parte positiva deste versículo deixa claro. Podemos julgar, mas quando o fizermos, devemos julgar justamente.

O julgamento exterior e superficial – isto é, julgar simplesmente sobre base do que parece ser o caso, sem conhecer todos os fatos – é um julgamento imprudente, injusto e sem discernimento, que é contrário ao nono mandamento da lei de Deus. Deus odeia tal julgamento. O Julgamento justo é feito usando a lei de Deus como o padrão pelo qual discernimos se o que parece ser é o caso é realmente o caso.

1 Co 5

1 Coríntios 5 é um capítulo importante com respeito ao dever positivo de julgar. Primeiro, no versículo 3 Paulo declara, sob a inspiração do Espírito, que ele tinha julgado um membro da igreja em Corinto que estava vivendo no pecado da fornicação. Seu julgamento foi “seja entregue [tal pessoa] a Satanás para destruição da carne, para que o espírito seja salvo no Dia do Senhor Jesus”. Este é um julgamento ousado da sua parte.

Segundo, nos versículos 9-13, Paulo lembra aos santos do seu dever de julgar as pessoas que estão dentro da igreja, quanto a se eles estão obedecendo ou não a lei de Deus. Aqueles que alegam ser cristãos e são membros da igreja, mas que são julgados como sendo impenitentemente desobedientes a qualquer mandamento da lei de Deus (vs 9-10), devem ser excluídos da comunhão da Igreja. Paulo, sob a inspiração do Espírito, diz para a igreja não tolerar pecadores impetinentes.

Outras passagens:

Outras passagens também indicam que é nossa responsabilidade julgar. Jesus pergunta às pessoas em Lucas 12:57: “E por que não julgais também por vós mesmos o que é justo?”. Jesus repreende os escribas e fariseus em Mateus 23:23 e Lucas 11:23, dizendo: “Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! Pois que dais o dízimo da hortelã, do endro e do cominho e desprezais o mais importante da lei, o juízo, a misericórdia e a fé; deveis, porém fazer essas coisas e não omitir aquelas”. Era o dever deles, de acordo com a lei, julgar – mas eles tinham falhado neste dever. Paulo orou para que o amor do filipenses “aumentasse mais e mais em pleno conhecimento e toda a percepção”. (Fl 1:9). Ele diz aos Corintos: “Falo como a criteriosos; julgai vós mesmos o que digo”. (1 Co 1:15).

Os cristãos são solicitados a examinar tudo e reter o bem (1 Ts 5:21). Eles também são obrigados a provar se os espíritos são de Deus: "Irmãos, não deis crédito a qualquer espírito; antes, provai os espíritos se procedem de Deus, porque muitos falsos profetas tem saído pelo mundo afora." (1 Jo 4:1)

Mesmo nas reuniões cristãs eles devem "julgar" o que ouvem: "Tratando-se de profetas, falem apenas dois ou três, e os outros julguem." (1 Co 14:29).

Os Crentes de Corinto receberam ordens para julgar imediatamente a imoralidade existente entre os seus membros (1 Co 5:1-8). Mesmo o estrangeiro de passagem não deve ser hospedado se for verificado que não se trata de uma pessoa alicerçada na verdadeira fé ( 2 Jo 10,11). E um anátema (maldição) deve ser proferido contra aqueles que apresentarem um tipo diferente de evangelho (Gl 1:9).


Conclusão:

Algumas passagens da Escritura parecem proibir o julgamento, enquanto outras claramente exigem isso. Estudando os contextos daquelas que parecem proibir o julgamento, descobrimos que o que é proibido não é realmente o julgamento em si, mas sim um tipo errôneo de julgamento. Deus odeia o julgamento hipócrita! Mas Deus ama o julgamento justo da parte dos seus filhos. Que ele ama isso é claro a partir do fato de ordenar que o pratiquemos, e de ter dado sua lei como um padrão pelo qual podemos cumprir tal mandamento.

Portanto, é dever de todo Cristão Julgar! Mas este "julgar" não significa fazer injúrias, calúnias ou fofocas sobre a pessoa que está no erro. Se vemos que alguém está se desviando do Evangelho ou pregando heresias, o nosso objetivo principal deve ser alertar, repreender, exortar e conduzir o pecador ao arrependimento e a restauração. Caso a disciplina seja indispensável, ela deve ser feita com seriedade, amor e tristeza, sempre objetivando o arrependimento, e não a condenação eterna do pecador. E com muito temor também, afinal, não somos pessoas perfeitas e ninguém deve ser julgado ou condenado injustamente. E também é nosso dever estar alertando ao Corpo de Cristo sobre determinadas heresias que porventura continuam a ser pregadas e os autores da mesma não querem dar ouvidos.

“Irmãos, se alguém for surpreendido nalguma falta, vós, que sois espirituais, corrigi-o com espírito de brandura; e guarda-te para que não sejas também tentado.” Gl 6:1

“Prega a palavra, insta, quer seja oportuno, quer não, corrige, repreende, exorta com toda longanimidade e doutrina. Pois haverá tempo em que não suportarão a sã doutrina, pelo contrário, cercar-se-ão de mestres segundo as suas próprias cobiças, como que sentindo coceira nos ouvidos; e se recusarão a dar ouvidos à verdade, entregando-se a fábulas.” 2 Tm 4:2-3

"Aventura-se algum de vós, tendo questão contra outro, a submetê-lo a juízo perante os injustos e não perante santos? Ou não sabeis que os santos hão de julgar o mundo? Ora, se o mundo deverá ser julgado por vós, soi, acaso, indignos de julgar as coisas mínimas? Não sabeis que havemos de julgar os próprios anjos? Quanto mais as coisas desta vida!. Entretanto, vós, quanto tendes a julgar negócios terrenos, constituís um tribunal daqueles que não têm nenhuma aceitação na igreja. Para vergonha vo-lo digo. Não há, porventura, nem ao menos um sábio entre vós, que possa julgar no meio da irmandade?" Co 6:1-5

Créditos: alguns textos retirados do livro:
"Julgar, o dever do Cristão" – Rev. Doug Kuiper Por: Bereianos

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